30 abril 2014

3ª Turnê Intrínseca - Belém

É o terceiro encontro da editora com seus leitores realizada por 17 cidades, este ano *aumentando cada vez mais* e mais uma vez foi um ótimo encontro, com muita novidade boa da editora vindo por aí.
Neste ano foi mais organizado que no ano passado. Teve distribuição de senhas em forma de pulseiras com números e essa distribuição começou desde o 12h (O começo do evento era 14h), assim, mesmo tendo uma lotação no espaço (pequeno) na Livraria Saraiva, quem chegou muito em cima da hora ou até depois das 14h, não pôde se decepcionar tanto por não mais poder participar, eles avisaram sobre a distribuição de senha antes.
Mas vamos falar sobre os lançamentos! São muitos, então irei mostrar somente de alguns, os que mais me despertaram interesse:

O Que Me Faz Pular - Naoki Higashida
Naoki Higashida sofre de autismo severo. Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e, aos treze anos, realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O jovem explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com autismo e compartilha conosco suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato e um conto inesquecível.

Faça Boa Arte - Neil Gaiman
Faça boa arte. Esse foi um pedido sincero de ninguém menos que Neil Gaiman quando discursou para a turma de 2012 da University of the Arts na Filadélfia. Um discurso autêntico e repleto de significado – durante os 19 minutos em que falou, dois dos mais emblemáticos conselhos de Gaiman foram “criem suas próprias regras” e “cometam erros”. Os conceitos libertadores defendidos para os alunos deram origem ao livro.

26 abril 2014

Resenha - O Enigma das Estrelas: Clube dos Mistérios


Nome: O Enigma das Estrelas: Clube dos Mistérios
Autor(a): F. T. Farah
Editora: Geração
Sinopse: Uma aventura eletrizante, um enigma perturbador Antes de ser queimado em praça pública, um padre amaldiçoa Morro do Ferro. Pouco depois, luzes misteriosas começam a perseguir seus moradores. O vilarejo mineiro, cercado por erosões sinistras, é o destino das férias de julho de cinco amigos: Jonas, Alfredo, Carola, Carmem e Vicentinho.
No primeiro volume da saga Clube dos Mistérios, a turma é encorajada a acampar no topo do Morro dos Anjos. Uma experiência do outro mundo marcará suas vidas. Para sempre.
Prepare-se para desvendar o enigma das estrelas. Mas tome cuidado. Alguém pode estar observando seus passos...

Livro de leitura rápida mas não superficial, é assim que posso 'resumir' O Enigma das Estrelas, que foi uma grata surpresa enviada pela Geração. Desconhecia o fato do livro ser nacional e sobre ET's, confesso, pois estou numa fase de não ler a sinopse do livro para querer me surpreender. E deu certo.

Jonas, Alfredo, Carola, Carmem e Vicentinho irão passar suas férias em Morro do Ferro com suas respectivas famílias. Os adolescentes são amigos desde a infância, assim como seus pais, ou seja, é tradição todos irem para o local nas férias reencontrarem-se e talvez se divertirem. Porém, o lugar traz misteriosos fatos recorrentes sobre aparições estranhas, luzes à noite, pessoas que dizem ter visto os tais extraterrestres que todos duvidam existir e só viram em filmes. E parece que nessa volta à Morro do Ferro, as histórias ressurgem através de descobertas sobre tais seres e suas aparições.

Admito que o livro é bem curto e a estória idem, porém, o que me faz dizer não ser superficial, mesmo sendo infanto-juvenil, são as referências que o autor coloca ao longo da narrativa. Breves 'interrupções' para explicitar sobre alguns fatos ou pesquisas relacionados à ET's, referências como filmes, por exemplo. Além de Raul Seixas e suas músicas serem a 'base' dos mistérios com os seres de outros planetas também ter sido um ponto positivo no livro.

Gostei da criatividade que o autor teve em relação à esse tema, a narrativa baseada em fatos já conhecidos ou alguns desconhecidos mas que existem de fato, foi um ponto interessante na trama. 
Nunca li nenhum livro tratando desse tema e envolvendo crianças junto e acredito que, por isso, a leitura foi tão interessante e única. 

Os personagens são bem construídos se analisarmos o livro como uma leitura para jovens. E o foco dela ser realmente na aventura com ET's. Como é o primeiro de uma série, acredito que a ação é bem mais contida nesse livro e compreendo haver mais explicação do que acontecimentos envolvendo os personagens.

Por fim, não achei erros na diagramação e as ilustrações em cada começo de capítulo foram uma detalhe ótimo. O autor nos explica um pouco da 'evolução' de sua estória ao longo dos anos que a veio escrevendo, incluindo algumas coisas e tirando outras, outro ponto que gostei. Recomendo à todos que se sentem curiosos com as histórias que os ET's podem nos proporcionar e que desejam conhecer melhor o Morro de Ferro e seus incríveis mistérios de outros planetas.

23 abril 2014

A arte de Skottie Young

O ilustrador e cartunista estadunidense Skottie Young já trabalhou para empresas gigantescas e de renome mundial como a Warner Bros e a Marvel. Em seu site é possível encontrar uma quantidade significativa de seu material tanto profissional quanto esboços, sem grandes pretensões, mas igualmente belas. Recentemente ilustrou uma versão adaptada de O Mágico de Oz e ganhou alguns prêmios pelo feito. O cara detona. Se você gostou e quiser conhecer mais sobre o trabalho de Young o link é esse: Aqui!



17 abril 2014

Resenha - A menina que semeava

Nome: A menina que semeava
Original: The Gift
Autor(a): Lou Aronica
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida. Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema. Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles.A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse. Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. A menina que semeava não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele.


A menina que Semeava foi um livro lindamente interessante que chegou à minhas mãos por cortesia da Novo Conceito. Era um lançamento muito aguardado por mim e acredito que por vários outros leitores também. O livro é sobre literatura fantástica, com um novo mundo a ser descoberto por seus leitores e tinha tudo para ser uma leitura mais do que prazerosa. Infelizmente, foi algo um pouco diferente.

Chris é um botânico, que luta contra toda a sua amargura em relação à ex-esposa por causa de sua filha, Becky, que tem câncer e luta todos os dias contra a doença e, por agora, parece não estar nem presente na vida da menina, que após anos de recuperação, tenta esquecer tal doença. Chris ama sua filha e a tem como algo mais do que importante na sua vida. Infelizmente, após o divórcio, parece que o relacionamento dos dois não anda nada bem. Com o câncer, o pai de Becky, quando ela ainda criança, cria um mundo imaginário para contar estórias sobre ele e junto a sua filha criá-lo e planejá-lo da forma que ela quiser. Hoje, a Becky adolescente não deseja mais contar sobre esse mundo ao qual tanto amava quando mais nova e Chris sofre com a distância que sua própria filha impõe aos dois. Mas nada parece estar bem com Becky e em uma noite ela acaba voltando à Tamarisk, o mundo imaginário dela e de seu pai, mas de uma forma totalmente diferente da que tinha experimentado antes.

Toda a estória de A menina que Semeava é interessante logo quando percebemos alguns pontos em relação a ela: A personagem principal ter câncer, o mundo imaginário de Tamarisk, Miea, a rainha desse mundo, o pai de Becky ser um personagem tão importante e diferente. Mas a leitura se tornou distante da que eu tinha imaginado por alguns motivos.

A narrativa é em terceira pessoa e isso não me incomodaria se não houvesse tantas repetições de palavras, como ‘ela’, quando o narrador se referia a Becky. Além da leitura tornar-se arrastada justamente por isso e por haver algumas cenas que achei desnecessárias. Outro ponto que fez da leitura do livro não muito boa foi a estória ter sido óbvia, desde o começo. Não sei se aconteceu apenas comigo, mas a impressão de já saber o que ia acontecer, inclusive no final do livro, fez a leitura ser desgastante.

Porém, o mundo de Tamarisk é realmente mágico e lindo. A ligação feita com esse mundo e a doença de Becky foi bastante inteligente; havendo um outro olhar para o câncer em crianças e jovens, trazendo para o leitor um pouco da realidade que é ter alguém com essa doença na família e numa família com pais divorciados que não mantém um relacionamento tão saudável após a separação.

Enfim, A menina que Semeava é um livro inteligente, mas que poderia ser melhor explorado pelo autor, sua estória não deixa de ser interessante, porém, infelizmente foi mal conduzida e deixou a leitura arrastada e desgastante. Não deixo de recomendar a todos aqueles que amam literatura de fantasia, com dramas realistas e tocantes e com um mundo imaginário, não tão imaginário assim, lindo de ser explorado. 

09 abril 2014

Resenha - Poseur: Brigas, Garotos e Estilo

Nome: Poseur - Brigas, Garoto e Estilo
Original:
Autor(a): Rachel Maude
Editora: Galera Record
Sinopse: Charlotte Beverwil, Janie Farrish, Melissa Moon e Petra Green não podiam ser mais maravilhosas... nem mais diferentes. Elas não andam juntas no colégio, o exclusivo Winston Prep, e certamente não têm o mesmo estilo de se vestir. A única coisa que essas garotas têm em comum é uma grande paixão pela moda. Assim, quando as quatro ficam sabendo que precisarão criar um grife juntas o Caos se instala. Pares de stilettos Christian Louboutin estão prestes a voar pelos ares e só o senso de estilo pode sair ganhando.

"Poseur: adjetivo e substantivo masculino. Que ou que adota um comportamento pedante, artificial; esnobe, pretensioso (Dic. Houaiss)"

Soube da existência desse livro por acaso, em um e-mail de divulgação de preços da Saraiva. Pela capa meu interesse por ele despertou facilmente. Quando soube que falava de Moda e garotas estilosas, meu interesse subiu a um nível indescritível (amo assuntos relacionados à Moda) e assim, pude tê-lo em mãos através de uma troca bem-sucedida no Skoob via Plus. E não me arrependi da troca, o livro, já como esperado, é realmente juvenil, mas amei ler as páginas contendo ilustrações de figurinos e me divertir tanto com uma narrativa.

Charlotte, Jeanie, Melissa e Petra não poderiam ser mais diferentes, tanto no estilo de roupas que usam, quanto em suas personalidades: Duas coisas que se convergem, pois, Moda é isso, expressar um pouco do que você é no que você veste. Porém, as quatro são apaixonadas por algo envolvendo Moda e após suas propostas de curso livre no colégio onde estudam serem colocadas apenas em uma proposta, elas precisam conviver entre si para participar desse projeto que convém a cada uma, por razões diferentes, é claro. 

Poseur nada mais é que um livro sobre essas quatro meninas apaixonadas por Moda sendo tão diferentes e tendo que conviver com isso para um 'propósito maior'. O que diferencia esse livro de outros juvenis que já pude ler, além de falar sobre Moda (algo que não encontro sempre e tão centrado nesse assunto), as personagens criadas não são, necessariamente, típicas de um romance juvenil. O par romântico também não é o centro da narrativa. Me pareceu que Moda é o verdadeiro foco do enredo, o que me agradou bastante.

A hippie (Petra), a tímida (Jeanie), a romântica (Charlotte) e a 'gangster' asiática (Melissa) fazem parte de uma narrativa super divertida. As meninas e suas concepções sobre mundo, pessoas, sociedade e principalmente sobre elas mesmas (já que são adolescentes e estão no ensino médio) nos divertem com muitas 'pérolas' soltas. Não é um juvenil querendo ser levado a sério, mas um juvenil satirizando a si mesmo, de uma forma que a leitura de alguns diálogos ou cenas descritas como absurdas ou até infantis, são engraçadas e não chegam a ser ridículas. Se você não levar a sério as cenas e os diálogos que cito.

O livro contém além de ilustrações (lindas), descrições dos looks de cada menina, e algumas descrições é outro 'fator-humor' durante a leitura. Ou seja, para querer ler e desfrutar de Poseur é preciso gostar de Moda e ter o livro como uma leitura despreocupada e leve, por que ele é exatamente assim. 

Enfim, Poseur - Brigas, Garotos e Estilo foi mais um 'achado' do ano e como amante de Moda e personagens interessantes, o livro se fez uma ótima leitura. Com uma diagramação linda e sem erros ortográficos, a Galera Record está de parabéns com a edição. Poseur ainda contém um segundo livro. Ainda não sei se é uma série ou apenas uma trilogia, mas estou ansiosa para ter o segundo volume em mãos. 

04 abril 2014

Resenha - Seres Incríveis

Nome: Seres Incríveis
Original: Remarkable Creatures
Autor(a): Tracy Chevalier
Editora: Bertrand Brasil
Sinopse: Desde que foi atingida por um raio quando bebê, Mary Anning sempre foi uma pessoa diferente, destinada a grandes feitos. Ao descobrir fósseis de seres desconhecidos nas falésias de Lyme Regis, ela revoluciona o universo científico com ideias desafiadoras sobre a criação do mundo e estimula o debate sobre a origem da humanidade. Durante o processo de escavação, Mary encontra apoio na inteligente Elizabeth Philpot, uma solteirona de classe média, que também é obcecada por fósseis. O relacionamento delas desenvolve um delicado equilíbrio entre a fidelidade total e a inveja maldisfarçada. Apesar das diferenças de idade e origem, Mary e Elizabeth descobrem que, na luta pelo reconhecimento, a amizade é a arma mais forte para elas. Neste encantador romance, duas mulheres farão descobertas que mudarão o mundo. Ao longo da história, Tracy Chevalier enriquece a trama através do detalhamento dos hábitos da época, assim como da paisagem, das roupas, da questão religiosa e, principalmente, da arqueologia. “Tracy Chevalier revela mulheres cativantes e cheias de vida. Como uma caçadora de fósseis, a autora escava as praias da história e presenteia o leitor com uma narrativa envolvente.” (The Financial Times) “Chevalier mergulha em um momento histórico fértil, examinando a forma como uma jovem inteligente, mas sem experiência, interage com os homens prepotentes e arrogantes de sua época.” (The Washington Post)

Imagine o mundo de Jane Austen, mas sem final com casamentos, mulheres não tão formosas assim, mais independentes, apaixonadas por fósseis e moradoras de uma cidade pequena tradicionalista e antiquada. Claro que Seres Incríveis de Tracy Chevalier não pode ser resumido à apenas isso, mas é uma base do que podemos encontrar nesta obra. 

Elizabeth Philpot e suas duas irmãs, Margareth e Louise, precisam se mudar para uma outra cidade por não poderem mais viver em Londres, pois seu irmão casou-se e as três ainda estão sem pretendentes para casamento. Ao se mudarem para Lyme Regis, uma cidade perto da costa litorânea, Elizabeth se vê fascinada pelo que encontra na praia: fósseis de todos os tipos. Ao coletar alguns e não ter mais espaço para guardar os fósseis encontrados, Elizabeth vai ao marceneiro da cidade encomendar um armário para seus espécimes e lá conhece Mary Anning, uma garota que contém uma coleção de fósseis ainda maior que a própria Elizabeth e que parece conhecer muito sobre eles. As duas então constroem uma amizade a partir desse interesse e as descobertas sobre fósseis de antigas espécies desconhecidas desencadeia uma série de acontecimentos na vida das duas. Situações, momentos e pessoas novas mudam a vida de cada uma de formas diferentes e algumas vezes parecidas.

Seres Incríveis foi uma grata surpresa enviada pela Bertrand Brasil. O livro começa retratando Mary Anning e sua primeira estória de sobrevivência: Foi atingida por um raio e continuou a viver. Logo após conhecemos o estranho interesse por fósseis de Elizabeth Philpot, solteirona de classe média que não mantém esperanças de um futuro casamento acontecer. Aliás, nem com ela, nem com suas irmãs.O pai de Mary a ensinou quase tudo que a menina sabe sobre os fósseis e com Elizabeth adquire mais conhecimento ainda e orientação sobre o que fazer com suas descobertas. Essa relação entre duas pessoas de origens e idades diferentes nos trará um retrato de uma amizade permeada por uma paixão única e também por sentimentos ambíguos.

Mary além de ser mulher, é pobre e precisa de dinheiro para sustentar sua família. Após a morte de seu pai, a mãe de Mary e seu irmão trabalham no que podem, mas não é o suficiente. Portanto, a venda de fósseis se torna o meio de sobrevivência dos três. Elizabeth tem uma renda razoável para ela, suas irmãs e a empregada que trouxe de Londres, mas sua família contém certas limitações.
A estória se passa em uma época onde mulheres não tinham voz ativa numa sociedade em que homens são tidos como os únicos que podem expressar-se livremente e serem independentes. Além da religião também ser predominante. Ou seja, a descoberta dos fósseis de antigas espécies que não existem mais, vai contra a doutrina da igreja onde Deus é onisciente e onipotente e que todos os seres vivos da Terra originaram-se do jeito como são atualmente. Nessa trama, dúvidas sobre o que Deus fez ou não, são altamente desrespeitosas. Damas solteiras e independentes são mal vistas. Mulheres em sociedades de cientistas são proibidas. 

Seres Incríveis é uma obra sobre descobertas, sobre quebra de paradigmas, tradições, concepções. Retrata a estória de Mary Anning, uma personagem importantíssima na ciência e no começo das descobertas sobre existências extintas. Tracy Chevalier nos conduz para uma estória fictícia com embasamento em fatos e pessoas reais de uma maneira brilhante, cativante e emocionante até. 

A leitura deste livro é impressionante pela riqueza na escrita da autora e em seu enredo. Numa narrativa onde homens arrogantes e cheios de si se calam e admiram uma jovem inexperiente e brilhante na escavação de fósseis, Tracy nos cativa com seus personagens característicos e sua descrição detalhada sobre o espaço e o tempo em que a trama ocorre.
Ao final do livro, há uma explicação sobre alguns personagens da estória, indivíduos que realmente existiram, suas importâncias no meio científico e acontecimentos importantes os envolvendo.
Altamente recomendável, Seres Incríveis é uma obra que desperta seus leitores para a importância da amizade, da valorização da mulher na sociedade, da importância na quebra de tradições e no que paixões podem nos trazer de bom ou ruim em nossas vidas.

02 abril 2014

Resenha - Círculo Secreto: A Prisioneira

Nome: Círculo Secreto: A Prisioneira
Original: The Captive: The Secret Circle
Autor(a): L. J. Smith
Editora: Galera Record
Sinopse: Cassie é chantageada por Faye para roubar o poderoso Cristal Skull, e, por acidente, as duas liberam uma força maligna, que Cassie acredita ser responsável por vários assassinatos que imitam os torturosos atos dos julgamentos das bruxas de Salem. Enquanto isso, o Círculo chega à um ponto crucial na história, no qual deve ser escolhida uma nova líder, e, com Faye ameaçando revelar os segredos mais profundos de Cassie, pode significar desastre para todos os envolvidos.

Faz mais de dois anos que fiz a leitura de Círculo Secreto - A iniciação (em e-book) e quando pude finalmente ter A Prisioneira em mãos, não pude ir direto para essa leitura, pois a estória já estava um pouco 'apagada' na minha mente, então fiz a releitura do primeiro livro para poder, enfim, ler o segundo. E não me decepcionei com essa também. Estava com saudades da escrita de L. J. Smith e poder ler suas estórias novamente foi algo muito bom.

Em A Prisioneira, Cassie se vê exatamente como uma. Já fazendo parte do Círculo de 12 bruxos da cidade de New Salem, ela mantém um segredo sobre outro integrante do grupo e para não ferir os sentimentos de outra pessoa envolvida no tal segredo, se submete ás chantagens de Faye, que exige o crânio de John Black, encontrado por Adam. Porém o crânio se mostra como um artefato perigoso e maligno quando usado pelo círculo, fazendo com que Cassie se veja encurralada entre fazer o que é certo e fazer o que Faye pede, para esta não contar tudo o que sabe para o resto do círculo.

Confesso que após a releitura de A Iniciação, pude ver melhor as reclamações sobre o primeiro livro. Ele não contém muita ação e muito mistério e o foco quase que em todo o tempo, parece ser no romance proibido e em Cassie pensando nisso. Mas eu ainda assim gostei da leitura. 
Neste segundo livro da série as ações aumentam e o foco já não está mais no casal romântico, mas em Cassie tomando decisões importantes. As mudanças com a personagem são perceptíveis e os mistérios sobre o artefato do crânio e sobre os poderes da bruxa são mais evidentes também.

Sou um pouco suspeita para falar sobre um livro da L. J. Smith. Ela é uma das minhas autoras favoritas e todos os livros que já li dela eu gostei muito. A Prisioneira é um romance sobrenatural, mas diferente de outros, não vemos uma relação entre bruxas/vampiros/lobisomens com humanos. A trama envolve apenas o círculo, suas descobertas sobre seus poderes e suas histórias antigas. São personagens jovens, então não espere uma trama com diálogos e atitudes maduras. O diferencial da L. J. é que a autora sabe me envolver em suas tramas e com seus personagens característicos. Ela traz um romance sobrenatural com alguns clichês, sim. Mas com uma escrita que faz a estória não ser desgastante.

A edição da Galera Record está impecável neste segundo livro, não tenho reclamações quanto a diagramação. Recomendo a série para todos os amantes de romance sobrenatural, para todos os fãs de L. J. Smith, de seus personagens e de suas estórias místicas.
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