27 janeiro 2014

Pra gostar de... Arte Pará


Mais uma vez retomo à tag ‘Pra gostar de’, achei divertido fazer novas descobertas ou ter novas experiências sobre determinado assunto e trazer isso a vocês, de uma forma bem sincera e honesta. Dessa vez trago o tema Arte Pará 2013, que consiste em aceitação de obras artísticas com determinados assuntos que são escolhidos e premiados e após tal etapa, são expostos em diferentes pontos da cidade. No caso, pontos turísticos ou históricos de Belém.
Fui visitar dois lugares que continham uma exposição por causa da aula de Programação Visual no técnico em Design de Interiores que curso. E até hoje continuo agradecendo e muito a professora por ter-nos ‘obrigado’ a visitar as exposições. Nunca tinha em uma exposição de Arte, ainda mais paraense (existem obras de autores de outros estados, mas acredito que a maioria era do Pará), por.... Não sei. Certo preconceito, talvez?! Ou a ideia de que exposições de Arte só podem ser freqüentadas por intelectuais artistas que sabem interpretar aquelas obras que vemos na TV, tão subjetivas que nem sabemos o que aquilo poderia significar.
Mas nesse Arte Pará pude constatar que exposições artísticas não são tão inalcançáveis assim e que as obras expostas não são subjetivas que não pude interpretá-las, mesmo tendo uma explicação de casa exposição ao lado.
Foram obras que me deixaram estupefata por serem tão magnificamente reproduzidas, expressando de uma forma totalmente diferente algo que está presente em nosso cotidiano, nossa sociedade. Os artistas com suas sensibilidades aguçadas fizeram cair meu queixo, e minha boca só murmurava: “Que lindo!”, “Que genial!”.
Algumas obras demonstram uma certa complexidade em entender o que está ali exposto, mas Arte nem sempre é entendida ou compreendida. Acredito que Arte é uma forma diferente de nos expressar, seja um sentimento, uma revolta, uma mensagem, um recado, um aviso, uma mágoa. Se há sensibilidade, é Arte. Claro que essa é uma opinião particular.



Enfim, vou falar de algumas obras que mais chamaram minha atenção, espero que gostem e que apreciem – nem que seja um pouco- tanto quanto eu apreciei essa amostra:
Vitória Barros – Entre Paralelos e Meridionais – Desenho: A artista produziu mapas manualmente, os colocou em fileira, numa demonstração da linha de mudança ocorrida do espaço contido no Mapa. As cores e as demarcações retratam tais mudanças. O público pode percebê-las ao longo dos mapas diferentes uns dos outros.

Ary Souza – Compasso I, II e III – 2013: Outra seqüência, mas de fotografias de pessoas andando em cima de trapiches, típicos de regiões periféricas da cidade de Belém. Aqui, o artista nos fala sobre o vai e vêm diferentes das pessoas da cidade. Cada um de nós traça um caminho diferente com uma velocidade diferente em nossas vidas, e tais fotografias remetem a isso.
Janaína Mello – Ciclotramas – Instalação: A artista retrata a corda do Círio de Nazaré, desmembrando-se em vários fios, como os fiéis do Círio (Realização religiosa ocorrida todo ano em Belém) que se encontram separados, mas unem-se em um só na corda. Também podemos relacionar a obra com a vida de indivíduos que após uma união, desvencilham-se em seus próprios caminhos, separados, desgarrados.

Paul Setubal: O artista utilizou seu próprio sangue na produção de sua obra, retratando pigmentos representando figuras humanas entre pontos aleatórios, que o artista os tem como alinhamentos estrelares. Tais alinhamentos resultam nas figuras humanas.

Marina Boaventura: Intitulada Assédio Moral, a obra consiste num vestido criado por Marina em um período que estava doente por intoxicação. Boaventura sofreu assédio moral no trabalho e sendo obrigada a trabalhar em um ambiente insalubre, sofre intoxicação. Como protesto, por dois anos costura este vestido com vários retalhos significativos sobre o tema assédio, intoxicação, e outros. A artista também percorreu o Ver-O-Peso (Feira e ponto turístico de Belém) travestida com o vestido e sua caminhada termina no próprio salão do Museu, despindo-se e expondo sua obra.

Fora a exposição do Arte Pará, fui conhecer melhor o Museu do Estado do Pará, o antigo Palácio do Governador e lá, não me contive na admiração que senti por aquele lugar. Uma obra do século XVIII, XIX, contém os retratos(pinturas) dos antigos governadores do estado, além de outras obras artísticas retratando pessoas e situações passadas. Pude ainda apreciar a obra magnígica e majestosa do retrato da colonização do Amazonas. Não sei se por que nunca tinha apreciado tantas obras artísticas diferentes, mas a emoção de ver aquela obra enorme (enorme mesmo, cobria quase toda a parede do salão) foi grande, uma obra que apenas vi em livros de História e que agora tinha ali, bem perto, diante dos meus olhos.

Enfim, tal experiência foi mais do que gratificante; uma nova experiência que com certeza mudou algo aqui dentro.

16 comentários:

  1. que legal, adorei as artes mas o que mais me chamou atenção foi a árvore e o quadro com fotos p&b :3

    beijos
    Talita
    Cereja Rocks
    Loja Cereja Rocks

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  2. É muito legal conhecer coisas novas e diferentes, adorei as obras, são perfeitas! Ainda mais a da Marina Boaventura, quanta criatividade e com elo ao que ela esteve passando...
    Adorei o post, bjs
    http://a-florescer.blogspot.com.br/

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    1. As obras estavam perfeitas mesmo <3 Que bom que gostou do post *_*

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  3. Fico contente que tenhas mudado a tua opinião e ter aproveitado essa nova experiência com a exposição.

    Beijos
    liliescreve.blogspot.com

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    1. Também fico feliz com minha mudança de opinião, assim pude desfrutar muito bem dessa exposição linda *_*

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  4. Demais a exposição e excelente quadro no blog. =)
    posta mais, posta mais, posta mais ♥

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    1. Quando surgir mais exposições assim e eu puder visitar, post sim >< haha'

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  5. Linda exposição, Jeni - posso chamá-la assim?
    Gostei do vestido e das fotografias do trapiche.
    Post mais artisticamente moderno, impossível.
    Beijos <3

    vintageiz.blogspot.com

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    1. Claro que pode me chamar de Jeni *_*
      Que bom que gostou do post <3

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  6. Oii Jeniffer!
    Que bacana essa exposição! Eu adoro a experiencia de conhecer novas obras e artistas.
    Eu fiquei apaixonada por essa obra Compasso I, II e III. Incrível mesmo. Gostaria de poder ver de perto.

    Beijos,
    http://pitadadecultura.blogspot.com.br/

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    1. Também amei a experiência de conhecer novas obras e artistas, ainda mais regionais *O*

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  7. A da árvore é genial. Amei ver essas imagens, lembrei da sensação que tive a primeira vez que estive em uma exposição assim.

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    1. A da árvore é realmente impressionante <3

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  8. Oi Jeniffer, tudo bem?
    Eu costumava a ir em exposições quando estava no ensino fundamental e médio. E poucas vezes na época da faculdade, mas infelizmente hpje quase não tenho tempo, e olha aqui em Brasilia, o CCBB tem ônibus de graça todos os dias para levar e trazer para o centro de Brasilia quem quiser ver as exposições. E concordo com você, acho que a arte pode conter uma mensagem especifica ma o sentimento é singular em cada um que vê.
    Achei lindo as fotografias e os quadros. e a arvore é simplesmente incrível.
    Abraços,
    Amanda Almeida
    Você é o que lê

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    1. Bah, eu nunca fui acostumada a ir em exposições assim, somente nesses últimos tempos que tenho a oportunidade de ir e estou fascinada, simplesmente <3

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Opine,reclame,exclame,comente.Mas uma dica: palavras sinceras são sempre bem-vindas.

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