06 fevereiro 2016

Abstrair

Sempre fui muito quieta e tímida frente aos outros. Mas ao longo de algumas experiências tive que externar algumas coisas, principalmente o que estou sentindo. Caso contrário, enlouqueceria. Sempre tentei ser o mais honesta possível comigo mesma e com as pessoas ao meu redor, porém, de uns tempos pra cá, pude perceber que externar certos sentimentos não estavam me fazendo bem, e não estavam fazendo nada bem aos mais próximos. Meu lado pessimista aflorou ao longo dos anos, meu ceticismo aumentou proporcionalmente à minha falta de fé, em tudo e todos e eu, como alguém crente de certas coisas, me perdi em reclamações, resmungos, suspiros de exaustão e pensamentos maldosos sobre os outros. 
Ao perceber o quanto isso me prejudicava e o quanto afetava as pessoas que mais amo, tive que parar para pensar naquilo que estava pensando e externando. Nunca quis ser a pessoa negativa a qual outros precisam se afastar. Nem ser aquela que só enxerga o lado ruim de tudo. Eu nunca quis ser tão cética e mesmo assim estava sendo. Que bom que ainda tive tempo de rever tudo isso. Gratidão sempre foi algo que não quis deixar de lado e estava deixando. Gratidão por tudo e qualquer coisa que me faça bem e até as que fizeram mal, por que não?! Gratidão não por ter a vida que sempre quis e sim pelo que tenho e pelas pessoas que fazem da vida algo valioso. E nesse exercício de gratidão, abstrair tudo o que me irrita, todas as pequenas dificuldades do dia a dia é sempre um exercício trabalhoso, mas totalmente necessário.
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