29 janeiro 2014

Resenha - Enfeitiçadas

Nome: Enfeitiçadas
Original: Born Wicked
Autor(a): Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Sinopse: Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror. Quando Cate descobre esta profecia no diário de sua mãe, morta há poucos anos, entende que precisa repensar seus planos. Qual será a melhor opção: servir a Irmandade, longe dos olhos vigilantes dos Irmãos Caçadores de Bruxas, aceitar uma proposta de casamento que lhe garanta proteção e segurança ou abandonar tudo e viver um grande amor proibido?
Prepare-se para se encantar com os jovens pretendentes de Cate, abominar o ódio e a repulsa que os Irmãos dedicam a meninas e mulheres, e aguardar ansiosamente pela sequência de As Crônicas das Irmãs Bruxas.

Enfeitiçadas é o primeiro livro da trilogia As Crônicas das Irmãs Bruxas, lançada pela Arqueiro. E como iniciar essa resenha sem falar do meu interesse quase de imediato ao ver a capa do livro e saber que se trata sobre bruxas? Inevitável foi o meu pedido para cortesia quando houve a oportunidade e não me arrependo de nenhuma forma.

Cate, Maura e Tess são três irmãs que perderam sua mãe cedo. Vivendo somente com o pai, agora tão ausente em suas viagens a negócios, elas precisam esconder um segredo que carregam desde pequenas: Todas as três são bruxas, vivendo em uma sociedade de Irmãos e Irmãs que condenam a bruxaria e levam garotas suspeitas à um hospício onde as torturam e onde algumas até desaparecem após serem levadas de suas casas. Cate sendo a mais velha torna-se responsável pelas outras duas irmãs, ainda mais depois do pedido da sua mãe em seu leito de morte para cuidar das meninas e protegê-las sempre. 
Porém, as meninas são parecidas apenas por serem descendentes dos mesmos indivíduos, pois suas personalidades não poderiam ser mais diferentes. Maura é apaixonada, aficionada por livros de romance e sedenta por novidades. Tess é observadora e cuidadosa, mas como a mais nova, também quer novidades e amigas (as meninas se isolaram após a morte da Mãe) e Cate é a protetora, cuidadosa e um tanto medrosa quanto ao que está ao seu redor. Por viver nessa sociedade repressora e que subjuga as mulheres, tenta ao máximo se esquivar das atenções junto com suas irmãs. O que seria uma atitude boa se não fosse por conviver numa cidade onde meninas normais se vestem com vestidos bonitos e bem elaborados, vão ás casas de outras meninas para um chá marcado e não costumam ler, nem serem independentes. O que não é o caso das três garotas.

O tempo narrado na trama não é específico, mas com toda a caça ás bruxas existente e toda a subordinação que as mulheres enfrentam nessa sociedade aliado ao fato da religião ser tida como algo mais do que essencial em todas as famílias consideradas honestas, podemos lembrar muito da época da Inquisição vivida em nossa História. Mas na estória de Spotswood, já houve um tempo em que as filhas de Perséfone comandavam a sociedade e não havia repressão com meninas bruxas ou não bruxas.

Enfeitiçadas trata não só da estória de três bruxas. Mas de três bruxas irmãs, diferentes uma da outra, que tem Cate como protagonista da trama tentando tomar as melhores decisões para proteger sua família e ela mesma. O livro é em primeira pessoa, por isso não temos uma visão ampla da estória, mas não tira o encanto que ela nos traz ao lermos cada nova descoberta de Cate. Cada empecilho para sua segurança e de suas irmãs, cada novo medo. Novos questionamentos surgem após um bilhete misterioso de sua antiga madrinha, condenada a bruxaria, e assim Cate precisa enfrentar seus receios ao mesmo tempo que precisa escolher entre estar com seu amor verdadeiro ou fazer o que é mais certo para si mesma e suas irmãs. 

Não quero me estender tanto escrevendo sobre a estória em si, por mais tentador que isso seja, pois achei realmente interessante tal trama. Quero descrever o quanto este livro é ao mesmo tempo ficcional e realista. Ele traz o tema de bruxas, magias, feitiços, mas aliado a ele também traz o tema da repressão feminina, da subordinação que muitos sofrem por poucos e por regras impostas sem bases ou teorias verdadeiras e corretas para tais. Além do tema da família, da perda de pessoas importantes, da tomada de decisões quando se é tão jovem e sem grandes experiências.

Ainda há o romance contido no livro que agradou e muito a leitora que vos escreve. Mesmo eu sendo uma apaixonada por histórias de casais apaixonados em vários livros que já li, este casal me agradou e muito e o desenrolar do relacionamento entre os dois também.

No mais, a edição da Arqueiro continua impecável. Sem erros ortográficos e com um detalhamento diferente na primeira página de cada capítulo, além da capa ser linda, não tenho o que reclamar da edição. Vale muito à pena embarcar nessa nova trilogia de bruxas, recheada de magia, amor, segredos e romance.

27 janeiro 2014

Pra gostar de... Arte Pará


Mais uma vez retomo à tag ‘Pra gostar de’, achei divertido fazer novas descobertas ou ter novas experiências sobre determinado assunto e trazer isso a vocês, de uma forma bem sincera e honesta. Dessa vez trago o tema Arte Pará 2013, que consiste em aceitação de obras artísticas com determinados assuntos que são escolhidos e premiados e após tal etapa, são expostos em diferentes pontos da cidade. No caso, pontos turísticos ou históricos de Belém.
Fui visitar dois lugares que continham uma exposição por causa da aula de Programação Visual no técnico em Design de Interiores que curso. E até hoje continuo agradecendo e muito a professora por ter-nos ‘obrigado’ a visitar as exposições. Nunca tinha em uma exposição de Arte, ainda mais paraense (existem obras de autores de outros estados, mas acredito que a maioria era do Pará), por.... Não sei. Certo preconceito, talvez?! Ou a ideia de que exposições de Arte só podem ser freqüentadas por intelectuais artistas que sabem interpretar aquelas obras que vemos na TV, tão subjetivas que nem sabemos o que aquilo poderia significar.
Mas nesse Arte Pará pude constatar que exposições artísticas não são tão inalcançáveis assim e que as obras expostas não são subjetivas que não pude interpretá-las, mesmo tendo uma explicação de casa exposição ao lado.
Foram obras que me deixaram estupefata por serem tão magnificamente reproduzidas, expressando de uma forma totalmente diferente algo que está presente em nosso cotidiano, nossa sociedade. Os artistas com suas sensibilidades aguçadas fizeram cair meu queixo, e minha boca só murmurava: “Que lindo!”, “Que genial!”.
Algumas obras demonstram uma certa complexidade em entender o que está ali exposto, mas Arte nem sempre é entendida ou compreendida. Acredito que Arte é uma forma diferente de nos expressar, seja um sentimento, uma revolta, uma mensagem, um recado, um aviso, uma mágoa. Se há sensibilidade, é Arte. Claro que essa é uma opinião particular.



Enfim, vou falar de algumas obras que mais chamaram minha atenção, espero que gostem e que apreciem – nem que seja um pouco- tanto quanto eu apreciei essa amostra:
Vitória Barros – Entre Paralelos e Meridionais – Desenho: A artista produziu mapas manualmente, os colocou em fileira, numa demonstração da linha de mudança ocorrida do espaço contido no Mapa. As cores e as demarcações retratam tais mudanças. O público pode percebê-las ao longo dos mapas diferentes uns dos outros.

Ary Souza – Compasso I, II e III – 2013: Outra seqüência, mas de fotografias de pessoas andando em cima de trapiches, típicos de regiões periféricas da cidade de Belém. Aqui, o artista nos fala sobre o vai e vêm diferentes das pessoas da cidade. Cada um de nós traça um caminho diferente com uma velocidade diferente em nossas vidas, e tais fotografias remetem a isso.

24 janeiro 2014

Resenha - Trilogia Jogos Vorazes

Nome: Jogos Vorazes, Em Chamas, A Esperança
Autor(a): Suzanne Collins
Editora: Rocco
Sinopse de Jogos Vorazes: Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Como começar uma resenha de uma trilogia já tão comentada e resenhada em tantos outros blogs por tantas outras pessoas?! Senti a necessidade de escrever esta resenha, mesmo sabendo do quanto já foi comentado sobre ela, pois não foi uma mera trilogia de livros que conclui a leitura, foi ‘A’ trilogia de livros que me arrancou tantos suspiros, sustos, lágrimas, gritos até, por estar lendo algo surpreendentemente melhor do que eu já esperava. A trilogia Jogos Vorazes foi tão intensa e marcante, em diversos sentidos que posso pensar que não pude deixar de escrever sobre ela, por achar ser um pecado deixar de comentar sobre algo que me marcou tanto.
Katniss Everdeen vive junto com sua mãe e sua irmã no Distrito 12, assombrado pela quantidade escassa de comida e água, mais um dos Distritos controlados pela Capital, aonde vivem os mais bem afortunados do país, aonde acontece os Jogos Vorazes. Jogos esses que ocorrem todo ano, onde um menino e uma menina de cada distrito são levados à Capital para disputar com os outros escolhidos e sobreviver ao massacre, sendo um único vencedor.



Não quero me ater a escrever sobre a estória em si dos livros, pois acredito que a maioria já conhece ou pelo menos ouviu falar. Sobre o que realmente quero escrever é o quanto essa trilogia merece destaque na estante de qualquer leitor, não só daqueles que amam livros distópicos ou com fantasia, até os que preferem um drama ou livros com relatos próximos da realidade, também podem gostar de Jogos Vorazes. Pois os livros não falam apenas de uma garota levada aos Jogos Vorazes junto com um velho conhecido que acaba o conhecendo melhor por lá e que juntos, fazem a diferença num ambiente em que se encontram todos encurralados e subestimados a um único poder vigente. Pelo contrário, Jogos Vorazes, Em Chamas e A esperança trata sobre muitos outros assuntos, relevantes não só aos jovens, mas também aos adultos e crianças de nossas sociedades.
A política do pão e circo está mais do que exposta em todos os livros, a crítica imersa nos Jogos Vorazes como entretenimento aos cidadãos da Capital, como uma ‘correia’ que prende os outros distritos e os lembram do poder que a Capital exerce sobre eles é algo inevitável de se entender. A trama da trilogia nos leva a um mundo não muito diferente do que vivemos atualmente, não só visando nosso país, que tem como o futebol e carnaval tal política de pão e circo, mas visando globalmente, onde um só país contém tanto poder, financeiro e bélico, que exerce essa correia nos outros países, de formas diferentes, é claro.
O enredo não só fala sobre críticas e uma visão diferente, mas ao mesmo tempo comparativa com nossa realidade. Lógico que ainda temos os assuntos mais vistos nos outros livros, como amor, amizade, lições pessoais, evolução (ou retrocesso) como seres humanos. Collins soube realizar a junção de vários assuntos, dos mais ‘banais’ aos mais sérios em seus três livros de uma forma única, talvez, e com certeza brilhante.
Todas as cenas e passagens dos livros onde falavam sobre como Katniss, Peeta, Gale, Hamitch e tantos outros agiram em determinadas situações não me escapa à memória. Em situações de riscos, o que era prioritário a cada um? O que suas histórias pessoais influenciaram em suas decisões? O que seus sentimentos e ‘fraquezas’ os obrigaram a cometer certos atos? Como tantas pessoas foram subjugadas, traídas e alienadas por atos simples, mas bem planejados e impostos?! E, principalmente, o quanto isso chega a ser familiar para todos nós?!
Essa é uma resenha de uma leitora que acaba de terminar a trilogia com um ‘maravilhamento’ em relação à obra de Suzanne Collins ao qual nem mesmo ela sabe traduzir o que significou tal leitura, ou seja, perdoem se acharem algo sem sentido ou sem coerência em minhas palavras.

Jogos Vorazes – A trilogia me conquistou do começo ao fim, mesmo após eu tendo assistido aos dois primeiros filmes antes de realizar a leitura dos livros, não consegui deixar de me impressionar a cada nova página lida.
Katniss me irritou bastante durante todos os livros, o quanto eu torcia para ela fazer tal coisa e a dita cuja ia em direção oposta ao que achava ‘certo’ dela fazer. Peeta me conquistou desde o começo e Gale, bem, ele me pareceu útil desde o começo também (risos). Hamitch, Cinna e até Effie foram marcantes para mim. Assim como Prim e a mãe de Katniss, e claro, não podemos esquecer Buttercup, o gato mais inteligente de que já ouvi falar.
Narrando de uma forma magnífica, Collins me tirou o fôlego do começo ao fim. E A esperança foi um desfecho tão, tão, tão diferente e imprevisível do que pude imaginar que estou sem palavras ainda para defini-lo.
Enfim, não querendo me prolongar tanto, posso dizer que assim como os livros, os filmes não me decepcionaram até agora. O que é ótimo, pois traz a um maior público essa obra tão bem feita e tão inesquecível. Aos que ainda não leram, por favor, dêem uma chance a essa trilogia; não se preocupando em ser ‘modinha’ ou não, vale muito à pena ter os livros em mãos e apreciá-los.

22 janeiro 2014

Sorteio 1,2,3


Bah, faz um bom tempo que não rola um sorteio por aqui, não?! Resolvi trazer este sorteio com 3 livros de 3 editoras diferentes, que acredito eu, a maioria gosta de suas publicações: Novo Conceito, Intrínseca e Arqueiro ♥ Claro que as várias outras editoras conquistam e muito nossos corações com suas publicações lindas e espero um dia vir aqui com sorteios de algumas delas, mas por enquanto, vamos ao sorteio da vez!
Somente um ganhador levará para casa 1 exemplar de cada livro: Feita de Fumaça e Osso, Private e O Começo do Adeus, todos resenhados aqui no blog.

REGRAS:
- Ter endereço de entrega no Brasil
- Seguir o blog via Google Friend Connect (Você não precisa ter um blog para seguir)

OBSERVAÇÕES:
- O vencedor terá UMA semana para responder ao e-mail solicitando seus dados para entrega.
- Somente o blog é responsável pela entrega dos livros.
- O prazo de entrega é de 40 dias.

Boa sorte!

20 janeiro 2014

Resenha - O menino do pijama listrado


Nome: O menino do pijama listrado
Original: The Boy in the Striped Pyjamas
Autor(a): John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.


O menino do pijama listrado era um livro mais do que recomendado em outros blogs e sempre tive uma grande curiosidade em sua leitura. Finalmente pude tê-lo em mãos por um presente de uma amiga querida e superando minhas expectativas e me surpreendendo na narrativa tão singela, o livro é tido por mim como um dos mais tocantes já lidos por mim.

Bruno chega em casa e encontra Maria, uma das empregadas da casa, organizando suas coisas em malas, até aquelas que estão guardadas no fundo do seu armário e que não é da conta de mais ninguém a não ser ele mesmo. Sem entender o que está acontecendo, pergunta a sua mãe o porquê de Maria estar fazendo aquilo, esta lhe responde dizendo que irão se mudar dali. Mudar de Berlim? Da casa de cinco andares com aquele corrimão que tanto Bruno gostava? Sim. O menino ao chegar à nova casa não se agrada nem um pouco dela, e repara que da sua janela, pode ver um muro de grade separando seu jardim de um lugar vasto, onde se encontram pessoas de todas as idades, todas vestidas estranhamente com um pijama listrado.
O livro traz uma perspectiva diferente sobre a época do nazismo. É mais voltado para a visão de um menino inserido numa família em que o pai é um importante comandante do nazismo, responsável talvez por muitas mortes de judeus, mas que em seu lar é apenas mais um pai rígido e algumas vezes frio, porém ainda um pai, que zela pela sua família. Somos inseridos no mundo de Bruno, um garotinho de 9 anos, muito curioso e inteligente, que amava sua antiga casa e não entende muitas coisas que acontecem ao seu redor. A narrativa é em terceira pessoa, mas traz traços da fala do menino e a visão dele inserida em determinadas situações. Ou seja, é uma narrativa bem simples, como de uma criança, e por isso mesmo, é uma narrativa tocante e por vezes, inocente.

Bruno conhece Shmuel quando resolve ir para sua primeira exploração no novo lar e assim, obtém um novo amigo. O único amigo na nova casa, que tanto o interessa por terem nascido na mesma data e terem tido histórias parecidas. Pelo menos é o que Bruno acredita.

Somos levados a conhecer dois mundos diferentes, que se colidem através de uma amizade inesperada. Emociona por ter no livro a visão de uma criança, diante de tanto horror e tanta injustiça, ser tão inocente e fora da realidade. São duas crianças vivendo vidas diferentes, tendo histórias diferentes, mas sendo iguais ao mesmo tempo.

Boyne sabe nos conduzir pela mente de Bruno e pelo que acontece ao seu redor de uma forma tão rápida, que nem percebemos e já estamos no final do livro. Escrito em dois dias e meio, O menino do pijama listrado é marcante por sua estória trazer tanta inocência em meio ao retrato do horror cometido com os judeus e da alienação com o povo da Alemanha. Mais do que recomendado, o livro nas mãos da Companhia das Letras, em seu trabalho tão bem feito, traz uma leitura singela e emocionante.

18 janeiro 2014

Resenha - Anjos à mesa

Nome: Anjos à mesa
Original: Angles at the Table
Autor(a): Debbie Macomber
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável — especialmente na véspera do Ano-novo. Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de fim de ano da Times Square. Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão. Então, por “acidente”, Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não? Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York. Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite. Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal... Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal.

Anjos à mesa foi cortesia da Novo Conceito como um dos presentes aos parceiros em Dezembro, época de Natal e festas. E o livro é realmente um presente, um presente fofo e cativante.

Goodness, Mercy e Shirley são três anjos experientes que agora precisam ensinar o novo anjo Will, como lidar com os seres humanos e suas orações. Na virada do ano novo, os quatro anjos estão na Times Square, um lugar rodeado de seres humanos e artefatos que distraem as três experientes anjos; deixando Will sozinho, entre duas pessoas desconhecidas e aparentemente solitárias, o novo anjo acaba por fazer seu primeiro erro: os faz conhecer, dando um 'empurrãozinho' um no outro. E assim, Lucie e Aren desfrutam de uma noite romântica e apaixonante, mas parece que os planos de Deus são diferente para com esse casal, pois após um encontro marcado, Lucie não consegue ir ao encontro de Aren, deixando o futuro romance sem grandes expectativas de acontecer.

Anjos à mesa é um livro tão fofo e lindinho, que não tenho outros elogios melhores para defini-lo. A leitura rápida não faz o livro ser 'esquecível', pois cada página cativa o leitor ainda mais e os personagens principais dessa trama são o ponto-chave para fazer desse romance uma estória natalina linda.

O livro contém sim seus clichês, mas se tratando de estórias de Natal, acredito eu, que são totalmente perdoáveis tais clichês. O romance 'guiado' pelos anjos torna-se engraçado pelas atrapalhadas dos quatro anjos e por estarem sendo advertidos por Gabriel, seu 'mentor' que pode retirar as asas daqueles que não cumprirem bem suas tarefas.

Lucie e Aren são cativantes e nada irritantes em seu romance, pois são adultos maduros com suas devidas experiências em relacionamentos passados. Claro que cada um tem suas inseguranças, medo e esperanças, e é isso que traz o 'tempero' ao longo da estória recheada de atrapalhadas, estranhos acontecimentos angelicais e alguns desentendimentos.

Por fim, os quatro anjos, mesmo irritantes no começo por cometerem tantos erros, tornam-se cativantes. Assim como o casal de mocinha e mocinho e o clima natalino que o livro nos traz. A autora tem uma escrita simples, que faz a leitura fluir bem e rapidamente. Recomendo a todos que amam uma estória com romance fofo e humor leve. 

16 janeiro 2014

A arte de Lora Zombie

Heróis nada convencionais, pandas, erotismo,  unicórnios, grunge, arte de rua, críticas sociais e muita, muita cor, são algumas características para tentar resumir o trabalho de Lora Zombie. Dona de um visual bem marcante (madeixas azuis no momento) essa Russa autodidata vem conquistando cada vez mais espaço fora de seu país, assim como muitos outros artistas, conta com o auxílio da internet para a divulgação de sua arte e consequentemente expandir seu numero de fãs mundo à fora. A moça já teve suas obras expostas em galerias de arte de diversas cidades como Nova York , Los Angeles e Toronto. 
Eis o site dela para quem quer conhecer muito mais sobre seus trabalhos: Aqui! 






14 janeiro 2014

Playlist - Clássicos


Clássicos sempre serão tidos como clássicos, não como algo velho ou ultrapassado, ainda mais na música, onde os clássicos obtém um patamar de 'música boa' em comparação à música atual, tanto nacional como internacional. E quem não gosta de ouvir de vez em quando, ou quase sempre, um clássico?! Não uma ópera, música clássica, mas uma música antiga que ficou marcado em várias gerações, que foi divulgado num filme e nunca mais esquecido, que quando ouvimos o refrão ou até o começo da batida da introdução, já sabemos qual é a música. Enfim, clássicos sempre estarão presentes, mesmo que você não queira ouvi-los. A playlist da vez é com eles, com os clássicos presentes no meu repertório musical. Espero que gostem e aproveitem.

12 janeiro 2014

Resenha - As violetas de Março

Nome: As Violetas de Março
Original: The violets of march
Autor(a): Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.
Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.
Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.
Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.

As violetas de Março me chamou atenção desde o nome (que amei) até sua sinopse, que prometia trazer-me uma leitura super agradável e aconchegante, por tratar de uma história envolvendo diário (que amo), e ainda um antigo diário que pode mudar o destino de alguém. E sim, foi uma leitura mais do que agradável e aconchegante.

Emily Wilson acaba de divorciar-se, após descobrir a traição de seu marido. Devastada e se sentindo perdida, aceita o conselho de sua melhor amiga, Annabelle, e volta á ilha Bainbridge, onde sua tia Bee mora. Recordando sua infância quando passava as férias naquela ilha, que lhe traz tantas lembranças boas, Emily mal sabe que a tal ilha trará novas e chocantes lembranças sobre outras pessoas, participantes de uma história que ela desconhece e mal entende que irá mudar não só as escolhas que tomará, mas também mexerá com lembranças enterradas na vida de algumas pessoas ao seu redor.

E As violetas de Março é isso, um emaranhado de segredos que te deixam cada vez mais curioso e ansioso para saber os desfechos dele; por mais que o mistério da revelação de cada um deles e o desenrolar de tais mistérios sejam instigantes, não dá para não ficar ansiosa para conhecer a história verdadeira escondida tão bem nesse enredo lindo.

Me descobri lendo e favoritando livros de histórias atuais que continham uma história do passado que mudará o tempo presente dos personagens envolvidos e que tira o fôlego no desenrolar dos mistérios envoltos nos segredos passados. Foi assim com A casa das orquídeas e Jardim de Inverno e agora com As violetas de Março. Pode parecer repetitivo os livros com o mesmo tipo de enredo, mas apenas o 'esqueleto' desses enredos são parecidos; as histórias narradas tem suas diferenças e grandes diferenças que os fazem serem únicos. Livros assim me cativam e me marcam de uma forma que não consigo compreender muito bem; talvez seja o grande interesse que tenho por histórias do passado, com seus finais trágicos ou não, que fazem parte da história de vida de alguém e que acho tão interessante em ler e talvez me imaginar fazendo parte das histórias, não sei.



Esse livro em específico traz personagens cativantes, como Bee, a tia de Emi, e Evelyn, melhor amiga de sua tia, que mesmo estando em estado terminal não perde sua singularidade em ser ela mesma, partindo de uma forma bonita e deixando saudades em nós, leitores. Mas também traz personagens que podem irritar e te fazer repensar em algumas atitudes que você mesma pode tomar, como Esther, a dona do diário enigmático que Emi encontra e tanto a interessa. A nossa narradora, Emily, é uma escritora e não tem como não se identificar com ela, pelo seu interesse no diário, pela sua paixão pela ilha e pelo seu drama na falta de inspiração em sua escrita.

Além de tais características marcantes que fizeram de Violetas de Março ser mais uma das boas leituras do ano (leitura de 2013, desculpem a demora em postá-la), ainda temos todo o cenário da ilha de Brainbridge, que, se eu pudesse ter realizado essa leitura numa casa à beira de uma praia me sentiria ainda mais imersa na história de Esther e Emily, mas deu para sentir a brisa do mar a cada cena descrita e a areia nos pés a cada caminhada de nossa protagonista. Enfim, um cenário lindo.

Violetas de Março é encantador, como diz Beth Hoffman, uma das críticas que aparece na contra-capa do livro. E para seu primeiro livro, Sarah acertou em cheio no enredo, na história, nos personagens e no desfecho emocionante. Recomendo a todos que já leram A casa das orquídeas e Jardim de inverno, que gostaram de tais livros e aos eternos amantes de romances entrelaçados, cheios de segredos, traições e momentos emocionantes.

10 janeiro 2014

Resenha - Por isso a gente acabou

Nome: Por isso a gente acabou
Título original: Why we broke up
Autor(a): Daniel Handler
Editora: Companhia das Letras
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação. Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou. A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.

Por isso a gente acabou era um dos livros mais desejados da minha estante no Skoob. Desde a primeira vez que li uma resenha sobre ele me interessei não só pela estória que o livro traz, mas também (e principalmente, confesso) por ele conter ilustrações. O que dizer?! Sou apaixonada por ilustrações, quaisquer ilustrações em livros me encanta e já fico interessada nos que eu conheço que contém algum tipo de desenho. E bem, estava com altas expectativas com esse livro. Pensei que iria demorar ainda para lê-lo por ser da Companhia das Letras, uma editora não muito acessível pra mim ($$$), mas em uma promoção nas Lojas Americanas pude comprá-lo e finalmente tê-lo em mãos.

Que lindo!

Nem tem como prolongar-me na estória que o livro traz, é sobre Min escrevendo uma carta ao seu ex, Ed Slaterton, junto com todos os objetos que fazem parte de cada momento significativo do namoro, e ela explicando através de cada objeto o motivo deles terem terminado. 

E é isso. É só isso. Mas não é só isso. É mais do que isso. (Me influenciando pela narrativa de Handler).

Por isso a gente acabou tem uma narrativa assim, meio confusa, às vezes, é em primeira pessoa então a Min (abreviatura de Minerva. Ela explica o por quê do seu nome no livro, leiam) narrando os fatos, do seu jeito, do seu modo travesso, irônico, confuso e algumas vezes bobo, sobre seu namoro, sobre seus amigos, sobre ela mesma e principalmente sobre os filmes antigos que tanto a fascinam. E a lhe definem; por que Min sempre pensa em algum filme antigo para comparar à situação em que ela retrata. O que pode agradar no começo por ser algo diferente e interessante, mas que pode irritar depois de tantos filmes e atores desconhecidos por justamente serem desconhecidos e por dar essa sensação de não entender o que está sendo narrado.

Além disso, ainda tem o fato do namoro em si irritar e muito. Ed não é 'adequado' para Min, digamos assim. O termo 'adequado' não é o certo, mas é o que encontrei no momento. E não é por que o nome do livro já diz muita coisa, mas logo no começo já sabemos que esse namoro não daria mesmo certo. Por quê? Ed é um idiota. E pra quem não acredita nos filmes da Disney em que o esportista popular se apaixona perdidamente pela menina nerd e muda completamente seu caráter, sabemos que Ed continuará sendo um idiota.

Mas não irei me prolongar em dissertar mais sobre esse livro. Já deu pra perceber que ele realmente 'mexeu' comigo. Por mais que não me encontre em situação semelhante à de Min, acredito que todo mundo já passou por essa fase de gostar do 'alguém errado' e sofrer aquela grande decepção. E eu já passei por isso, o que me fez entender Min, entender o livro, entender suas revoltas e dramas que parecem bobos para alguns, mas que já tivemos em alguma época.

Talvez um ponto em que poderia ter mais aprofundamento seja o da relação de Min com Al (seu melhor amigo) e a relação de Min com sua mãe, que tanto a irrita. Mas entendo o não aprofundamento pelo livro tratar apenas de um término de relacionamento.

Enfim, as ilustrações dão aquele toque à mais ao livro, aquele toque que amo. Por isso a gente acabou talvez seja o primeiro livro que leio da editora Companhia das Letras (Muito cobiçada por mim com seu catálogo recheado de livros interessantes) e foi um ótimo começo. Vale à pena para quem entende o que é o término daquele romance fadado à terminar, mas que insistimos em acreditar que irá dar certo. Ou pra quem, assim como eu, ama ilustrações e narrativas pessoais com dramas juvenis e personagens interessantes.

06 janeiro 2014

Leituras para 2014

2014 chegou *finalmente* e minha lista de leitura só aumentou de um ano para outro. Digo isso por que, principalmente nesse fim do ano passado, foram alguns livros que ganhei de presentes. E alguns significativos por não serem apenas um livro, mas uma série de livros! E eu lhes pergunto: E agora, José?!
Como no ano passado não vou estabelecer uma meta de leitura para esse ano, por que além da graduação ainda tenho o técnico e *finalmente* estou no ultimo semestre, ou seja, muitos trabalhos, muito estresse pra fazer tudo certo e passar com notas boas! (Termino em março, aos interessados ♥) Mas pensando em alguns livros que ganhei/troquei/comprei ao longo de 2013 e não pude ler, resolvi criar esse post com as fotos das minhas aquisições do ano passado como leituras desse ano >< Espero que gostem e quem não conhecer um livro ou outro, se interesse em novas leituras.

Começando pelos desafios:
13 livros! Toda a série de Desventuras em Série que ganhei do namorado ♥ Foi um lindo presente e fico o  admirando até agora todos eles juntos *_* rs Já li os dois primeiros em Dezembro e estou amando! 


Outra série de livros, mas essa os três primeiros em consegui por troca com uma amiga do curso de Letras e o ultimo ela me deu ♥ Estava interessada na série desde 2009, quando li o primeiro capítulo de Feios que veio junto a outro livro. Bem, espero não me decepcionar.

03 janeiro 2014

Resenha - Deslembrança

Nome: Deslembrança
Original: Forgotten
Autor(a): Cat Patrick
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

Deslembrança é um livro que estava em minha lista de desejados faz um bom tempo, desde seu lançamento talvez e ficou na lista até uma amiga do curso se interessar por um livro meu e resolvermos trocar os livros. Não consigo dizer o quanto fico feliz pela troca; após a leitura de mais um dos bons livros que li esse ano. 
Deslembrança é lindo e fofo, mas ao mesmo tempo instigante e enigmático.

London e sua memória curta vive de bilhetes sobre o dia anterior e sobre o que fazer no dia atual, por esquecer tudo o que acontece recentemente. Porém, a garota sabe o que acontecerá em seu futuro e no futuro das pessoas ao seu redor, ela tenta não ser tão estranha e taxada de esquisita, sem grandes vitórias e sua vida é assim, uma novidade a cada manhã. Ela recebe o apoio de sua mãe e sua melhor amiga, Jumie, que a ajudam sempre que ela esquece de algo sobre o que fazer e que esqueceu de lembrar para o dia atual. E sua vida é assim, até o garoto esquisitão de All Star marrom aparecer em um dia nada bom e lhe oferecer seu casaco. Com Luke em sua vida, um pesadelo parece começar a lhe atormentar, um pesadelo que ela não entende e acha fazer parte de seu futuro, mal sabendo ela que seu passado, seu presente e seu futuro mudará a partir das cenas aterrorizantes em suas noites mal dormidas.

Apesar de todo os suspense em relação ao que London descobre sobre esse seu pesadelo, o livro é cheio de cenas fofas e engraçadas. O ambiente, na maioria das vezes, é a escola. London sempre com suas sacadas tidas como esquisitas por esquecer alguns detalhes sobre aulas, deveres ou o que falou a algumas pessoas. E o novo garoto, que parece fazer com que London se apaixone a cada dia, mesmo ela só o conhecendo por bilhetes.

O tempo é algo estranho em Deslembrança, ele não parece linear e é preciso prestar atenção um pouco à isso para não se perder. De um capítulo a outro passam-se três meses e não há pistas sobre isso até que a própria London narre esse fato. Mas fora isso, que pode ser considerado um defeito ou não do livro, Deslembrança traz uma leitura rápida, por ser instigante e apaixonante, pelos personagens e cenas singelas , mas cativantes.



London pode parecer um pouco infantil em algumas cenas, mas são cenas rápidas e logo vem sua maturidade sendo expressa em outros vários momentos. Luke é encantador desde o começo. Jamie é irritante, para mim foi e muito, mas percebemos que ela não é tão má amiga assim depois. E a mãe de London também é um personagem delicado e importante na trama.

Foi um livro que me surpreendeu não por não esperar muito da leitura, mas pela trama conseguir ser ao mesmo tempo um romance e um thriller, por conter suspense, cenas e fatos característicos de uma romance policial, um romance policial mais contido, porém, ainda assim amedrontante, ao nível de terror que a narração nos proporciona. 

Estou numa maré de sorte em encontrar primeiros livros de algumas autoras e só consigo admirá-las por uma estreia tão boa. Foi assim com Cat Patrick; e claro, pretendo ler mais livros dela. Enfim, Deslembrança é recomendado à todos que apreciam um bom livro para um final de semana tranquilo, recheado de cenas cativantes e enigmáticas, que te trazem o risco de não querer largar o livro até o final.
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