02 março 2015

Resenha - Perdão, Leonard Peacock

Nome: Perdão, Leonard Peacock
Original: Forgive me, Leonard Peacock
Autor(a): Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.  

Não sei como expressar em palavras escritas o quanto esse livro mexeu comigo. Gostei muito de O Lado Bom da Vida do mesmo autor e confesso que não tinha muitas expectativas quanto a Perdão, Leonard Peacok ao ler a sinopse do mesmo. Mas em um belo dia sem muito o que fazer decidi iniciar a leitura e não pude dormir sem antes terminá-la.

Leonard decidiu matar seu ex-melhor amigo e logo após, cometer suicídio em seu próprio aniversário. Aos poucos conhecermos melhor a história de Leonard e seus motivos para decidir em tomar atos tão drásticos. O garoto mora sozinho, pois sua mãe é uma estilista de Moda muito ocupada vivendo em outro estado. Leonard sempre vai na casa do seu vizinho, Walt, um senhor com problemas no pulmão mas que insiste em fumar todo dia, para assistir os filmes de Humprey Bogart, grande nome artístico de Hollywood. Mas Leonard também tem em seu professor Herr Silverman, que ensina sobre Holocausto, uma figura importante em sua vida, por se identificar e entender o que  ele prega sobre ser diferente e outros ensinamentos importantes que seus colegas superidiotas não compreendem. Outra figura importante na vida de Leonard é Lauren, uma garota devota que ele encontrou no metrô pregando sobre Jesus e que o interessou de imediato. E por ultimo, não menos importante, temos Baback, um colega de classe estrangeiro que toca violino escondido na escola e que deixa Leonard apreciar sua música em todos os seus ensaios.

Não há muito o que escrever sobre esses personagens em si, pois o que mais marcou na leitura dessa obra foram os pensamentos, questionamentos e diálogos de Leonard ao longo da narrativa. O jovem demonstra ser muito diferente, de uma forma depressiva e muito inteligente ao mesmo tempo. Foi estranho me identificar com um personagem suicida como Leonard, mas Matthew escreve tão bem na voz de um jovem questionando tudo e todos ao seu redor, que foi inacreditável o quanto essa obra conseguiu mexer comigo. Talvez o dia de aniversário de Leonard ser o tempo retratado na obra quando meu próprio aniversário está tão perto, tenha sido um dos fatores para acontecer tamanha identificação.

"Eu gostaria de me sentir bem todo o tempo - de ter a capacidade de me sentar e funcionar sem sentir tanto a pressão, sem sentir como se o sangue fosse jorrjr de meus olhos e de meus dedos dos pés e das mãos caso eu não faça alguma coisa."

Leonard nos traz uma história triste, cheia de cenas peculiares, seja com seu vizinho, seja com seu professor ou seu colega violinista, nos fazendo concordar em várias passagens do livro, com seus pensamentos tão realistas e cruéis sobre a condição humana. Ao retratar sobre família, amigos, suicídio, traumas e tantos pensamentos depressivos, Matthew nos traz uma obra repleta de temas sensíveis e consegue ser tocante em suas palavras sem apelar para a tristeza contida nela.

Definitivamente a leitura é densa e ainda não sei como a conclui em apenas um dia; talvez por me identificar tanto ou pela curiosidade em saber o que iria acontecer com Leonard, não sei. O final é realista e não nos faz necessariamente tristes por não conter um final feliz, mas sim questionadores sobre a história que acabamos de ler. 

Assim como em O Lado Bom da Vida, Matthew retrata de forma magnífica uma história triste, singular e recheada de personagens profundos e bem construídos. Recomendo muito a leitura.

12 comentários:

  1. Jeniffer, comprei Perdão há um tempo, mas não li ainda. Vontade não falta, ainda mais depois da sua resenha.
    É estranho como o autor faz com que a gente se identifique com personagens que nada parecem com a gente, né?
    Imaginei que fosse denso e pesado, mas bom saber que dá até de ler num dia só.

    Beijoooos

    www.casosacasoselivros.com

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  2. Oi Jeniffer, tudo bem?
    Eu só li o Lado bom da vida do Matthew, mas tenho muita vontade de ler outros livros, pois a escrita dele é singular. Esse livro está na minha lista de desejados, mas estou postergando. Sua resenha despertou ainda mais a vontade de ler o livro.
    Abraços,
    Amanda Almeida
    http://amanda-almeida.com.br

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  3. OOOi! Adorei a resenha Jeniffer, mas senti falta de mais fotografias pra compor o post. Já li algumas resenhas por aqui e gosto de ver fotos dos livros. Você escreve super bem!!!
    Beijos
    www.joseanefarias.blogspot.com

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  4. Oie Jeniffer =)

    Ainda não li nada desse autor, mas tenho bastante curiosidade de conhecer os trabalhos dele. As resenhas que leio são sempre positivas, o que me deixa com mais vontade ainda de ler os livros que ele escreveu. Espero ter essa oportunidade me breve.

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary


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  5. Oi Jen,
    Eu tenho o outro livro do autor por aqui, mas ainda não li.

    Gostei da premissa desse e da sua resenha, me deixou curiosa.
    Os livros do autor, me parecem, ter esse quê de terapia, não sei...

    bjs e tenha uma ótima terça
    Nana - Obsession Valley

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  6. Oi Jenni, eu li O Lado bom da Vida recentemente e, até então, não colocava muita fé no autor. Fiquei curiosa agora e quero ler todos os livros dele! rsrsrs
    Acho ótimo como ele consegue fazer o livro ser bom pelas coisas imateriais, não dá para citar o que exatamente nos conquista.

    Beijos

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  7. Parece um livro bem denso e interessante. Fiquei curiosa. Ótima resenha :)
    ;**

    Red Behavior

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  8. Oi, Jen!
    Eu realmente quero ler este livro agora. Ainda não li nada do autor, mas tenho "O Lado Bom da Vida". Eu não imaginava que esse livro era bastante questionador e reflexivo. Nunca passou pela minha cabeça. E sua opinião só me deixou curioso e interessado, pois é bem provável que eu adore a leitura.
    Parabéns pela resenha!
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.com

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  9. Oi, Jeniffer!
    Tenho muita vontade de ler algo do Mathew, a escrita dele me parece muito sensível e intensa. Talvez comece por "Perdão, Leonard Peacock"

    Beijo

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  10. Eu li O Lado Bom da Vida, e particularmente não gostei. Fiquei com muita dó do Pat, e das coisas injustas até que aconteceram e acontecem ao longo do livro com ele.
    Mas quando Perdão, Leonard Peacock foi lançado, tive muitaaaa vontade de ler, porém, acho que ainda não chegou o momento, rsrs Não me conformei com OLBDV. =(
    Mas agora lendo sua resenha, minha vontade voltou, então, que sim, darei uma chance para ele, e tentarei ler, se gostar continuo, vou pelo menos comecar, rs
    bjooos

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  11. Eu ainda não li nada do Mathew já li algumas resenhas dos livros deles mas sempre acabam no fim da minha lista de leitura talvez ainda não chegou o meu momento.
    beijos

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  12. Primeiro, não sabia que era do mesmo autor de O Lado Bom da Vida, segundo, sempre vejo esse livro por ai, mas não tinha nem ideia do tamanho de emoção que ele pode conter. Logo no começo da resenhas eu já estava boquiaberta com a ousadia do autor em falar em um assunto desses. Final das contas: PRECISO LER.

    Beijos. Tudo Tem Refrão

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Opine,reclame,exclame,comente.Mas uma dica: palavras sinceras são sempre bem-vindas.

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