30 dezembro 2013

Sobre o que eu não sei escrever


Sabe aqueles momentos que você não consegue saber sobre o quê escrever e por isso não escreve sobre nada?! Sim, eu sei. Por que tive vários momentos como esse ao longo dos últimos meses. E foram tantos momentos bons e ruins sobre o quê escrever! Acho que eu apenas não sabia como escrever. Como, taí uma palavra que me incomodou bastante nos últimos tempos. Como vou me expressar sobre as novas descobertas que estava presenciando na universidade? Como vou dizer o quanto amei saber que meu futuro não se resume a apenas um caminho simples e mesquinho? Como posso dizer o quanto estava absorta e maravilhada no futuro que sempre imaginei e que estava ali, o presenciando de uma maneira diferente, mas ainda assim podendo desfrutar tudo aquilo que sempre quis?! Não só a universidade me trouxe novas esperanças sobre um futuro que posso sonhar alto; aquela pessoa que apareceu mais do que de repente e sem previsões também me trouxe isso. Novas esperanças, diferente das que a universidade me deu, mas tão importante quanto.
Não só estava presenciando um futuro já sonhado, mas descobrindo novas experiências, novos momentos, novos desafios, novas criações, novas oportunidades e novas frustrações. Por que não há vida sem frustrações e algumas decepções, todos sabem disso. Novos perigos se tornaram reais, novos medos apareceram, mas novas confianças e segredos compartilhados também, o que equilibra essa balança imaginária sobre o bem e o mau que presenciamos em nossas vidas.
Esse não é um texto retrospectivo sobre como o ano teve seus momentos bons e ruins e o quanto espero do próximo que está perto. Esse é um texto nostálgico, em um momento que pude finalmente parar e pensar sobre o que esteve/estava acontecendo comigo e como não pude parar para escrever sobre esses momentos por estar ocupada demais os vivendo. Dizem que é melhor viver vivendo do que viver pensando sobre viver, levei a teoria à sério e cá estou, ‘nostalgiando’ o que não tive a chance de ‘nostalgiar’ antes.
Foram dias árduos, a nova rotina foi como uma onda gigante vindo em minha direção e eu sem saber o que exatamente fazer para me proteger, só pude encará-la. Sempre reclamando, por que é de minha natureza sempre reclamar, mas da melhor forma possível que encontrei. Mudei de turno, tive que me adaptar a novas pessoas; ainda bem que estava com outras que já conhecia. Do outro lado, estava começando algo novo, também junto com outras pessoas na mesma situação. O que foi muito bom. Estava todo mundo no mesmo barco. Junte tudo isso a um namoro, a muitos livros para serem lidos, a uma amizade não esquecida e a ideia de que eu teria tempo para lazer e continuar a fazer as coisas que sempre fazia. Essa sou eu, enlouquecendo um pouquinho por não ter tempo para tudo que queria e me frustrando.
Mas tudo tem suas recompensas, até as coisas ruins, não que eu tive recompensas ruins, tive muitas boas sim. Até agora. Só espero continuar nesse mesmo ritmo.
Os dias que achei intermináveis, finalmente, acabaram. E agora posso falar: ‘como passou rápido!’. Sim, por que enquanto estamos no presente, não dá para soltar uma expressão dessas. Agora sim, estou a um passo de completar mais uma fase, passar para o próximo nível do jogo (?) e conquistar novos desafios. Assim como todos que lêem este humilde e sem sentido texto.
Vamos soltar fogos! Não pelo ‘novo’ ano que está chegando e sim por tudo o que já conquistamos e temos para conquistar. Por todas as pessoas que ainda estão ao nosso lado e que sempre estarão quando puderem. Por todas as novas amizades e amores. E principalmente, pelas novas chances de fazer algo certo, não só para nós mesmos, que ainda teremos futuramente.

Feliz 2014 à todos os leitores e visitantes queridos do Meu Outro Lado. Eu e meus colaboradores desejamos mais do que um novo ano repleto de felicidade, com muitos sonhos realizados, desafios vencidos e momentos inesquecíveis. E que venha mais um ano de blog! Com muito mais posts e muito mais seguidores acompanhando esse hobbie que tornou-se algo a mais, algo importante e essencial para mim. Que em 2014 o blog cresça ainda mais junto com vocês, leitores queridos, que fazem parte não só do blog, mas da minha história ♥

22 dezembro 2013

Resenha - Pela luz dos olhos seus


Nome: Pela luz dos olhos seus
Original: Histoire D'Amour
Autor(a): Janine Boissard
Editora: Arqueiro
Sinopse: Laura Vincent cresceu entre o mar e as macieiras da Normandia. Passou a adolescência à sombra da irmã mais velha. Agathe – a bela – era admirada e disputada por todos os garotos da cidade; Laura – a pequena – passava as noites em casa, lendo romances. Mas o destino preparou uma surpresa para Laura. Trabalhando como assessora de imprensa de músicos, ela recebe, no dia seguinte ao seu aniversário de 26 anos, a visita do agente de um dos tenores mais famosos do mundo. Ela é requisitada para ser guia dele e seu chefe não deixa margem para discussão.
Rico e bem-sucedido, Claudio Roman viaja pelo mundo emocionando plateias com sua voz. Fã de banquetes, bebedeiras e belas mulheres, ele parece ter tudo o que quer, porém seu comportamento esconde a amargura de nunca poder interpretar Alfredo, em La Traviata, por causa de um ataque criminoso que lhe custou a visão.
Laura está preparada para lidar com um homem difícil e arrogante, mas, assim que ouve Claudio cantar pela primeira vez, ele toca seu coração. Aos poucos, mais do que sua guia, ela se torna também a confidente das noites sombrias de angústia.
Como ela nunca lhe pede nada em troca de seu apoio, Claudio promete lhe dar qualquer coisa. No momento certo, ela cobra a promessa: quer que o cantor se submeta a um transplante de córnea capaz de lhe restituir a visão de um dos olhos.
Apaixonada e convencida de que Claudio não precisará mais dela quando voltar a enxergar, Laura vai embora sem se despedir e sem dar a ele a oportunidade de vê-la. Será que Claudio saberá lidar com essa decisão? Ou ele vai enfim perceber que sempre lhe faltou o alimento mais essencial à vida: o amor?

De uma forma esplêndida, Janine Boissard juntou ópera e romance em sua obra Pela luz dos olhos seus. Infelizmente, o livro não cativou tanto assim. Não sei se pelo momento em que estava passando durante a leitura ou se pela narrativa em si.
Laura é uma assessora de imprensa de músicos, não muito conhecida, a caçula de uma família que parecia sempre colocar sua irmã mais velha em um pedestal de vencedora e ela, bem, ela era apenas Laura, um pouco bonitinha, mas sem grandes expectativas de um futuro brilhante. Após ouvir uma conversa entre sua mãe e sua tia sobre a comparação entre sua irmã e ela, Laura decide seguir um rumo diferente do que imaginaram para a garota. Hoje, vivendo na capital entre viagens e reuniões importantes sobre novos talentos musicais, Laura é requisitada para trabalhar com um grande tenor. Sem saber o porquê de tal escolha, já que ela mesma não lhe atribui grandes qualidades, aceita o trabalho e o tem como um grande desafio pela frente, já que o cantor é tornou-se cego após um acidente banal e hoje vive amargurado e ranzinza.
Porém, Claudio também é conhecido pela sua fama de mulherengo, sua ‘deficiência’ não o impede de ir atrás de novas conquistas sempre que pode. E assim temos nosso casal protagonista, Laura, miúda e simples, com pensamentos românticos sobre o cantor que a fez emocionar-se em uma das óperas mais lindas que ela já tinha presenciado e Claudio, o tenor amargurado, descrente sobre sentimentos reais e sobre alguma recuperação de sua visão.
O romance traz uma proposta nova, particularmente, eu nunca tinha lido um romance que mesclasse música (trechos de fato coerentes com a narrativa) e uma estória sobre amor. Confesso que me encantei com a forma que a autora mesclou tais pontos que tanto combinam em diversos momentos.  Após a leitura de Pela luz dos olhos seus, mais do que me interessei pela ópera e suas diferentes interpretações em cantores diversos. Janine soube nos deixar um pouco mais ‘conhecedores’ sobre tal espetáculo (para quem não tem conhecimento nenhum sobre, claro).
Os personagens estão bem construídos e incluídos em seu romance dramático e melódico. Claudio e todo o seu sofrimento após o acidente banal que o deixou cego e impossibilitado de interpretar o personagem que sempre quis atuar e cantar como. Laura e seu ‘trauma’ em achar-se não muito significante, mas ao mesmo tempo querendo fazer algo diferente do que pensaram que ela faria. Os pais de Claudio que não souberam lidar com o filho cego e sofredor. Seu agente e melhor amigo David, descrente de qualquer recuperação da visão de Claudio, mas o apoiando sempre para diminuir seu sofrimento e sempre o protegendo.
O que fez o livro não ser tão agradável foi o exagero que presenciei na narrativa. O exagero nas reações dos personagens, como em uma peça teatral altamente dramática e recheada de ‘frases de efeito’. Não sei se por que, no momento da leitura, eu estava mais do que atarefada com trabalhos e estudos e bastante estressada para ter a paciência e calma que um romance assim pode nos exigir, mas a narrativa não me agradou nesse sentido e a estória perdeu o encanto que pensei ter na expectativa pré-leitura.
O livro é dividido em três grandes partes: A primeira na visão de Laura, a segunda na de Claudio e a terceira narrando sobre os dois. A narrativa em terceira pessoa cativa aqueles que a preferem, conhecendo melhor a estória, seus personagens e o espaço em que estão inseridos. O tempo soou um pouco confuso a meu ver, mas nada que atrapalhe muito a leitura.
Contudo, essa foi a minha experiência particular e não deixo de recomendar Pela luz dos olhos seus a todos os amantes de romance mesclado à ópera e suas belíssimas canções que tanto nos tocam. Um drama que faz você suspirar e chorar junto.

14 dezembro 2013

A arte de Agnes-Cecile.

A artista Silvia Pelissero, conhecida pelo pseudônimo de Agnes-Cecile nasceu em 1991 em Roma. Segundo seu Site pessoal seu talento é autodidata.
Se a função da arte é transmitir algo, dês de inquietações e questionamentos à um simples  encantamento visual o trabalho dela me transmite uma sensação de leveza e beleza muito presente na figura humana, são olhos, cabelos e bocas ,e, talvez, pela aquarela geralmente trazer uma fluidez às obras isso fique mais evidente... Enfim, espero que gostem. Para encontrar mais trabalhos da Italiana acesse: Aqui!   
 
 
 
 
 

07 dezembro 2013

Pra gostar de... Belém.

Vista do Mangal das Garças. Belém: Uma contradição de natureza, asfalto e rico vs. pobre.

O post de hoje é dedicado àqueles que não conhecem o lugar onde moro ou que conhecem mas gostam de apreciar a cidade de Belém - PA. Pessoas próximas à mim sabem muito bem que não gosto muito da minha cidade, onde vivo e nasci. É, não gosto desse clima de verão o ano inteiro, não gosto das chuvas repentinas e consequentemente das ruas alagadas, não gosto do sistema de transporte público, não gosto da cultura regional (tecnobrega, um dos principais focos atualmente da 'cultura' paraense), não gosto muito das gírias paraenses, etc. Mas POR QUE fazer um post dedicado à esse lugar que tanto odeio? Mentira, não odeio, só que se pudesse morar em outro estado, eu moraria. Mas enfim, tentando mudar esse meu pensando de total aversão à cidade onde vivo, em minhas andanças por ela (com uma ótima companhia, por sinal ♥), tirei algumas fotos e através do que vi, posso ver características boas em Belém. Por que sim, a cidade onde moro tem sua beleza, e é bom saber disso. Com isso, decidi elaborar esse post, pra mostrar não só á mim mesma, mas à vocês leitores, algumas das belezas de Belém:


Vista do Forte do Castelo: Ponto turístico de Belém, perto do mercado do Ver-o-Peso(mais conhecido por aí). Esse ponto turístico é bem perto da baía do Guajará. Era a antiga proteção de Belém para eventuais combates. Nele também há um museu, com interessantes exposições; mas ainda preciso visitá-lo. rs


Pôr-do-sol no Forte do Castelo. Lugar lindo para uma visita acompanhada(o) do(a) seu namorado(a) ♥
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