03 agosto 2014

Resenha - Sangue

Nome: Sangue: vida, morte, destino
Original: Blood
Autor(a): K. J. Wignall
Editora: Bertrand
Sinopse: "Blood" (Mercian Trilogy #1) — 1256. Will estava destinado a ser o Conde de Mércia, mas não viveu o bastante para herdar o título, já que foi acometido por uma estranha doença aos 16 anos de idade. Mesmo assim, apesar de sua morte – e de seu enterro –, ele não está nada morto. Ao longo das páginas, o leitor vai compreender um pouco sobre esta condição de Will. Descobrir que ele está existindo entre a vida e a morte. Ocasionalmente hiberna, sempre esperando que a morte lhe chame e, toda vez que desperta, enterrado no solo, tem uma breve lembrança do primeiro pânico que sentiu em 1349. Sangue apresenta como um de seus principais diferenciais o fato de ser mais macabro e sombrio do que as obras atuais do gênero. Para Wignall, o romantismo é importante, mas nunca deve se sobrepor ao enredo. Assim, ele elaborou cenas angustiantes, como as que o protagonista enfrenta sempre que desperta das hibernações, além de ambientes sinistros e escuros e personagens bem-construídos, perversos e sem escrúpulos. 

Esse lançamento da Bertrand me interessou imediatamente por se tratar de vampiros. Ainda mais com o propósito de resgatar a história de Drácula, o vampiro que, dizem, existiu de verdade e foi um grande conde na sua época. A estória não decepcionou, mas foi diferente do que tinha imaginado.

O conde de Mércia, William, contraiu uma grave doença em 1256, logo após as bruxas serem caçadas e queimadas em uma grande fogueira. O conde foi enterrado tido como morto. Porém, ele permanecia vivo. Mas agora estava diferente, ele não era um ser humano qualquer; agora Will tinha sede. Sede de sangue.

Porém Will não conhecia sua verdadeira e nova natureza tão bem assim. Viveu de hibernações, com grandes períodos estando enterrado e apenas saía por algum tempo para saciar sua sede e conhecer o mundo à sua volta que constantemente mudava. Apenas por volta de anos após ter se transformado nessa nova criatura, ele pôde mais ou menos ler sobre a sua condição de vampiro, ou como ele prefere dizer, morto-vivo. Mas as estórias contadas e escritas sobre essas criaturas da noite não trazem informações verdadeiramente completas sobre ele. A estaca de madeira não o mata, o alho não o enfraquece. Apenas o fogo o desestabiliza. William quer conhecer o seu criador e por que dele ter feito aquilo. Por que justamente ele?! Que propósito teve essa transformação?! Qual o seu destino nesse mundo, onde está aprisionado?!

Nesta ultima hibernação Will acorda numa tumba de uma igreja e sua primeira e única vítima é Jex. Um garoto não muito mais velho que ele (Will tem 16 anos há 750 anos) e que parece conhecer algo relacionado ao conde, pois em seu caderno de anotações há mensagens sobre o conde de Mércia e outras pessoas que podem fazer parte da vida do morto-vivo, incluindo uma garota.

Sim, há uma garota e sim Will a conhece e acaba ficando ao seu lado. Mas não há um foco em nenhum romance, não um foco completo, pelo menos. A história de Will é mais focada aqui, sua condição de vampiro o tortura por séculos e séculos e as dúvidas por conta da sua ‘criação’ também. Ele busca aquele que o criou e precisa de respostas; os mistérios envolvendo sua história são vários e ao longo da narrativa temos alguns esclarecimentos; mas bem poucos.

É o primeiro da trilogia, então é esperada essa ‘introdução’ na vida de Will, na apresentação dos personagens importantes e na jogada de mistérios que irão ser desvendados ao longo dos livros. Não é uma obra carregada de ações imediatas e grandes acontecimentos. É mais voltada às descobertas de Will nessa nova saída de hibernação no século XXI e no seu encontro com pessoas que irão mudar sua vida daqui em diante, pois tudo parece estar mudado nesse novo ‘acordar’ do conde.

A narrativa é em terceira pessoa, mas intercala com algumas passagens de Will nos contando suas experiências passadas e sobre o que está acontecendo com ele. O conde de Mércia é um vampiro amargurado e conflituoso com suas tantas interrogações sobre o que lhe aconteceu, então não espere uma estória sangrenta e cheia de seres sobrenaturais logo no começo. Mas é uma obra interessante e diferente do que já li sobre vampiros. Há não só vampiros, mas também bruxos, feiticeiros e quem sabe mais criaturas sombrias. Há também profecias, seres humanos ligados a essas criaturas misteriosas que também são importantes na estória.

É o primeiro livro da trilogia como dito anteriormente e a narrativa foi bem fluida e interessante, por diferenciar de outras sobre vampiros que já li. O final deixa vários fios soltos para serem entrelaçados nos próximos livros e estou muito ansiosa por eles.

Um comentário:

  1. Aloha! Fiquei mega curiosa para ler o livro, já vi ele mais nunca prestei muita atenção... agora que li sua resenha (perfeita por sinal) fiquei louca para ter um!
    Amei o seu blog, tudo muito lindo! Parabéns e sucesso guria <3

    Lia, www.camafeudalia.wordpress.com

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