27 setembro 2014

Resenha - Minha Vez de Brilhar


Nome: Minha Vez de Brilhar
Original: Tracing Stars
Autor(a): Erin E. Moulton
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Em uma noite, Indie faz um pedido para uma estrela. Ela quer muito reencontrar a sua lagosta de estimação, e também quer que sua irmã Bibi volte a gostar dela. Mas ter os seus desejos realizados pode exigir dedicação integral! Indie trabalha no teatro durante o dia, mostrando a Bibi e seus amigos o quanto ela pode ser útil. À noite, ela procura sua lagosta perdida, e para isso conta com a ajuda de seu novo grande amigo, Owen. Tudo vai bem até que Bibi e sua turma começam a pegar no pé de Owen, o maior exemplo de nerd e futuro loser. Será que Indie vai conseguir manter em segredo sua amizade com Owen? Será que, para ser uma pessoa melhor, Indie precisa mesmo ser diferente?

Mais um livro ‘amorzinho’ do selo #irado da Novo Conceito que amei ter em mãos e poder realizar a leitura. Esse selo está me salvando e muito de algumas ‘ressacas literárias’ da vida e estão sendo uma bela surpresa em todas as leituras. Minha Vez de Brilhar não foi diferente.

Indie tem uma lagosta de estimação muito inteligente e num dia que seria normal para a menina, sendo criticada por suas roupas (largas e um tanto desleixadas), seu cheiro (a menina parece sempre estar com cheiro de peixe por alimentar sua lagosta antes de sair de casa) e por seu jeito diferente das outras meninas do colégio, acaba por ter o pior dia da sua vida: A lagosta Monty entra escondida em sua mochila e Indie só percebe quando já está na escola. Sabendo que a lagosta precisa de água, a menina foge da aula e vai até à praia para dar um bom banho em Monty, porém, ao ser perseguida pelo diretor da escola e por um policial da pequena cidade, a lagosta termina por fugir das mãos da garota e desaparece no mar.

Indie sabe que Monty está por perto, mas também sabe que a lagosta está com medo pelo susto que levou quando a sirene do carro do policial aproximou-se da praia. Agora Indie está de castigo, sendo observada pelos pais e sendo criticada pela irmã e os colegas da escola. A garota está cansada de ser ‘a atrapalhada’ e diferente. E desejando mudar, entra para o apoio na peça onde sua irmã (considerada perfeita e muito bem disciplinada) está participando. Mas Bibi não quer ter no mesmo ambiente a irmã atrapalhada cheirando à peixe, então ela decide mudar Indie, em suas roupas e amizades, para sua reputação na escola não decair, já que Bibi deseja perfeição na peça e na sua vida social.
Indie acaba conhecendo Owen, um garoto muito nerd e muito simpático que se dispõe á ajudar a garota na busca por Monty, já que a lagosta é uma espécie rara do mar, sendo dourada. A amizade dos dois é cativante do começo ao fim, porém é ameaçada por Bibi e suas amigas que criticam e caçoam do jeito de Owen.

A trama é bem juvenil sim, mas tem traços diferentes do que costumamos ver em outros livros. Indie é a típica personagem diferente que tenta adequar-se à vida de Bibi e suas amigas super delicadas e preocupadas consigo mesmas, mas às escondidas continua se preocupando com sua lagosta e nutre uma amizade com Owen. Mas existe uma lagosta na estória! Quem diria que a busca de uma lagosta de estimação seria o ponto inicial de uma trama juvenil?!

A autora soube conduzir muito bem a estória, trazendo no leitor a curiosidade em saber se Indie conseguirá Monty Cola de volta e como a amizade entre ela e Owen se conduzirá?! E Bibi, sendo tão egocêntrica e perfeccionista irá mudar realmente Indie ou atrapalhá-la em algo?! Enfim, a estória é cativante do começo ao fim. Os personagens são bem característicos e nada superficiais. Owen tem um motivo por estar morando com a tia e não acreditar em pedidos às estrelas. Indie e Bibi têm uma vida diferente nessa cidade costeira e trazem isso consigo em seus costumes e crenças.
Por fim, Minha Vez de Brilhar traz uma estória infanto-juvenil muito bem escrita, cativante, engraçada e apreensiva algumas vezes. A edição em capa dura dá um charme a mais na estória, trazendo ao leitor um trabalho muito bem feito pela editora no selo.

21 setembro 2014

Resenha - Petra do coração de pedra

Nome: Petra do coração de pedra
Autor(a): Anna Claudia Ramos
Editora: Galera Júnior
Sinopse: UMA INCRÍVEL JORNADA POR RESPOSTAS E SENTIMENTOS Petra é uma menina que vive em Nanatuthi, uma cidade cercada de florestas, situada em um grande vale ao norte do Portal Encantado. A menina nasceu como uma menina alegre e curiosa. Mas quando sua mãe morre de uma hora para outra, e seu pai lhe priva de afeto, ela fica com um coração de pedra que, dizem, faz com que ela não sinta nada. Consumida pela tristeza, é apenas ao encontrar com um misterioso centauro que Petra terá uma chance para encontrar as respostas aos seus sentimentos.

Petra do coração de pedra foi uma solicitação bem curiosa da minha parte, pois se trata de um livro infanto-juvenil, porém, ao ler a sinopse da obra já sabia que seria uma leitura diferente das leituras infanto-juvenil que costumo ler. E no final, foi uma bela e boa surpresa ler essa narrativa tão poética e singela da Anna Claudia Ramos, numa edição bem singular e bem elaborada pela Galera Júnior.
Petra mora em Nanatuthi, atualmente apenas com seu pai, já que sua mãe morreu recentemente.

Todos nessa cidade têm medo de que seus corações virem corações de pedra, o que parece ser costume quando alguém perde um ente querido ou acontece algo de ruim com a pessoa. O que seria normal ter um coração ‘endurecido’ por conta de tais fatos, em Nanatuthi, os corações de pedra são vistos como mal olhos e ao perceber Petra com seu coração agora de pedra, após a perda da mãe e o silencio do seu pai, é rechaçada na cidade que tanto gosta.

Nanatuthi é rodeada por Florestas diferentes e se localiza perto da Floresta do Sol, onde Petra desde pequena passa horas e horas por lá, conversando com os animais. Num certo dia, após ter seu coração tornado pedra, Petra encontra Kyron, um centauro que fala com a menina sobre ela precisar atravessar um tal Portal Encantando onde precisaria atravessar as três florestas mais temidas: Floresta da Escuridão, Floresta do Medo e Floresta do Enigma. Mas a menina era cheia de perguntas, desde sempre, e claro que não aceitaria ficar longe do pai por tanto tempo e ainda sem saber o que teria de enfrentar nessa tal travessia.

Já podemos perceber que a estória será sobre a travessia ao Portal Encantado, enfrentada por Petra. O singular dessa obra tão diferente são os elementos que a autora coloca em seu livro. A travessia é recheada de enigmas, perguntas sem respostas, animais e seres diferentes que só existem nas Florestas que Petra atravessa. E todo obstáculo que a menina precisa contornar parece trazer uma mensagem única, não só para a personagem, mas também para o leitor.

A edição é de um formato diferente, trazendo um mapa de Nanatuthi e as Florestas que a rodeiam numa das primeiras páginas. Cada final de capítulo tem uma ilustração condizente com o que foi escrito, trazendo uma delicadeza e um diferencial lindo na obra.

Petra do coração de pedra é uma obra sobre enfrentar seus medos, seus receios, seus traumas. Um livro sobre travessias necessárias da vida e enigmas que somente nós mesmos podemos desvendar. Um infanto-juvenil trazendo uma carga nada infantil é o que podemos concluir da obra de Anna Claudia Ramos. Recomendo a todos os curiosos sobre uma trama bem bonita e singela.

18 setembro 2014

Resenha - Maluca Por Você

Nome: Maluca Por Você
Original: Crazy on You
Autor(a): Rachel Gibson
Editora: Jardim dos Livros
Sinopse: Um charmoso policial acaba de chegar à cidadezinha de Lovett, no Texas. Seu nome é Tucker Matthews. Tudo o que ele quer é um pouco de sossego e um lar pra chamar de seu. Seu e de Pinky, sua gatinha de estimação, deixada com ele por uma ex-namorada louca. Mas parece que Tucker tem sorte (ou azar) para mulheres doidas. Sua nova vizinha é ninguém menos que Lily Brooks, ou, a Maluca Lily Darlington, famosa na cidade pelos excessos do passado, como quando entrou com o carro dentro do escritório do ex-marido cretino. Fofocas à parte, Tucker não imaginou que no lugar da suposta barraqueira fosse conhecer uma baita mulher em seus trinta e oito anos, linda, inteligente, sexy e engraçada, que irá virar sua cabeça do avesso. Maluca por você é um romance apimentando e divertidíssimo! Você não vai conseguir parar de ler!

Primeiro livro da Rachel Gibson que li e infelizmente não foi uma boa leitura. Não sei se pelo meu humor no dia, ou por alguma outra influência externa à leitura, a narrativa teve uma influência muito fraca e muito superficial.

Lily Brooks já foi considerada a ‘maluca’ da pequena cidade Lovett, Texas, por conta de suas atitudes completamente impulsivas e histéricas. Sua mais famosa história foi ter entrado de carro no escritório de seu ex-marido. Após sua separação, mesmo com um filho para cuidar, Lily envolveu-se em bebedeiras e com caras que realmente não importavam, serviam apenas para ‘diversão’. Mas hoje Lily é dona de um estabelecimento bem sucedido e mãe exemplar, tentando compensar sua ausência ou falta de responsabilidade com o filho quando mais nova.

O policial Tucker é um ex-militar, com um passado tumultuoso, que agora trabalha como policial na cidadezinha Lovett e procura uma vida sossegada. Ao conhecer Lily, não imaginava que a mulher zelosa com seu filho fez tanto ‘barracos’ no passado. Mesmo assim, ele se apaixona perdidamente pela moça e agora precisa convencê-la de que a fofoca que podem acontecer sobre os dois, não importará se eles estiverem juntos e felizes. Justamente esse é o grande medo de Lily: voltar a ser alvo das fofocas da cidade e trazer um mau exemplo para seu filho. Ao longo da narrativa veremos como esse relacionamento irá desenrolar-se e como Lily agirá diante desse policial tão irresistível.
Eu solicitei o livro sabendo que seri um chick-lit bem clichêzinho, mas não imaginei ser tão raso na narrativa, nos personagens, enfim, em tudo. A trama já começa com uma atração mais do que intensa e traz uma narrativa muito ‘apressada’ para acontecer. Os personagens são rasos por não ter descrições sobre suas histórias, seus gostos, suas qualidades. A problemática geral da narrativa é muito superficial, o que tirou toda seriedade que poderia ter nela.

O humor que geralmente presenciamos em chick-lit eu não encontrei nesse livro. A narrativa é rasa também nisto. Além de nos depararmos já com nuances sexuais logo nas primeiras páginas do livro. O que poderia ser algo normal em um relacionamento novo, mas acredito que pareceu algo forçado por ter sido muito repentino.

Infelizmente, o livro inteiro foi uma decepção. Deixando claro que essa é uma leitura minha, apenas escrevi minha opinião sobre o livro. Quem conhece mais obras da Rachel pode discordar ou até concordar sobre este livro em específico. Porém, pode existir leitores que irão gostar da obra. A história de Tucker, sua infância, seu passado, é bem interessante. E a mudança em Lily também. Uma pena que não foi mais abordado pela autora nesse livro.

A edição da Geração está impecável. Nesse ponto, não há decepção; a capa é linda, linda.
Quero muito ter a oportunidade de ler mais livros da Rachel, para conhecer mais da autora e de suas obras. Como fã de romances e chick-lit, acredito que Rachel é um dos grandes nomes desse gênero, atualmente, e espero não me decepcionar como dessa vez.

16 setembro 2014

Sorteio - Ter e Não Ter


Mais um sorteio lindo no blog! Pra quem leu minha resenha de Ter e Não Ter de Ernest Hemingway, sabe que gostei e muito da obra dessa grande autor contemporâneo. E à pedido meu para a Bertrand, a editora liberou sorteio de um exemplar aqui no blog! Então vamos ao sorteio:


REGRAS
- Ter endereço de entrega no Brasil
- Seguir o blog via GFC

a Rafflecopter giveaway


OBSERVAÇÕES
- O sorteio será realizado em até uma semana após o encerramento
- O vencedor tem até 48h para responder o e-mail com seus dados
- O envio será feito pela editora após a entrega dos dados do vencedor

Boa sorte à todos!

14 setembro 2014

Resenha - Quem é você, Alasca?

Nome: Quem é você, Alasca?
Original: Looking for Alasca
Autor(a): John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".

Quem é você, Alasca? foi o quarto livro lido do John Green e o primeiro desejado dele. Esse livro foi recomendado para mim em um antigo texto meu aqui no blog (Não lembro quem recomendou, se foi você que está lendo neste exato momento, por favor, se manifeste através de um comentário) e essa dica ficou marcada em mim. Logo fui atrás de saber aonde poderia encontrar o livro (quando John Green não era tão conhecido assim), infelizmente, não pude comprá-lo antes, até esse ano, quando o ganhei de presente de aniversário ♥ E finalmente, FINALMENTE, entendi o motivo da recomendação do livro. Falarei mais adiante.

Miles está em busca do seu 'Grande Talvez' e por isso está saindo de Flórida e indo para um colégio interno fora dali. A despedida de sua cidade natal não é sofrida, pois o garoto não tem grandes amigos em seu antigo colégio e por mais que ame seus pais, ele sabe que precisa dessa separação para se descobrir por aí. No novo colégio, Miles conhece seu amigo de quarto, o Coronel (apelido), que logo o convida para uma saída em Culver Creek, para conhecer melhor aonde o garoto irá estudar. Mas o que atrai mesmo a atenção de Gordo (apelido dado pelo Coronel), é Alasca Young. Amiga do Coronel, a garota não é só bonita, mas bastante espirituosa e um tanto problemática.

Quem é você, Alasca? é quase parecido com Cidades de Papel: Tem o menino nerd em um novo colégio fascinado por uma garota linda e um tanto misteriosa. As semelhanças são grandes, porém, tem suas diferenças.
Gordo é inserido num mundo totalmente diferente. Aliado ao Coronel, Alasca e Takumi, seus novos amigos, amigos esses que mesmo inseridos num colégio rígido em suas regras, com o Águia sempre em alerta, eles gostam mesmo de sair para fumar, beber, planejar e concretizar seus trotes com outros alunos, aqui, Miles se vê fazendo coisas que nunca fez anteriormente em seu antigo colégio, e na procura por Alasca, o garoto termina por se identificar mais do que imaginava com sua garota dos sonhos.

Novamente, a narrativa do John Green me prendeu do começo ao fim, com suas tiras de humor nerd e seus personagens tão singelos. Não foi uma leitura que me emocionou, como imaginava que seria, mas não decepcionou por isso. O livro entra para a lista de favoritos por eu ter gostado tanto da narrativa e da mensagem que ela me trouxe.

O mistério, as mudanças em Milles, em seus amigos, as descobertas sobre Alasca, todos os elementos que compõem a leitura de Quem é você, Alasca? são instigantes. A leitura fluiu muito bem e o final, mesmo não sendo surpreendente, foi satisfatório. Foi um final que já imaginava, mas foi o que achei melhor para o desfecho dele. O livro ainda traz uma mensagem linda sobre nós, seres humanos, sermos sobreviventes de nossas dores, de nossas perdas. Tudo que surge, um dia desaparece, assim como nossas dores e sofrimentos. E é essa mensagem que, acredito eu, a pessoa que recomendou esse livro queria que eu entendesse ao ler a obra.

Quem é você, Alasca? é altamente recomendado a todos que buscam seu 'Grande Talvez', que pretendem desvendar o outro através de versos de um poema que fala sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor e sobre descobertas. Mas principalmente, o livro é recomendado para todos que procuram saber como sair do tal labirinto.

10 setembro 2014

Dos Últimos Que Vi #02


Essa é a coluna onde comento um pouco sobre os últimos filmes que assisti e que acho interessante comentar, tendo eu gostado ou não do filme. Não posto muito nessa tag, pois ultimamente não estou assistindo muitos filmes e alguns eu quero escrever um post apenas sobre ele, mas nem sempre posso. Enfim, vamos aos filmes da vez:

Planeta dos Macacos

Essa trilogia me cativou desde o primeiro filme *na versão recente*. Confesso que não me interessava nem um pouco com os filmes antigos, mas numa bela noite quando eu não tinha mais o que fazer, num canal fechado estava passando ele e: me apaixonei. O filme traz um ambiente tenso desde o começo e a relação entre os macacos e humanos é bastante intensa; o filme é recheado de efeitos especiais muito bem feitos e pra quem assistiu em 3D, como eu, também deve ter achado isso. Agora é esperar pelo terceiro que promete muito mais ação e surpresas na obra.

1984

Esse é a adaptação do livro de George Owell, 1984. Eu comecei a ler o livro, mas a leitura estava mais do que maçante e desinteressante e abandonei a leitura. Porém, soube que o filme estava sendo disponibilizado gratuitamente num aplicativo e me dispus a assistir por ser uma obra que a maioria recomenda e elogia. E foi um bom filme sim. Mas quase tão maçante quanto o livro, por não conter muita ação ou acontecimentos imprevistos como estamos acostumados a ver em distopias. Porém, Winston me cativou desde o começo. Não sei se por conta do ator ou pelas falas dele, mas foi o personagem que me fez assistir até o fim. Fim muito condizente com o gênero distópico, aliás. Ele traz toda uma mensagem sobre poder, governo totalitário, a visão de alguém que vive num ambiente assim, e é muito bom se olharmos para esse lado do filme.

O Espelho

Eu realmente tenho esperanças em filmes de terror/horror atuais, mas esse foi mais uma decepção, infelizmente. O caso é o filme tenta ser assustador, mas traz tantos clichês, tantas pistas óbvias do que irá acontecer no final que assistir o filme não é nada assustador. Fora algumas cenas em que traz certa confusão no telespectador e talvez certo suspense, o filme não surpreende em nada. Mas, se a curiosidade for maior, vale assistir sem grandes expectativas e por puro entretenimento.

Guardiões da Galáxia

Esse foi uma grande surpresa pra mim. Realmente não dei muita atenção à estreia do filme pois não me interessei muito pelo trailer, mas quando vi muitas pessoas comentando sobre e fui saber mais sobre ele, fiquei interessada. Assisti no cinema ainda e não me arrependi. O filme é da Marvel (amo) e os protagonistas são nossos anti-heróis, atrapalhados, corruptos e muito bobos. A trilha sonora do filme é impecável pra quem ama anos 80 (eu) e o divertimento que as falas trazem aliado às músicas caiu muito bem. Recomendo muito pra quem gosta de 'super-heróis', estórias extraordinárias e muito humor leve.

Rio 2

Eu não sou muito fã de assistir animações. Mas eu gosto das que me proponho (no caso, das que me propõem, minha prima estava assistindo e eu terminei assistindo também) assistir. Gostei muito de Rio e esse segundo filme não decepcionou. As araras azuis já em família constituída são muito engraçadas junto à seus outros amigos pássaros e ao vir para a Amazônia encontram outras araras que achavam estarem extintas. É uma animação que traz um pouco da realidade de desmatamento da Amazônia sim e essa 'pegada' mais séria em um filme para crianças é bem legal. No geral, o filme é muito engraçado e empolgante de assistir.

***

E vocês? Já assistiram algum desses filmes? Gostaram? Se não, quais últimos filmes que viu e gostaria de compartilhar sua opinião sobre ele?!

08 setembro 2014

Sorteio: Guerra dos Fae


Yey! Vim aqui com um sorteio lindo pra vocês e isso me deixa muito feliz! Pra quem leu minhas resenhas dos dois livros já lançados de Guerra dos Fae, sabe o quanto gostei/amei dos dois volumes dessa série e agora um de vocês poderá ter essas leituras em mãos.
Sim, são os dois volumes lançados pela Geração Editorial em sorteio. Aproveitem!

REGRAS:
- Seguir o blog via GFC
- Ter endereço de entrega no Brasil

a Rafflecopter giveaway



OBSERVAÇÕES:
- O sorteio será feito em até 1 semana após o término
- O vencedor tem até 5 dias para responder o e-mail com seus dados
- O envio dos livros será realizado pela editora que disponibilizou os exemplares
- O prazo de envio é de 30 dias após o envio do e-mail para a editora

Boa sorte!

05 setembro 2014

Resenha - Se Eu Ficar


Nome: Se Eu Ficar
Original: If I Stay
Autor(a): Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Acredito que esse seja uma das adaptações mais esperadas pelos leitores que conhecem do que a estória desse livro trata e assistiram ao trailer emocionante do filme. O livro não foi tão emocionante quanto eu pensei que seria, porém, foi uma ótima leitura que, a partir do momento em que comecei a ler, não consegui pausar até terminar.

Mia tem uma vida relativamente estável, está prestes a se formar, seu namorado está fazendo sucesso com sua banda de rock e sua família não tem grandes problemas. Em um dia com neve, as aulas são canceladas nas escolas e nem seu pai nem sua mãe irão trabalhar. Eles resolvem então visitar um velho amigo dos pais e na estrada o acidente ocorre ao som de Beethoven. Mia vê seus pais mortos e seu irmão gravemente ferido. Mas ela também não escapou do acidente, pois ela vê a si mesma ali, sendo resgatada pelos médicos e levada para um hospital. A garota não entende como aquilo ocorreu, mas está entre a vida e a morte, vendo a si mesma gravemente ferida e seus avós, sua família, sua amiga, pedindo a ela para que volte à vida. Mas como voltar? Será ela quem pode decidir isso?! Quem decide se vai morrer ou não?! Como voltar à vida quando sua família se foi, quando as pessoas que ama já não estão mais vivas?

O livro é narrado por Mia ao longo das horas que está hospitalizada e a crueldade do que acontece na vida dela é latente ao longo da narrativa, pois a trama é recheada das lembranças de Mia em momentos aleatórios com sua família, Adam e Kim, sua única amiga. Conhecemos Mia e sua família muito bem em suas recordações. Como sempre se considerou diferente de seus pais por ela desde pequena expressar seu gosto por música clássica enquanto seus pais, seu pai, principalmente, sempre se interessou por rock e outros estilos musicais. Como se tornou amiga de Kim. Como foi difícil acreditar que Adam, o garoto descolado e roqueiro, pôde se interessar por ela, tão diferente dele.

O drama de Mia neste impasse entre vida e morte é presente do começo ao fim deste primeiro livro; traz uma intensidade à narrativa que nos deixa aflitos e tristes ao mesmo tempo, se nos colocarmos no lugar da garota. Mas uma coisa me incomodou e muito neste livro: os rótulos. Adam é roqueiro e por isso descolado e desejado por várias meninas. Mia é a menina exemplar, gosta de música clássica, muito tímida e sempre se sente deslocada; até de sua própria família. Achei essa ‘rotulação’ em várias partes do livro e isso me incomodou bastante, pois o caso do bad boy misterioso que se interessa pela garota tímida é um tanto clichê por encontrarmos tais características em tantos outros livros. Em Se Eu Ficar é bem exposto isso pela música ser bastante presente na vida dos personagens. Mas acredito que esse incômodo foi algo particular meu, por eu ter outros pensamentos sobre gostos musicais e estilos de vida relacionados a eles.

Fora isso, a autora soube muito bem conduzir a trama e trazer o romance junto ao drama de uma forma boa e condizente. O ‘fator’ música, como já disse antes, é bem presente e pra quem ama música, o livro traz esse diferencial muito bem. Várias vezes me peguei imaginando o som do violoncelo e Mia o tocando. É lindo.

Outros fatores me incomodaram no livro, mas não irei expor, pois acredito que possa escrever algum spoiler e não quero isso na resenha.
O livro não decepciona e ao final dele há o primeiro capítulo do próximo volume (não sabia que teria continuação) e aliado ao final desse, a curiosidade em ler a continuação é enorme. Gostei muito da edição trazer também ao final a entrevista feita pela autora com os atores que irão interpretar Mia e Adam. Agora é aguardar a adaptação nos cinemas e torcer para que seja tão bom quanto o livro (que acredito que será) e conter a ansiedade para o segundo volume dessa estória tão intensa e bem escrita.

P.S: Quem está ansioso(a) para o filme?! Eu!

02 setembro 2014

Kamigami no Asobi


Nome: Kamigami no Asobi
Episódios: 12
Onde assistir: AnimeQ, Anitube. Onde baixar: Sakuraanimes; Anbient Tv
SinopseA história gira em torno da heroína Kusanagi Yui, que foi ordenada por Zeus, um deus e o diretor da escola que ele criou, para ensinar o significado do amor aos jovens e belos deuses. A razão pelo qual ele faz isso é para cancelar os efeitos negativos do enfraquecimento do vínculo entre o mundo dos deuses e o mundo dos humanos. 

 Foi um dos animes que mais me surpreendeu esse ano, e de uma maneira MUITO positiva. Confesso que quando fui atrás dele, para começar a assistir, já fui sem esperar muito dele, acreditando que seria mais um como Diabolik Lovers: um monte de homens lindos dando em cima de uma sonsa. Sério. Foi isso que pensei. Mas fui assistir do mesmo jeito porque: a) personagens lindos; b) o Hades (esse de cabelo ondulado e meio verde, da ponta), além de maravilhoso, seria dublado por ninguém menos que Daisuke Ono - que tem uma enorme lista de dublador de personagens lindos, como o Sebastian Miachaelis, de Kuroshitsuji; amo a voz desse homem... Mas voltando ao que realmente interessa: Kamigami no Asobi. 
 É um anime curto, como podem ver, apenas 12 episódios. E também bastante divertido, bom para descontrair e rir muito das trapalhadas de alguns deuses. Ele já me ganhou pelo fato de ter alguma história, um enredo definido e também pela Yui, apesar de um pouco bobinha, às vezes, ter personalidade e por ter até mesmo discutido com Zeus. 
 Zeus, como já se sabe da mitologia (especialmente quem gosta de Percy Jackson), é autoritário e faz aquilo "que lhe dá na telha" sem nunca consultar alguém, e é muito orgulhoso. Reúne numa escola, em um jardim suspenso em sabe-se lá aonde (nunca é dito e ninguém sabe também), os deuses: Apollo, Hades, Dioníso, Baldr, Loki, Thor, Takeru e Tsukito, respectivamente, deuses gregos, nórdicos e, os dois últimos, japoneses. Seu objetivo com isso é que estes aprendam mais sobre a natureza humana e tentar reestabelecer uma conexão entre os humanos e os deuses. Para isso, ele praticamente sequestra Yui do mundo dos humanos, para ensinar àqueles deuses sobre comportamento e sentimentos humanos; outro que é convocado para isso é o deus Thoth, deus egípcio do conhecimento, para ser professor deles. E mais: Zeus deu um tempo para que eles aprendessem tudo e "se formassem", senão todos, inclusive a pobre Yui, ficariam presos para sempre naquele lugar. Sem pressão pra Yui, claro.
 Enqunto Yui se desdobra em mil para tentar atrair Loki, Thor, Takeru e Hades para a escola e fazer as atividades escolares - importantes para que pudessem se formar e sair dali - ela conta com a ajuda de Apollon (um fofo), Tsukito (que praticamente não demonstra emoção), Baldr (outro fofo que tropeça e cai mais que a Bella Swann) e Dionisio (que mais dorme na aula do que presta atenção). Sem mencionar que qualquer besteira que eles façam, de algum modo, acaba recaindo sobre ela.
Gostei muito do modo leve como a estória foi se desdobrando, à medida que ela conseguia conquistar os retardatários que não queriam ir para aula, e como as histórias de alguns dos personagens principais foi se descortinando, dando um pouco de drama ao enredo divertido e leve. 
Confesso que pelo meio da estória cheguei a pensar que estavam se perdendo no enredo, ficando um pouco confusa com a direção que estavam querendo levar o anime. Mas no final, percebi que cada cena foi necessária, não apenas para nos fazer rir, mas para que chegasse àquele desfecho tão lindo que, confesso, me fez chorar muito. Não esperava que fosse chorar nesse anime, mas sim, aconteceu. Ele foi lindo e focou em algo diferente do que outros animes do gênero, que eram jogos de garotas transformados em animes, focam: não o romance romântico, mas a amizade. E isso me emocionou bastante. 
 Quanto à trilha sonora, eu particularmente adoro as músicas de opening (Till the End) e ending (Reason For...) do anime, assim como o "clip". Foi um diferencial muito divertido os próprios deuses cantarem (no caso, os principais: Hades, Apollon, Tsukito, Takeru, Baldr e Loki). 
Enfim, existem muitas coisas que eu poderia ficar falando por muito tempo sobre cada personagem, especialmente os meus favoritos (Hades, Thoth, Takeru, Loki), mas deixarei que tirem as próprias conclusões à respeito - sem mencionar que eu poderia acabar soltando spoiler acidental. 
Uma última observação, caso resolvam seguir a recomendação e assistir esse anime maravilhoso: no último episódio, assistam até o fim do tempo do vídeo, pois, como acontece em muitos filmes, há muitos animes com cenas após os créditos, e geralmente são importantes. 
Enfim. Espero que gostem!

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