29 julho 2014

Resenha - Trilogia Irmãos Wolfe


Nome: O Azarão, Bom de Briga, A garota que eu quero
Autor(a): Markus Zusak
Editoras: Bertrand e Intrínseca
Sinopse de O Azarão: Antes de tornar-se mundialmente conhecido, Markus Zusak escreveu uma trilogia de sucesso que somente agora está sendo publicada no Brasil. O primeiro título chama-se O Azarão. Fãs de A menina que roubava livros não podem deixar de ler os romances que inciaram a carreira estelar desse autor. Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a história de Cameron Wolfe, um garoto de 15 anos, perdido na vida e que vive às turras com a família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos, na pequena casa onde todos moram juntos. Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Uma história sobre a vida e sobre as lições que dela podem ser tiradas. Um romance de formação que exibe um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida. - "Tento ser humano em minha escrita. Comecei a escrever porque era o caminho natural. Durante o ensino médio eu era muito introvertido. Sempre tinha histórias na cabeça. Então comecei a escrevê-las." - Markus Zusak

A Trilogia dos Irmãos Wolfe foi uma surpresa para mim. Não sabia da existência dela, até o lançamento de A garota que eu quero e os boatos de que seria o ultimo livro dos irmãos Wolfe que foram lançados por uma editora diferente chegou até a mim. E assim, pude realizar uma troca com uma amiga do curso de Letras. Com o primeiro livro em mãos, pude desfrutar de uma obra simples e juvenil, mas tão bem escrita e tocante, de certa forma, que me apaixonei (novamente) pela obra de Markus Zusak.

O Azarão é considerado o livro mais ‘fraco’ da trilogia. Não por mim. O primeiro livro me conquistou rapidamente; não sei se pelo meu gosto por personagens estranhos, nerds e bobos, mas Cameron Wolfe é irritantemente apaixonante. A estória dos irmãos em seu primeiro livro limita-se a novas descobertas deles, mas principalmente de Cameron, na escola e em sua própria casa.

Bom de Briga já traz uma narrativa mais madura, digamos assim. Markus enriquece o livro com sua estética literária de uma forma magnífica, deixando o que seria mais uma simples estória sobre os dois irmãos algo mais do que isso, quase poesia. Nesse livro vemos uma estória de cumplicidade, de sentimentos contraditórios, de aprendizagens por erros, de confiança conquistada e de amores ilusórios. Algo muito presente em nossas vidas ao longo dos anos.

A garota que eu quero também nos traz uma estória sobre cumplicidade, mas mais centrada no irmão Cameron do que em Rube.
Traz romance e mudanças, o conhecer a si próprio em uma fase tão conturbada que é a juventude. Ligada a isso, vemos mais uma vez os irmãos metidos em encrenca, como em todos os livros, mas desta vez eles já estão ‘crescidinhos’ e a encrenca não tem como conseqüência apenas um castigo num final de semana.

Durante a leitura dos livros podemos como a escrita de Markus evolui, junto com seus personagens. Tendo sido escrito no ensino médio, me parece que as estórias são mais do que familiares ao autor, são quase como um diário de relatos seus, combinados com uma literatura que só ele consegue transmitir através do que seria banal e entediante na visão de muitos.

Essa trilogia marca pela sua simplicidade, tratando de uma narrativa para um público juvenil, que traz consigo algo a mais. Esse algo a mais que Markus também traz em sua outra obra, A menina que roubava livros. Uma narrativa tocante e nada complexa. Simplória mas singela. Metafórica mas realista ao mesmo tempo. O que me fez apaixonar pelos livros e por seus personagens.
Conflitos familiares e entre amigos, descobertas sexuais, segredos escondidos, situações constrangedoras, manias estranhas e ruas da cidade para percorrer junto com Cameron Wolfe e seu irmão Rube Wolfe. É o que essa trilogia oferece.

26 julho 2014

Resenha - O Lado Mais Sombrio

Nome: O Lado Mais Sombrio
Original: Splintered
Autor(a): A. R. Howard
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...

Este livro foi um dos mais esperados por nós, leitores assíduos e amantes das fantasias envoltas por Alice no País das Maravilhas de Carrol. A autora nos traz uma grande homenagem ao autor, com sua nova estória e recontagem desse mundo tão psicodélico e diferente de Lewis. Essa estória é realmente muito bem narrada e escrita, tornou-se uma das leituras mais marcantes do ano e acredito que irá marcar também todos que a lerem.
 
Alyssa Gardner é descendente da Alice Liddel, a famosa Alice de Lewis, e vive conturbada com a maldição que as mulheres da sua família carregam por conta de sua descendência: Alyssa pode ouvir o que os insetos falam. Sua mãe também carrega tal maldição, estando agora internada num hospício, sendo dopada por ter crises de surto, por apenas comer em xícaras, por falar 'sozinha', mas principalmente por ter colocado a vida de sua própria filha em risco.
A garota não suporta as provocações que lhe fazem por sua descendência e tenta ao máximo disfarçar as semelhanças que tem com sua mãe; seja pela maquiagem, seja pelos hobbies que tem. Mas parece que seu destino já está escrito, e por alguém que Alyssa desconhece completamente, e ao responder ao chamado dele, ela entra em uma aventura que já leu antes, porém, totalmente diferente do que imaginou que seria.
 
Alyssa tem em Jeb seu melhor amigo, desde a infância. Esconde seu amor por ele desde sempre, ainda mais agora que ele está namorando a garota insuportável que é Taelor, colega de escola que sempre deseja importunar Alyssa. Agora Jeb entrou na mesma toca do coelho de Alyssa ao ir atrás dela após uma discussão na casa da menina; e os dois irão descobrir que o País das Maravilhas não é tão maravilhoso assim, tendo grandes perigos à enfrentar, juntos eles irão deparar-se com mistérios e acontecimentos surreais que nunca irão esquecer.
 
Não irei me estender mais pela estória em si do livro, pois é bem longa de ser explicada e não teria graça eu contar todos os detalhes importantes dele em uma resenha quando vocês, leitores, podem ler todos eles neste livro tão surpreendente. Com uma escrita muito bem feita, Howard nos leva à uma estória que mescla o País das Maravilhas de Carrol com o de Tim Burton. As criaturas são diferentes, os cenários também e as estória envolvendo os habitantes do País demonstram-se maravilhosamente diferentes das que já vimos ou lemos. Maravilhosamente pois toda a estória com Alyssa, Jeb e Morfeu (O misterioso rapaz que conduz Alyssa à quebra da maldição em sua família) é surpreendente do começo ao fim, não dando-nos oportunidade em parar a leitura, pois somos instigados à ler mais e mais até o fim.
 
Alyssa é uma heroína diferente e ao ser confrontada por um triângulo amoroso entre ela, Jeb e Morfeu, a garota se vê mais confusa ainda, mas focada naquilo que é mais importante para si e para sua família: quebrar a maldição e tirar Jeb dali. Os personagens são todos interessantes, mas principalmente Morfeu. A lagarta tão misteriosa, enigmática e parece saber de tudo, e que adiante torna-se a mariposa tão sedutora, é um personagem mais do que instigante na estória, ele guarda os segredos mais sombrios de Alyssa e do que ela está fazendo ali.
 
Por fim, o final da estória não poderia ser mais surpreendente. A leitura não se arrastou por dias apenas pela minha ansiedade em querer ler mais e mais, mas é uma leitura que merece ser desfrutada e apreciada por um longo tempo. Apenas senti falta de ilustrações que poderiam facilitar o entendimento das descrições de alguns seres, mas é detalhe. A estória é muito bem escrita e muito bem imaginada. É uma grande e linda homenagem à Lewis, que acredito, ficaria orgulhosa com essa obra. Recomendo e muito à todos.

23 julho 2014

Resenha - The 100: Os Escolhidos

Nome: Os Escolhidos
Original: The 100
Autor(a): Kass Morgan
Editora: Galera Record
Sinopse: Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.
Escolhi The 100 para uma das cortesias da editora Galera Record sem saber muito sobre o livro, apenas que já tem uma série de TV como adaptação dele e que muitas pessoas estavam falando bem dele. Após a leitura pude entender o porquê de tanto falatório sobre essa distopia incrível!
A narrativa foca nos quatro jovens em capítulos intercalados: Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Há 100 prisioneiros juvenis que são considerados perigosos e descartáveis e agora, depois de muito tempo sem nenhum ser humano habitar a Terra, o Chanceler e outros 'políticos' de Phoenix decidem enviar esses 100 jovens como experimentos para comprovarem se o antigo planeta dos humanos é habitável ou não.
Clarke e Wells tiveram uma história romântica num passado próximo, mas o garoto Wells decepcionou enormemente a garota e ela acabou sendo presa. Bellamy vive escondido na grande nave, mas está disposto à todo custo proteger sua irmã, Octavia. Glass foi presa também e na fuga da dia à Terra, vai atrás do seu grande amor, Luke. Wells sendo filho do Chanceler é preso por conta de um ato de desespero do rapaz ao querer ir junto à Clarke para Terra. Bellamy ao saber do envio dos jovens vai atrás de Octavia. Assim, a vida dos quatro jovens é retratada em uma estória nada convencional, com muitos segredos guardados e histórias à serem descobertas.
O espaço do livro pode ser um pouco confuso no começo, mas após entendermos que a estória se passa num futuro pós-apocalíptico, compreendemos que os seres que conseguiram fugir da Terra agora estão em uma nave, dividida em Phoenix, Arcadia e Walden. Sendo estas duas últimas divisões como o subúrbio da nave e Phoenix a capital, que obviamente desfruta de mais benefícios que as outras partes. Tudo na nave imita o que há na Terra, mas nem por isso os jovens que chegaram nela deixam de se surpreender por vê-la de perto e agora estar habitando nela. O convívio não é fácil no começo, mas os jovens irão descobrir que há mais perigos e segredos  nessa nova terra desconhecida do que poderiam imaginar.
A narrativa flui mais do que bem. A estória com suas intercalações dá uma dinâmica diferente ao livro e traz o presente e o passado também envolvidos na trama. Conhecemos o presente de cada personagem retratado, mas seu passado os define muito mais do que imaginamos. A autora soube intercalar estórias de personagens diferentes e tempos diferentes também. O que achei um ponto fortíssimo na trama.
Sendo o primeiro volume ainda temos muitas perguntas à serem respondidas, logo, esperarei pelos próximos volumes para mais segredos sendo revelados e mais novidades vindo na nova Terra habitada e claro, novos relacionamentos e estórias entre os personagens. O final deste primeiro livro nos deixa chocados e com aquele 'quero mais' gritando de nossas cabeças. Recomendo muito.

20 julho 2014

Parceria: Poesia Destilada (loja online)


 
Novidades na área, guys! O Meu Outro Lado conseguiu uma nova parceria, agora com uma loja online, de artigos relacionados à Literatura e outros temas. A loja é do blog Poesia Destilada, da Anna Letícia Lima, que fez uma escolha linda dos primeiros blogs parceiros da loja, já que seu projeto está começando agora.
Agora a novidade mais do que ótima: Os leitores do blog terão 5% de desconto nas compras por lá! Isso mesmo. É só clicar no banner que vai estar ao lado do blog para ir até a loja e depois usar o código monautre na realização da compra <3 div="" style="text-align: justify;"> 
Vamos ver alguns itens já disponíveis na loja?
 
Camisa Quem é você, Alasca?
 
 
Caixinha artesanal de chá (sob encomenda)
 
 

18 julho 2014

Filmes que te enganam

Mais uma lista de filmes por aqui! Tinha parado de postar sobre eles pela falta de tempo em pesquisar sobre eles e montar o post.
Mas vamos ao post da vez. Quem um dia esperava determinado final para um filme e se enganou?! Hoje trago uma lista de filmes em que o final irá te surpreender, ou por ser inusitado, ou por você (e ninguém) ter pensando ou até mesmo por trazer um final onde não o entendemos! Espero que gostem da lista.

Após um acidente de avião, a jovem terapeuta Claire (Anne Hathaway) passa a servir como conselheira psicológica dos únicos cinco sobreviventes do vôo. Assim que as pessoas começam a compartilhar suas lembranças do traumático acidente, um deles, Eric (Patrick Wilson), diz recordar da explosão do avião, o que segundo a companhia aérea jamais ocorreu. Claire começa a ficar intrigada, sobretudo porque, um a um, seus pacientes vão misteriosamente desaparecendo. Ao mesmo tempo, Claire entra num sério conflito ao iniciar uma relação passional com Eric. Mas Claire suspeita que Eric é o único que pode apresentar as respostas que levarão à verdade, ainda que isso traga sérias consequências.

Em 1954, uma dupla de agentes federais investiga o desaparecimento de uma assassina que estava hospitalizada. Ao viajarem para Shutter Island - ilha localizada em Massachusetts - para cuidar do caso, eles enfrentam desde uma rebelião de presos a um furacão, ficando presos no local e emaranhados numa rede de intrigas.

Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um habilidoso ladrão, o melhor na perigosa arte da extração, o roubo de valiosos segredos das profundezas do subconsciente durante os sonhos das pessoas, quando a mente fica totalmente vulnerável. Essa rara habilidade de Cobb fez dele um cobiçado jogador nesse traiçoeiro novo mundo da espionagem corporativa, mas também fez dele um fugitivo internacional que perdeu tudo o que mais amava. Agora, uma chance de redenção foi oferecida a Cobb. Um último trabalho pode trazer sua vida normal de volta, mas somente se ele conseguir o impossível – inserção. Ao invés de fazer o roubo perfeito, Cobb e sua equipe de especialistas têm que fazer o oposto: a missão não é roubar uma ideia, mas sim plantar uma ideia. Se eles obtiverem sucesso, pode ser o crime perfeito. Mas nem mesmo um plano cuidadoso poderia prepará-los para um perigoso inimigo que parece prever cada movimento deles. Um inimigo que somente Cobb poderia prever.

O famoso ilusionista Eisenheim (Edward Norton) assombra as platéias de Viena com seu impressionante espetáculo de mágica. Suas apresentações despertam a curiosidade de um dos mais poderosos e céticos homens da Europa, o Príncipe Leopold (Rufus Sewell). Certo de que as mágicas não passam de fraudes, Leopold vai ao show de Eisenheim disposto a desmascará-lo. Quando Sophie (Jessica Biel), noiva de Leopold, é chamada ao palco para participar de um número, ela reconhece em Eisenheim uma paixão juvenil. Eles iniciam um romance clandestino e o príncipe delega a um inspetor de polícia (Paul Giamatti) a missão de expôr a verdade por trás do trabalho do mágico. Este, no entanto, prepara-se para executar a maior de suas ilusões.

Século XIX, Londres. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) se conhecem há muitos anos, desde que eram mágicos iniciantes. A partir de então eles vivem competindo entre si, o que faz com que a amizade se transforme em uma grande rivalidade com o passar dos anos. Quando Alfred apresenta uma mágica revolucionária, Robert fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la.
***
Essa foi a lista da vez. Já assistiram algum desses filmes? Tem mais filmes para indicar de que o final é surpreendente? Comentem aí ><

15 julho 2014

Resenha - A Guerra dos Fae: Chamado às Armas

Nome: Chamado às Armas
Original: Call To Arms
Autor(a): Elle Casey
Editora: Geração Editorial
Sinopse: Chegou a hora da guerra no segundo volume da série "A Guerra dos Fae! Em Chamado às Armas", os Fae da luz são convocados a fazer uma importante mudança e treinar seus dons mágicos para enfrentar os Fae das Trevas. Jayne Sparks e seus amigos Spike, Chase, Finn e Becky estão na iminência de uma guerra sangrenta e devem sofrer uma mudança, como crianças trocadas, para serem membros dos Fae da Luz com identidades mágicas. Poderão se transformar em elfos, ninfas, daemons, íncubos, anões e duendes verdes, querendo ou não aceitar suas novas identidades, desapontando-se com elas ou não. Como será resolvida a questão entre os Fae da Luz e os Fae das Trevas? Serão Jayne e seu grupo de amigos capazes de dar conta de uma missão tão espinhosa? Muitas respostas a estas perguntas, e outras tantas que foram provocadas pelo primeiro volume da série, serão respondidas aos leitores. E surgirão novos e fascinantes enigmas.

O segundo livro de A Guerra dos Fae chegou mais rápido do que eu pensei. O final do primeiro me deixou com aquela sensação de 'quero mais e é agora' e foi muito bom quando recebi o e-mail da editora Geração já falando sobre o segundo livro dessa série tão fantástica.
 
Agora as crianças Fae, já sabendo o que cada uma tem em suas características pessoais, vão treinar com seus respectivos mestres de cada 'raça' Fae: Duendes, ninfas, súcubos, daemons, etc. Jayne continua sendo nossa narradora-personagem, tão desbocada quanto era ao ser totalmente humana e parece que agora, ao ir descobrindo que seus poderes são mais especiais do que pensou, a garota está mais perigosa do que nunca. Mas ainda há muitos segredos sendo guardados pelos líderes destes seres, fazendo Jayne criar suspeitas grandes sobre o quê realmente está acontecendo com ela e seus amigos ali.
 
Neste segundo livro, descobrimos os segredos e mistérios dos Fae junto com Jayne. Por ser em primeira pessoa, todas as dúvidas e suspeitas da garota acabam tornando-se as do leitor também e assim, ficamos tão 'cegos' quanto ela em sua jornada agora como Fae. Seu treinamento está sendo árduo, pois parece que todos ameaçam sua vida ao treiná-la e possíveis conspirações contra as novas crianças trocadas (Jayne e seus amigos) surge de uma conversa escutada pela garota, fazendo assim, seu medo e instinto de defesa ficarem em alertas.
 
Em Chamado às Armas não vemos tanta ação quanto pensei que veria, pois, as crianças recém-trocadas ainda estão descobrindo seus verdadeiros poderes e como controla-los, principalmente no caso de Jayne, que parece ser uma Fae bem diferente dos seus amigos. O livro começa com os treinamentos de Jayne e ao longo da narrativa muda um pouco de foco ao ter as perguntas da menina serem respondidas por outros Fae. Novos personagens aparecem na estória e aqueles que pensamos que não iria aparecer mais, surge como uma problemática na vida de Jayne: seu melhor amigo Tony.
 
Os mistérios não terminam por aí, ainda temos uma guerra chegando, entre os Fae da Luz e os Fae das Trevas, que agora sabendo de uma informação valiosa dos Fae da Luz, já começam a atacar seus inimigos de diferentes formas.
 
A narrativa em si pode ser não tão interessante no começo deste segundo livro, mas ao longo dela, os mistérios e novas descobertas nos instigam a querer saber mais e mais. Jayne continua sendo aquela protagonista irreverente e diferente das que estamos acostumados à ver. Mas neste livro, particularmente, a achei algumas vezes muito irritante por sua teimosia e imaturidade. Porém, é condizente com uma personagem na adolescência, descobrindo poderes em seres que nunca imaginou existir e com seu melhor amigo longe dela.
 
Por fim, Elle Casey não decepciona em sua continuação da série e ao final deste segundo volume, há outro fio que irá se estender para os outros volumes e que faz os leitores quererem mais e mais da estória. O que será que reserva a autora com seus seres sobrenaturais e tão misteriosos nos próximos livros? Haverá realmente uma guerra sendo travada entre os Fae da Luz e das Trevas? Quem são os Fae das Trevas e o que eles pretendem fazer?! Essas são algumas das perguntas que ficaram em minha mente após o término de Chamado ás Armas e estou muito curiosa para ler sobre elas no próximo livro.

12 julho 2014

Stop o Repeat


É tempo de mudança. Mudança séria. Brusca. Nada de resgatar o passado, de guardar papéis velhos com pensamentos antigos. É hora de jogar no lixo aquilo que não faz parte do presente. Se o passado moldou o presente, não importa. São tempos de renovação. De empacotar suas coisas para depois desempacotá-las e descobrir se valem à pena estarem ali, junto com seus novos sonhos. É hora de renovar o guarda-roupa e a alma, tudo junto. Renovar a playlist do celular e os pensamentos também. Não importa como, só quando. E é exatamente hoje, agora, nesse exato minuto. O que te renova não é o material, mas ele faz parte de tudo isso. Então vamos, levante da cama e jogue fora os diários amargurados e cheios de lágrimas contidas. Compre um novo e escreva o que está te fazendo bem. Exclua as fotos das lembranças desnecessárias e as músicas melancólicas de fases da vida que você pretende esquecer. É hora de cultivar novos hábitos. Comprar novos utensílios. Ter um novo endereço nas cartas. Conhecer novas pessoas. Esquecer daquelas que não valeram à pena ter conhecido. Mude a programação da TV. É hora de assistir um novo filme e parar com o repeat na vida. É hora de conhecer um novo artista, um novo lugar, se aventurar numa nova cidade, descobrir novas paisagens; por que já basta do mesmo cenário que vemos todos os dias. E se te disserem que tudo isso é cansativo, é passageiro, esqueça. Mudanças podem ser passageiras, mas o que elas trazem consigo não. Experimente uma nova cor na tintura do cabelo, nas unhas, nas roupas. Um novo aroma de perfume. Um novo livro. Uma nova estória para se apaixonar. Uma nova pessoa para amar. Uma nova comida para experimentar. Tente tentar. É sempre bom quando a ação parte de nós mesmos. Parta para um caminho diferente se esse que está trilhando não parece o certo ou te incomoda. Aliás, jogue fora tudo o que te incomoda. Inclusive seus próprios defeitos e sentirá seu corpo leve. Aprenda um novo idioma e conheça uma nova cultura. Se descubra nas mudanças. Tire o lençol da cabeça para admirar o sol que entra pela janela e aproveite o dia que está ali. Não adianta reclamar, espernear, tomar desculpas para não tentar viver algo bom. Tire o monstro do armário e o enfrente. Saia do estado da inércia. Apenas. Mude. Algo.

08 julho 2014

Filmes Históricos

Eu, particularmente amo filmes que retratam uma determinada época da História mundial ou até nacional; claro que sabemos que por serem filmes, não irão retratar exatamente os fatos reais da época. As produções cinematográficas são para entretenimento e não relatar verdadeiramente os fatos históricos, mas a questão é, eu amo filmes com essa temática e quis trazer alguns deles que assisti (claro) e que gosto ♥

O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

Olga
Olga Benário (Camila Morgado) é uma militante comunista desde jovem, que é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. Lá ela é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, se apaixonando por ele na viagem. Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 7 meses, é deportada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista e tem sua filha Anita Leocádia na prisão. Afastada da filha, Olga é então enviada para o campo de concentração de Ravensbrück.

The King's Speech conta a história do homem que se tornou o rei George VI (Colin Firth), pai da rainha Elizabeth II . Após a abdicação de seu irmão, George ("Bertie") relutantemente assume o trono. Atormentado por uma gagueira terrível considerada imprópria para ser rei, Bertie envolve a ajuda de um terapeuta da fala pouco ortodoxo chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush). Através de um conjunto de técnicas inesperadas Bertie é capaz de encontrar sua voz e corajosamente levar o país à guerra.

Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) levado para um campo de concentração nazista e tem que usar sua imaginação para fazer seu pequeno filho acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

Inglaterra 1554. Sob o reinado da rainha católica Mary I, o país ficou arruinado e devastado pelas lutas religiosas para impor o catolicismo. Contra sua vontade, Elizabeth, sua meia-irmã que ela tentara condenar por traição, assume o trono após a sua morte. Elizabeth restabelece o protestantismo e o Papa a excomunga, o que abre as portas para a inimizade da França e da Espanha. Aconselhada a casar por conveniência para obter uma aliança que lhe permita manter a coroa. Elizabeth sabe que tem que agir com firmeza, se não quiser sucumbir à Europa e à nobreza católica da Inglaterra, seguidora de Mary Stuart, a herdeira mais provável do trono após morte de Elizabeth. Confiando somente em Sir Francis Walsingham, o chefe do serviço de espionagem, Elizabeth recusa as ofertas de casamento da França e Espanha, enquanto Walsingham se encarrega de matar Mary Stuart. Nenhum dos seus opositores internos é poupado, exceto Dudley, o seu amor da juventude e que fica como exemplo para quem quiser se opor à Rainha.
***
Gostaram da lista? Já assistiram algum desses filmes?  

04 julho 2014

Resenha - Se alguma vez...

Nome: Se alguma vez...
Original: Just in case
Autor (a): Meg Rosoff
Editora: Galera Record
Sinopse: Um encontro com a morte transforma a vida de David Case. Convencido de que o destino não lhe reserva nada de bom, David decide se reinventar e tornar-se, assim, irreconhecível para o destino e salvar-se de seu sofrimento certo. Ele passa a ser Justin Case, com uma aparência totalmente nova e uma paixão crescente pela sedutora Agnes Bee. Com seu galgo cinzento imaginário a reboque, Justin luta para manter sua nova imagem e, acima de tudo, sobreviver em um mundo onde as reviravoltas do destino o aguardam em cada esquina.
Se alguma vez... foi uma grata e linda surpresa como leitura. Meg Rosoff soube lidar com a mente de um adolescente dramática e beirando a esquizofrenia de uma forma única e linda ao mesmo tempo.
David Case num dia qualquer com seu irmão, Charlie, acredita que esteve à beira da morte e acredita piamente que o destino lhe reserva algo muito ruim. Assim, o garoto muda de nome para Justin, isso mesmo, de um dia para outro. Troca suas roupas por 'novas' roupas de um brechó e tudo isso para escapar do destino. Porém, todos sabemos que não podemos escapar de nossos destinos, se acreditarmos mesmo nele. Quem faz o nosso destino? Quem é o destino? E o que ele reserva para nós enquanto seres humanos e suas particularidades?! Justin/David não sabe responder nenhuma dessas perguntas e isso é uma das coisas que o mais atormenta em sua vida.
Ainda não sei descrever bem do que realmente esse livro retrata, porém, Justin é um protagonista mais do que diferente; ele é único em suas neuroses, em suas conclusões acerca de determinados acontecimentos e em seus pensamentos. Acredito que não só ele é o protagonista desta obra, mas também o Destino, destino como sendo algo real e que fala conosco, leitores da vida de Justin. O garoto ao conhecer Agnes Bee e a criar um cachorro imaginário fiél e bonito, nos mostra um momento de sua vida totalmente voltado à fugir do Destino e do sofrimento que ele acredita estar preparado para ele. Já Destino por sua vez, nos mostra o quanto isso é patético e o quanto Ele pode comandar nossas vidas enquanto pensamos que somos seres totalmente livres.
Se alguma vez... é um livro denso, mas ao mesmo tempo com uma escrita fácil de entender, porém, com um Justin não tão fácil de entender assim. Seus fluxos de pensamentos são complexos e diferentes de tudo que já li ou ouvi de alguém e o 'mistério' acerca do que o Destino realmente irá fazer com ele, se irá fazer algo, é bastante intrigante.
Meg nos traz uma estória que nos toca do começo ao fim. A autora faz com que um bebê pense de uma forma totalmente surreal e ao mesmo tempo nos convence disto. Traz personagens secundários que acreditam em cachorros imaginários e em Justin Case, o garoto que está fugindo do destino. Sua escrita em uma narrativa em terceira pessoa nos dá um panorama geral do que todos os presentes na narrativa pensam e falam, dando-nos assim, uma estória não só do ponto de vista de Justin ou do Destino, mas de Peter, amigo de Justin, Dorothea e Anna, irmãs de Peter. Agnes, a paixão de Justin. Enfim, é uma narrativa carregada de perspectivas, mas tendo um só foco: Justin.
A leitura pode não ser fácil para todos os leitores que se propõem em ler este livro, porém, acredito eu que valha muito à pena em apreciar uma estória tão diferente e de certa forma, original. Algumas perguntas de Justin podem ser respondidas durante a leitura, mas perguntas podem surgir vindas do próprio leitor e assim, as respostas temos nós mesmos que buscá-las.
Por fim, nesse 'jogo' entre Justin e o Destino, temos uma estória que não foge muito do real, no quesito de reflexões e preocupações acerca de nossas vidas, mesmo tendo nessa mesma estória coelhos que cantam canções macabras e cachorros imaginários. É uma contradição linda e singela, rebuscada e simples ao mesmo tempo. Uma leitura única, sem dúvida.
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