20 julho 2016

Stranger Things


Nova produção da Netflix e todos atentos e ansiosos para a estreia, que prometia ser muito boa. Não somente boa, a nova série é simplesmente maravilhosa, em vários aspectos.

Stranger Things retrata o desaparecimento de Will, filho de Joyce Byer, na volta para casa depois de um dia jogando RPG com os amigos. Uma estranha criatura o persegue em seu caminho e repentinamente o menino desaparece, não deixando rastros para a investigação do seu sumiço. As primeiras cenas do episódio piloto já nos cativa pelos meninos, Dustin, Lucas, Will e Mike, cada um contendo características marcantes que vamos descobrindo ao longo da trama. O desaparecimento de Will abala toda a cidade em Indiana, e o aparecimento de uma menina, fugida de um grande laboratório perto da Floresta Negra irá provocar ainda mais novas mudanças na cidade.
Mistério, terror e suspense estão interligadas nessa série, aliados à uma atuação bem intensa de Winona Ryder e ótimos desenvolvimentos nas cenas com os melhores amigos de Will, típicos nerds, nada bobos e corajosos. Acredito que eles roubam a cena durante os episódios, mais do que a personagem de Winona; os meninos cativam e seguimos desvendando os mistérios junto à eles, com suas inteligências genuínas. Dustin é o banguela carismático, mas nada bobo, Lucas é corajoso e desconfiado de Onze e Mike é nosso típico líder do grupo, honesto, justo, fiel e, com aquele quedinha clichê pela menina misteriosa. Onze demonstra-se inocente logo no início, mas sua personalidade vai desdobrando-se de acordo com as cenas que a envolvem.
Outros personagens ganham destaque como o xerife Hopper, a típica adolescente do interior que se rebela, Nancy, e o esquisitão Jonathan, filho mais velho de Joyce.
A trilha sonora a todo momento nos remete às produções dos anos 80, e por vários outros aspectos inseridos na produção (não só pelo tempo passado na mesma) é tida como uma carta de amor aos anos 1980. As referências à cultura pop do passado são citadas aqui e são bastante perceptíveis, contribuindo para a nostalgia dos fãs de produções dessa época.
Além de aspectos nostálgicos e ótimas atuações, a série mantém um enrendo que prende do começo ao fim, os mistérios e as tramas envoltas num núcleo maior são bastante inteligentes e não decepcionam do começo ao fim.

Para quem gosta de um bom suspense, nostalgia e do sobrenatural, Stranger Things é a escolha certa.

18 julho 2016

[Filme] Caças-fantasmas

donas da p* toda. 
Título: Ghostbusters
Direção: Paul Feig
Elenco: Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Leslie Jones, Kate McKinnon, Chris Hemsworth
Eu disse a mim mesma que não iria me arriscar a escrever sobre esse filme que nem o original eu assisti, mas não deu. Essa é uma produção que você sai da sala de cinema querendo recomendá-la pra todo mundo que encontrar pela frente. E mesmo sendo poser nesse remake, desejei vir aqui no blog e escrever sobre.

As cientistas Erin Gilbert(Kristen Wiig) e Abby Yates (Melissa McCarthy) atualmente não mantém mais a amizade que antes, amizade esta, que anteriormente originou um livro sobre a paixão que as duas mantinham: fantasmas. Essas duas figuras reencontram-se novamente quando um senhor, dono de uma mansão que foi assombrada recentemente, procura Erin pedindo ajuda para o problema, expondo seu livro para a mesma, que nega poder ajudá-lo. Dessa forma, Erin descobre que o livro ao qual Abby prometeu não divulgar está à venda e até um site sobre fantasmas existe com seu nome incluso, ameaçando sua carreira na universidade. Novamente as duas amigas se encontram e vão em busca do senhor que procurou ajuda anteriormente. Abby, Erin e Jillian Holtzman (parceira de Abby no laboratório) deparam-se com uma aparição de um fantasma nada amigável e assim retornam à empreitada em busca de fantasmas.

De cenas hilárias à algumas piadas sem graça, o filme ainda tem seus momentos de susto e suspense. O que chama toda nossa atenção são as mulheres, óbvio. Todas elas com suas características marcantes, e as piadas e "sacadas" em referência ao machismo ou ao feminismo, são ótimas. Confesso que só fui assistir no cinema por conta do girl power, não nego.
O filme tem seus erros, e não me detenho neles por conta do desconhecimento geral que tenho sobre técnicas cinematográficas. Mas é um farofão ótimo para assistir, com uma grande pegada feminista e algumas sacadas ótimas humorísticas que remetem à assuntos sérios. Mesmo não sendo fã dos originais, é perceptível as referências aos caças-fantasmas original.
Fui ao cinema esperando bastante da Melissa McCarthy, por já conhecer ela de Gilmore Girls e outros filmes de humor, mas quem roubou a cena definitivamente foi a Kate McKinnon. Em sua personagem, Jillian Holtzman, é a cientista que elabora todas as armas, refaz as mesmas e protagoniza a melhor cena do filme ao final dele (assistam e vocês saberão). Ainda temos a presença de Chris Hemsworth fazendo o papel de Kevin, o secretário burro, visto apenas como objeto sexual por Erin, que, vamos combinar, um papel realizado em muitos filmes por mulheres, agora numa figura masculina, é muito bom de presenciar.
Aos que forem assistir o filme dublado, encontrarão muitas referências brasileiras, por conta das piadas contidas na língua original voltarem-se muito para os estadunidenses. Daí que se você ouvir uma frase que Inês Brasil fala, não se assuste (grite como eu).
Acredito que todos souberam dos comentários depreciativos por conta desse remake 'substituir' os quatro homens por quatro mulheres, mas a crítica que está dando altas notas para a produção e a grande receptividade que o filme está recebendo nos cinemas é a melhor resposta para todos esses indivíduos.

13 julho 2016

Sobre trabalho de conclusão de curso



Escrever uma trabalho de conclusão de curso é assustador. Amedrontador. Apavorante. Mas principalmente trabalhoso. É uma tarefa árdua, intensa e cansativa. É preciso encontrar seu cantinho especial para as leituras e o exercício da escrita. O local ideal para a concentração e a inspiração fluir. Pode ser mais de um lugar, pode ser nenhum, a obrigação de escrever pode exigir de você que mesmo sem um lugar ideal, consigas fluir na escrita. E os temidos comentários sobre o TCC sempre surgem. "Como tá indo?" "Escrevendo muito?" "Já sabe o título?" "Ah, TCC é fácil, escrevi o meu tão rápido" "Não entendo toda essa preocupação com TCC, foi tão tranquilo pra mim". Todo mundo tem uma opinião sobre isso e acredite, vão fazer questão de expôr isso perto de você. O jeito é respirar fundo, expirar e respirar fundo de novo. Alguma procrastinação sempre surge. Tem horas que realmente não dá pra pensar no trabalho. É tempo demais pra ficar obcecado por esse assunto. Pior do que a obsessão pelo crush, é a ansiedade que esse trabalho nos causa. Só depende de você. Com a paixão platônica ainda existe esperanças dele tomar atitude e tudo mudar repentinamente. Com o TCC não. Se você não senta seu traseiro em frente ao computador e escreve, ele não vai se escrever sozinho. Okay, é preciso manter calma nessa hora. Sem traumas. Logo tudo isso virará um sorriso no rosto, com um orgulho no peito e lágrimas nos olhos.

04 julho 2016

Sobre dias produtivos


Em dias produtivos a gente acorda cedo. Mesmo com sono, acordo cedo e bem disposta. Vou correndo tomar meu café enquanto as ideias e a lista de afazeres está fervilhando na cabeça. Primeiro, as mais urgentes ou mais difíceis de cumprir. Depois, as medianas e por fim, as mais fáceis ou menos urgentes. Termino trabalhos, realizo leituras necessárias, talvez até adianto algumas. Ao final do dia tenho meus deveres cumpridos, ou pelo menos a maior parte e a satisfação de tê-los riscados da minha lista imaginária é tremenda. Nem sempre é assim, claro. Tem dias que é mais produtivo ficar na cama assistindo mil seriados ou fazendo maratona de um do que tentar estudar ou fazer alguma coisa mais "significativa". Sim, porque tudo é significativo à sua maneira. Assistir um besteirol hollywoodiano num sábado às vezes é bem significativo depois de uma semana intensa e cansativa. Ler qualquer coisa que não seja 'obrigatória' ao seus estudos em uma tarde também. Maratonar aquela nova série que surgiu na Netflix também pode ser tão importante quanto uma tarde de estudos. Porque nem sempre damos conta de estudar, pensar ou realizar todas as nossas obrigações, em todos os dias da semana, sem enlouquecer um pouquinho. Às vezesassistir uns vídeos engraçados no YouTube é bem mais produtivo do que bater cabeça com aquele texto da próxima aula, e se a leitura for mais produtiva em outro momento, melhor ainda. Por que não deixar pra depois *não para um futuro muito distante, claro* e fazer o seu melhor quando você estiver realmente pronta pra isso?! Eu acredito nisso. Na verdade, eu funciono dessa forma e por isso penso assim. Talvez outras pessoas realmente não acreditem nisso, mas dias produtivos sempre serão diferentes pra mim. Alguns serão sobre trabalhos e deveres feitos; outros serão sobre séries, filmes ou horas sem nada pra fazer, apenas para espairecer a mente e deixar ela mais tranquila. Talvez seja pelo corte de cabelo que deixou a cabeça ~literalmente~ mais leve, talvez seja pelo final de semana tranquilo, relaxante e produtivo, mas o espírito aqui está bem à toa. E escrito numa segunda-feira, esse é um texto bem raro de se encontrar por aí.

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