30 outubro 2014

[Filme] Drácula: A História Nunca Contada

Original: Dracula Untold
Diretor: Gary Shore
Atores: Luke Evans, Dominic Cooper, Darah Gadon.

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Drácula era um filme muito aguardado por mim. Sempre *desde a adolescência* me interesso pelo tema vampiros e ver essa figura clássica do vampirismo em uma releitura na época antiga da Transilvânia, trazendo um Drácula diferente do que vemos em outras leituras, foi bem instigante para mim. Não pude perder a chance de assistir no cinema e não me arrependo.


Vlad está aqui diferente; ele não nos é apresentado já como o vampiro imortalizado que se tornou. Traz um pouco da lenda antiga dele ter sido um grande guerreiro e nobre da Transilvânia, que matava à todos sem piedade, porém, neste filme ao invés de matar por prazer, Vlad mata por necessidade, por ter sido levado de sua terra natal para lutar pelos Turcos, povo inimigo da Transilvânia. Vlad tem família, uma mulher e um filho, que é o narrador inicial da estória. Ao se ver em uma situação de impasse sobre uma possível guerra com os Turcos ou a entrega de mil crianças incluindo seu filho, ele trata de tomar atitudes que irão mudar drasticamente sua forma de viver.


Todo o cenário é sombrio, como deve ser um filme sobre esse personagem ícone. Me surpreendeu e me fascinou a atuação do ator ao demonstrar seus conflitos internos, ao exercer o poder que obteve e ao sucumbir nas consequências das suas atitudes. As batalhas expostas foram muito bem elaboradas, porém, pensava eu ver mais 'sangue e cabeças decapitadas' do que vi ao decorrer do filme, isso só acontece muito bem lá pro final, mas não deixa de agradar.


A reviravolta, o clímax que o filme traz funciona muito bem assim como o grande vilão da trama, que no final funciona, por que temos como principal vilão em toda a trama não um personagem em si, mas outro fator. Ainda há retratado na mulher de Vlad o grande amor de sua vida, aquele em que quase todas as estórias sobre ele, aparece como aquela a que seu coração pertence; outro ponto que vemos em outras adaptações clássicas e também presenciamos nessa. 

Como sempre digo, não sou especialista no assunto 'cinema', não vou opinar sobre questões técnicas sobre os filmes que escrevo sobre, mas a trilha sonora de Drácula foi bem condizente com todo o clima que ele traz: sombrio e intenso. As jogadas de câmera também foram um ponto que me chamou muito a atenção, em uma cena ela é colocada no ponto de vista de alguém que está morrendo na batalha, em outras cenas esse jogo de visão é bem elaborado e traz aquela confusão visual que poderia atrapalhar no assistir do filme, mas, para mim, foi algo bem colocado ao intensificar o que estava ali sendo mostrado. 


Por fim, para quem se interessa por Drácula e sua estória icônica e ficou instigado em assistir essa releitura de um personagem tão único, não deixe de assistir esse filme. Houve um ponto que me incomodou nele? Sim (selecione logo após esse parenteses para saber o que foi) *a palavra 'vampiro' não existia na época, mas foi falado por um personagem, o que pra mim foi um furo no roteiro, porém, assisti dublado, então pode ser que a dublagem tenha sido errado, irei comprovar ao assistir legendado* mas não foi algo que incomodou tanto. Recomendo muito.

27 outubro 2014

[Música] The Black Keys

  • The Black Keys é uma banda de blues-rock proveniente dos Estados Unidos formada por Dan Auerbach (vocalista e guitarrista) e Patrick Carney (baterista e produtor), e recentemente esteve no Brasil para o Lollapalooza. Formada em 2001, a banda fez-se muito presente no cenário underground de Ohio e não demorou muito para lançar seu primeiro álbum, em 2002, The Big Come Up.

 recomendação: 204 Years Before Your Time

  • Logo em seguida, Thickfreakness (2003) veio, foi muito bem recebido pelos críticos, tendo três singles: Set You Free (que fez parte da trilha sonora de Escola de Rock), Hard Row (presente em Sons of Anarchy) e Have Love Will Travel (escrita e gravada por Richard Berry, porém, famosa pelo cover feito pela banda The Sonics). Seu segundo álbum ao vivo (gravado em 2006) foi com músicas desse álbum, levando o nome de Thickfreakness in Austin.

 recomendação: Midnight In Her Eyes

  • Em 2004, Rubber Factory é lançado, assim como o primeiro álbum ao vivo da banda, Live (nome muito criativo, hehe). Rubber Factory serviu para aumentar o reconhecimento da banda, juntamente com Thickfreakness. Várias músicas desse CD serviram para trilhas sonoras de inúmeros comerciais, entre eles um da American Express, Sony Ericsson e Victoria's Secrets. Mas não foi só aí que a banda ganhou visibilidade. Começaram a abrir os shows de bandas como Pearl Jam, Beck,  Radiohead, etc. 


 recomendação: All Hands Against His Own

  • Attack & Release (um dos meus álbuns favoritos, principalmente para ouvir naqueles momentos de tristeza) foi lançado em 2008 e estreou em 14º lugar no top 200 da Billboard. The Black Keys mostrou seu poder e foi muito prestigiada pela mídia, através de trilhas sonoras de jogos, como GTA IV e NASCAR 09, os quais utilizaram a música Strange Times, e séries como Lie To Me, Big Love (com a música Lies, cantada posteriormente por Kelly Clarkson, também) e One Tree Hill (com a música So He Won't Break). 


 recomendação: se eu pudesse, recomendava a maioria (mas espera, eu posso, hehe). Escutem So He Won't Break deitados na cama e de olhos fechados, é uma sensação muito boa :)

  • Brothers é um dos meus álbuns favoritos também, e é bem difícil escolher minha música favorita. Lançado em 2010, vendeu mais de 73 000 cópias nos Estados Unidos só na primeira semana e ficou em terceiro lugar na Billboard. Teve como singles a música Tighten Up (com um dos clipes mais fofinhos que eu vi até hoje) e Howlin' For You. O álbum acabou vendendo mais de um milhão de cópias e ganhou três grammys, entre eles o de Melhor Álbum Alternativo.


 recomendação: The Only One, Sinister Kid e Tighten Up.

  • Enfim chegamos ao El Camino, aquele que quase todo mundo conhece e sabe a dancinha de Lonely Boy! Lançado em 2011, o álbum é não só o mais conhecido, como o mais animado de todos. The Black Keys é uma banda que foi mudando ao longo dos anos, mas ainda assim mantém sua essência; foi o que este álbum nos mostrou. Como fã velha de TBK, ao ouvir pela primeira vez, senti uma diferença grande (e muito agradável, por sinal); El Camino tornou-se um dos meus álbuns favoritos entre vários outros justamente por mostrar que uma banda pode sim mudar, mas continuar me agradando independente disso. Lonely Boy, Gold on The Ceiling, Dead and Gone e Little Black Submarines (ficou em 18º na lista dos 50 melhores singles de acordo com a Rolling Stone) foram os singles do álbum. 


 recomendação: Lonely Boy quando estiver fazendo faxina ou pra começar o dia bem, Run Right Back e Hell Of A Season.

  • Pooooor último, temos Turn Blue! Acima falei da mudança da banda para algo mais agitado; Turn Blue vem como um álbum contrário ao anterior. Lançado em 12 de maio de 2014, alcançou o primeiro lugar na Billboard 200, como o álbum mais vendido, na sua primeira semana (alcançando o número de 164 000 cópias vendidas). A capa foi desenhada pelo irmão de Patrick, Michael Carney, e o título tem a ver com o conteúdo do álbum; de acordo com Auerbach, associa-se ao teor triste e melancólico das músicas (a expressão "I'm feeling blue" em inglês, significa "estou triste"). A música Fever tem uma ligação com a relação de Dan e a heroína, por isso acredito que este é um álbum bem pessoal, o que o enriquece ainda mais. 


 recomendação: a faixa homônima ao álbum, Turn Blue, e Fever.


PS: os dois primeiros álbuns da banda foram gravados no porão de Patrick, e o Rubber Factory, numa fábrica (que foi demolida em 2010).

That's all, folks!

26 outubro 2014

Sorteio: 2.000 seguidores


Sorteio novo no ar! Como nunca dá pra comemorar os aniversários do blog realizando sorteios diversos, resolvi trazer esse mega sorteio pra vocês pra comemorar quando o blog chegar aos 2.000 seguidores, o que está perto de acontecer. Serão 5 livros de prêmio à um ganhador! Quase todos os livros possuem resenha no blog, caso não conheçam algum desses, é só procurar na página 'Resenhas' aqui no blog. Okay, então vamos ao sorteio:

Livros sorteados:



REGRAS:
- Ter endereço de entrega no Brasil
- Seguir o blog via Google Friend Conect


OBSERVAÇÕES:
- Os livros serão enviados por mim (Jeniffer Yara)
- O sorteio será realizado em até 5 dias após o término (quando o blog atingir 2.000 seguidores)
- O vencedor tem até 48h para responder o e-mail com seus dados
- O envio será feito em até 45 dias após o recebimento dos dados.

Boa sorte!

22 outubro 2014

Os mais desejados

Há um bom tempo estou sem poder comprar livros novos, livros para o meu entretenimento (por que livros acadêmicos são muitos), então tenho vários livros na minha lista de desejados, porém, sempre há aqueles que a gente mais curiosidade em ler e aqui vai uma lista deles! “aceito presentes*


Eleanor &  Park  Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Ele Está de Volta  Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Sente uma grande dor de cabeça. O uniforme tresanda a querosene. Olha à sua volta e não encontra Eva Braun. Nem uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus. Em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido. Começa assim o surpreendente primeiro romance de Timur Vermes, passado na Alemanha de Angela Merkel, 66 anos depois do fim da guerra. Hitler ganha nova vida. Na sociedade espetáculo, dos reality shows e do YouTube, o renascido Führer é visto como uma estrela, que uma televisão sequiosa de novidades acolhe de braços abertos. A Alemanha da crise, do Euro ameaçado, da austeridade, vê nele um palhaço inofensivo. Mas ele é real, assustadoramente real. E, passo a passo, maquiavelicamente, planeia o seu regresso ao poder - por via da televisão. Sátira ferocíssima a uma sociedade mediatizada, narrado num registo arrepiadoramente fiel ao Mein Kampf, tem tanto de romance político como de crítica de costumes. Afinal, a Alemanha de Merkel, dominadora, obcecada pelo poder e pelo sucesso, está pronta para o receber... e Ele Está de Volta.

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert  Aos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha.
Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.
Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.

Histórias Extraordinárias  O homem sempre sentiu medo, sobretudo daquilo que não pode entender,do incerto e porque não dizer do proibido. Talvez por isso o horror tenha algo que nos afaste, mas que também nos atraia e nos deixe fascinados. E foi desbravando essa estranha e ambígua sensação que o contista, crítico e poeta norte-americano Edgar Allan Poe se consagrou como um dos mestres do gênero do terror e o pai da literatura policial. Ambientes sombrios, ruas desertas, esquinas escuras, mansões malditas, assassinatos misteriosos e personagens sobrenaturais compõem a atmosfera gótica que tanto marcou suas histórias de terror. Poe detém o poder de envolver o leitor desde a primeira frase. Ele nos conduz pelo conto, deixando escapar apenas o que devemos saber naquele momento, mantendo o suspense até o desfecho invariavelmente inesperado. Mas suas fina ironia, seu sarcástico humor e suas inigualáveis lógicas e sagacidade também são elementos que cunharam a obra desse homem que influenciou de forma decisiva o conto moderno de horror. Ler as histórias de Edgar Allan Poe nos faz regressar aos tempos de infância, em que os maiores medos despertavam o horror, mas também deixavam um estranho desejo de sentir o corpo arrepiar, só mais uma vez. Uma experiência inigualável.

Persépolis
Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Listografia *eu preciso muito desse livro* O livro definitivo para todas as listas da sua vida! Nostalgia . Essa foi a inspiração de Lisa Nola para inventar um tipo inusitado de autobiografia. Quais foram os melhores presentes que você já recebeu? Os lugares mais estranhos onde já fez sexo? As coisas que mais irritam você? Seus momentos mais embaraçosos? Os lugares que adoraria conhecer?Com proposta semelhante a sucessos como Destrua este diário e Termine este livro, Listografia é completamente interativo, convidando o leitor a intervir na obra e criar suas próprias listas. A obra traz inúmeras ilustrações divertidíssimas de Nathaniel Russell, incentivando o leitor a desenhar também suas criações. Neste livro, o leitor vai rememorar episódios engraçados da própria vida, filmes e livros interessantes, pessoas que conheceu e muito mais. Com diversas perguntas bem-humoradas e ilustrações bastante divertidas, Listografia o incentivará a colocar no papel pedaços de sua história pessoal. Ao final, Lisa convida o leitor a soltar sua imaginação e inventar suas próprias listas personalizadas. Esta é, acima de tudo, uma reflexão leve e sensível sobre os nossos interesses, nossa memória e nossos sonhos, e as páginas preenchidas podem servir de lembrança para os momentos de nostalgia ou revelar características intrigantes e inusitadas do seu dono.

E vocês? Conhecem algum desses livros e também desejam eles na sua estante?! Se não, quais são os seus livros mais desejados no momento?!

19 outubro 2014

Resenha - Anna e o beijo francês

Nome: Anna e o beijo francês
Original: Anna and the Franche Kiss
Autor(a): Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Como não se interessar por algo que tenha algo francês?! Para mim, impossível. E quando soube sobre esse livro, no começo do ano passado(fiz a leitura em 2013, então o conheci em 2012), me interessei de primeira, ainda mais depois de ler sua sinopse. Fiquei impressionada em Anna não gostar de ir à Paris, como uma pessoa pode não gostar disso?! E fiquei mais do que curiosa em ter o livro em mãos. Finalmente, através da editora Novo Conceito, pela Página de Vantagens pude tê-lo. E ainda demorei para realizar a leitura, infelizmente. Por que Anna e o Beijo Francês é mais do que apaixonante, é inspirador.

Anna tem um pai escritor famoso (à lá Nicholas Sparks, não pude deixar de comparar) e é meio que forçada por ele para entrar em um internato. Já não bastasse isso, é um internato na França. Longe de Atlanta, longe da América tão amada por Anna, longe de sua melhor amiga Bridgett, seu irmão fofo Seany e sua paixão de algum tempo, Toph. Claro que ela odeia a mudança e no começo se sente mais do que deslocada e fria quanto à cidade maravilhosa de Paris. Porém, não demora muito para descobrir pessoas interessantes e gentis em seu internato e um francês-inglês-americano mais do que interessante também.

É o segundo livro que leio da autora Stephanie Perkins, já tinha me apaixonado por sua escrita em Lola e o garoto da casa ao lado  e fiquei mais do que feliz em ter outro livro para apreciar e confirmar se a autora é realmente uma das cotadas em fazer parte da minha lista de autores preferidos ou não. E sim, Stephanie Perkins é mais do que cotada para fazer parte dessa lista. Anna e o Beijo Francês traz aquele romance juvenil, que vemos muitos por aí, mas não sei como, ela traz esse romance juvenil de uma forma diferente (Em Lola ela também traz isso, mesmo com alguns clichês), de uma forma que possamos nos identificar e não termos uma leitura artificial diante de nós.

Anna é irritante no começo, por eu ser fascinada pela ideia de ir à Paris, não consigo suportá-la por achar completamente ruim em se mudar para lá; porém entendo sua repulsa, ela precisa se afastar de tudo que ama por causa de Paris e está numa cidade em que não é fluente em seu idioma o que torna sua mudança realmente incomodante. Mas ao longo da narrativa gosto de Anna e mesmo com alguns dramas bem juvenis e clichês de garota apaixonada-que-não-quer-admitir-estar-apaixonada, eu a entendo e não me irrito. Por que, quem nunca fez isso? Quem nunca viveu um drama adolescente e foi mais do que egocêntrica em achar que seus problemas são mais importantes que os dos outros ou que não olhou ao seu redor pensando em outras pessoas e numa forma de ajudá-las por elas estarem vivendo momentos 'piores' que os seus?! (Eu ainda acredito que todos os problemas pessoais são igualmente importantes, tá?!).

Sim, Anna e o Beijo Francês tem seus clichês juvenis, mas isso não incomoda nem um pouco com a narrativa mais do que fluente que Stephanie nos proporciona e com o cenário lindo que ela nos traz em sua obra. Paris, França, seus costumes, sua comida, tudo por lá parece ser apaixonante. E nesse livro ainda pude me apaixonar ainda mais por cinema, Anna é fascinada pela sétima arte e sua devoção aos filmes, o seu conhecimento sobre o assunto em geral, é de causar inveja.

Fora tudo isso, Étiene é mais do que apaixonante (estou usando muito essa palavra nessa resenha, não resisto), é o americano com sotaque britânico e fluente em francês que fazem todas suspirarem (ou pelo menos, eu). Os novos amigos de Anna também, Meredith, Rashimi e Josh são personagens secundários interessantes. O livro não decepciona.

Recomendo à todos que apreciam um romance juvenil, recheado de estórias engraçadas (ri muito em algumas cenas com Anna), Paris, cinema e croissant.

16 outubro 2014

[Filme] Trash: A Esperança Vem do Lixo

Nome: Trash: A Esperança Vem do Lixo
Direção: Stephen Daldry
Atores: Wagner Moura, Selton Mello, Martin Sheen, Eduardo Luis, Gabriel Wenstein, Rickson Tevez.

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Trash: A esperança está em nós
Eis mais um nacional que me comprometi à assistir no cinema. Não me arrependo nenhum um pouco. O filme traz toda aquela áurea de filme nacional: cru, intenso, realístico. Porém, neste há algo a mais, há uma mensagem linda e comprometida com nossa sociedade atual que vale à pena assistir e refletir sobre.


Na trama aventuresca, Raphael, Rato e Gardo, três garotos de um país de terceiro mundo, em um futuro não muito distante, vivem com outras crianças em um lixão, procurando por qualquer coisa que lhes possa render dinheiro. Quando eles encontram uma bolsa, suas vidas se transformam.

Wagner Moura é José Angelico, o dono da carteira perdida que traz um segredo obscuro sobre um certo político da região. Os três meninos (Gardo, Raphael e Rato) são espetacularmente responsáveis sobre essa carteira e o destino dela. O filme traz uma premissa diferente dos nacionais que já assisti. Eis um ponto positivo. Selton Mello é o típico policial corrupto, aliado ao político, correndo atrás do que deseja por motivos errados e prejudicando as pessoas erradas também.



11 outubro 2014

Resenha - Querida Sue

Nome: Querida Sue
Original: Letters from Skye
Autor(a): Jessica Brockmole
Editora: Arqueiro
Sinopse: Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.

Querida Sue foi um lançamento muito esperado por mim. Um livro todo em formato de cartas e ainda tendo romance histórico com certeza me interessou bastante. Pena que a leitura não agradou tanto assim.

Em 1912, Espelth Dunn é uma escritora residente da ilha remota chamada Sky, na Escócia. Distante de tudo e de todos, estranha quando recebe a carta de um jovem universitário dizendo-se fã do livro que ela publicou. David Grahan mora na América, o que torna seu contato bem inesperado para Espelth. Os dois terminam por construir uma amizade através das cartas que trocam ao longo dos anos, porém a Primeira Guerra Mundial começa e David decide fazer parte dela. Rapidamente a estória vai para 1940, começo da Segunda Guerra Mundial e já nos traz como escritora de cartas, Margaret, filha de Espelth, que também mantém troca de cartas com uma pessoa especial. 

A estória das duas protagonistas acabam por se entrelaçar, como podemos deduzir e as cartas expostas nos revelam suas estórias e as estórias de outros personagens ao longo da narrativa. O que me fez não ter tanto prazer numa leitura que eu tinha altas expectativas, foram justamente as cartas. Há a mudança entre os anos e personagens durante as cartas, o que deixa o leitor confuso enquanto lê a obra. Não sei se foi apenas comigo, mas a leitura se tornou extremamente confusa de compreender quanto às datas e as cartas trocadas.

Já li outros livros com as famosas digressões que fazem mudar o presente dos personagens em determinada narrativa, porém em Querida Sue, o formato da narrativa talvez tenha prejudicado a apreciação de uma estória muito interessante e instigante quanto aos fatos narrados.

O romance funciona muito bem. Os personagens não me pareceram superficiais e foram, durante a leitura, cativantes. Podemos nos apaixonar por Espelth e David logo nas primeiras páginas. E o romance entre sua filha e o piloto da Força Aérea Britânica também instiga o leitor em relação ao que irá acontecer com os dois.

O espaço onde ocorre a narrativa é um diferencial, assim como a época em que ocorre. Enfim, Querida Sue é realmente uma obra interessante e instigante como um romance romântico e histórico, porém, seu formato prejudicou um pouco a compreensão da narrativa. A edição está perfeita, a editora não peca nos detalhes e diagramação de suas publicações, o que me agrada e muito. Recomendo à todos os curiosos desse romance que diferencia e agrada aos amantes de cartas.

08 outubro 2014

A Arte de Hiro Kawahara

    Os posts do "A Arte de" voltaram! Agora meus queridos, confiram  um cadinho sobre mais um grande nome da ilustração!

    Nascido em Mogi das Cruzes Hiro Kawahara é figura importantíssima no ramo da ilustração aqui no Brasil. Os seus trabalhos vão de ilustrações de livros e revistas às lâminas da multinacional McDonal’d (talvez você já tenha encontrado a arte de Kawahara lanchando por ai e nem sabia). Dono de um traço marcante, Hiro lançou recentemente um livro de ilustrações chamado de “Hiroines” (uma brincadeira com seu nome e a palavra Heroínas) onde se pode encontrar um enfoque maior na figura feminina. O trabalho (lindo, lindo, lindo) deste artista pode ser conferido em seu site pessoal:  Aqui!



05 outubro 2014

Resenha - O Bem-Amado

Nome: O Bem-Amado
Autor(a): Dias Gomes
Editora: Bertrand Brasil
Sinopse: Odorico, o Grande, o Pacificador, o Bem-Amado é a encarnação mesma, em escala provinciana, de personagens bem mais sinistros da vida politica latino-americana, ditadores, caudilhos, demagogos de todos os tipos-e cujo perfil, ora cômico, ora patético, a rica imaginação do Autor delineia de forma precisa e contundente.




Esse livro chegou aqui numa época bem condizente: época de eleições. A leitura dele é bem rápida, mas não podemos sequer pensar em superficialidades contida nele. É o primeiro teatro brasileiro que leio e Dias Gomes me surpreendeu de uma forma muito boa.

Odorico Paraguaçu é candidato à prefeito de uma pequena cidade da Bahia, chamada Sucupira; sabendo que nela não há cemitérios e presenciando o 'sacrifício' de ter cidadãos levando seus mortos para outra cidade, promete em seu mandato construir um cemitério na cidade, para tirá-la da vergonha que é levar seus defuntos para cidades vizinhas. Depois de eleito, Odorico cumpre com o que promete, desviando as verbas da saúde e educação ele consegue construir o cemitério; porém, não há mortos para enterrar e, junto às críticas da oposição e do jornalista língua afiada, Neco Pedreira, o prefeito precisa de um morto para inaugurar seu grande projeto e assim 'calar a boca' dos que são contra seu mandato.

Essa obra traz alegorias da sociedade brasileira de uma forma leve, engraçada e bem simples. Odorico é o típico político do interior, demagogo e 'enrolão', tendo ao seu lado pessoas iludidas que acreditam ou fingem acreditar naquilo que o prefeito diz, apenas por conveniência. Neco Pedreira é um personagem bem interessante quanto expõe suas críticas e humor ácido frente à Odorico. O humor é presente do começo ao fim, presente sobretudo nas ironias e absurdos contidos dos discursos dos personagens. A obra nos traz elementos típicos de uma cidade pequena, com suas fofocas, intrigas e pensamentos voltados apenas para o que lhes acontece ao redor.

Odorico é o personagem que mais se destaca, sem dúvidas. Completamente alienado das questões realmente importantes para a comunidade que governa, o prefeito se torna engraçado por suas atitudes extremamente fora do que um prefeito deveria exercer. Não só demagogo, mas também corrupto, mesquinho, ignorante, manipulador: Odorico é o retrato escrachado de muitos políticos brasileiros.

Por fim, não há muito o que falar sobre a obra em si, pois ela é bem sucinta. Acredito que deve ser lida por todo apreciador de uma boa obra nacional, com uma crítica totalmente exposta em seu humor irreverente e único. Novamente a Bertrand vem com novas edições de livros já há muito lançados e com um trabalho que vale muito à pena ser apreciado. Dias Gomes soube escrever uma peça de teatro quase como um roteiro de filme (o que foi realmente adaptado para os cinemas), nos fazendo adentrar em Sucupira e nos dar a impressão de conhecermos Odorico, e os outros personagens pessoalmente, o que não é algo impossível, pois todos sabemos como são os políticos e os eleitores deste país.

02 outubro 2014

Playlist: No celular


Hey! Faz muito tempo que não elaboro uma playlist pra cá e peço desculpas pela pouca diversidade nos posts ultimamente. A volta às aulas e projetos paralelos na graduação me consomem praticamente todo o meu tempo e quando tenho folga, é pra dormir ou realizar atividades acadêmicas.rs Mas vou parar com a 'ladainha' e ir direto ao ponto: Pra um post feito bem rapidinho, mas sem deixar cair a qualidade do post, resolvi fazer essa playlist bem íntima, já que as músicas que ouço sempre dizem um pouco do meu humor, de como estou. Há uma diversificação de gêneros, mas um tanto quanto sutil. Não sou eclética mesmo! rs Espero que gostem e quem tiver indicações que acha serem parecidas com as que estou ouvindo, por favor, indiquem nos comentários. Amo conhecer novas bandas/artistas.

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