28 setembro 2013

Sorteio - O poder da espada

ATENÇÃO: O resultado do sorteio Dose Dupla - Nicholas Sparks já está no formulário: Link aqui.


Pra quem leu a resenha do Breno Torres (aqui), percebeu que o livro agradou e muito o blogueiro; então resolvemos pedir o sorteio de um exemplar do livro para vocês, queridos leitores. E a editora aprovou \o/
Vamos às regras:

- Seguir o blog Meu outro lado
- Ser residente no Brasil
- Preencher o formulário abaixo:

a Rafflecopter giveaway

- OBSERVAÇÕES:
- O prazo para a divulgação do vencedor é de 10 à 15 dias após a data do término.
- O vencedor será contatado por e-mail para as informações necessárias.
- O livro será enviado pela editora. 30 dias para a entrega.

25 setembro 2013

Resenha - A outra vida

Nome: A outra vida
Original: The other life
Autor(a): Suzanne Winnacker
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: O mundo de Sherry — de uma hora para outra — mudou completamente. Por causa de um vírus muito contagioso, as pessoas que ela costumava conhecer, e quase todas as pessoas de sua cidade, Los Angeles, na Califórnia, se transformaram em mutantes assustadores. Esses mutantes têm uma força excessiva, são ágeis, o corpo é coberto de pelos, eles lacrimejam um líquido imundo e… comem gente! Portanto, não há muito o que fazer — talvez tentar fugir — quando se encontra algum deles. A não ser que você tenha ao seu lado a força e a determinação de um jovem como Joshua. Joshua perdeu uma irmã para os mutantes e sua raiva é tão grande que ele seria capaz de vingar todos aqueles que perderam alguém para as criaturas. No entanto, para que esta revanche aconteça, é preciso prudência. Afinal, até que ponto a disseminação deste vírus foi uma coisa realmente natural? Que poderosos interesses estão por trás desta devastação? E será que Joshua e Sherry conseguirão ter a cautela necessária para lutar contra as criaturas justo agora que seus corações estão agitados pelo começo de uma paixão?

A outra vida é um lançamento da Novo Conceito que me intrigou por sua sinopse. Nunca tinha lido algo apocalíptico com zumbis, mas me interesso em assistir The Walking Dead, ou seja, não seria problema ler algo do tipo. Pedi como cortesia e foi uma ótima escolha! A outra vida é instigante do começo ao fim. E te deixa eletrizado pela narrativa envolvente e o cenário fantasmagórico e assustador que é viver entre criaturas mortas-vivas que devoram seres humanos. Sem dúvida, foi um ótimo começo de leituras com zumbis.

Sherry vive com seus pais, sua avó, seu irmão Bobby e sua irmã pequena, Mia, num abrigo dentro de casa há mil cento e trinta e nove dias, sem luz do sol, sem a brisa do mar, sem sorvetes e o calor do verão, sem programas novos na TV e a amiga para falar sobre garotos. Apenas ela e sua família, sobrevivendo à raiva que se alastrou pela sua cidade. Os militares ordenaram para que as famílias vivessem em abrigos a partir de um determinado momento em que a raiva já não poderia ser mais contida. Eles disseram que voltariam. Mas até agora, não voltaram. A comida acabou, Sherry tem seu avô morto, no mesmo frizzer que a comida estava, seus irmãos precisam sobreviver. Seu pai decide sair do abrigo e ir em busca de alimentos, ajuda, qualquer coisa; a filha mais velha e responsável decide ir junto, mas eles não estavam preparados para o que há lá fora. Não é apenas uma doença contagiosa que se alastrou pela sua cidade, é algo bem pior.

A outra vida é surpreendente em sua narrativa. Não pude deixar de comparar com o que já tinha visto da série de TV sobre zumbis, The Walking Dead, mas não pude me prender à comparações; por que o livro de Suzanne é diferente da série, com personagens diferentes e estória diferente. Sherry é muito responsável e centrada nas questões importantes de sua 'nova' vida agora, mesmo para o cenário em que vive, uma adolescente como ela demonstra ser, é algo diferente. Um dos pontos fortes da trama.

O clima tenso pelas criaturas zumbis, pelo cenário devastador da cidade de Los Angeles e seus arredores convence o leitor de uma tal forma que a apreensão por Sherry, seus familiares e amigos que encontra pelo caminho em busca de sobrevivência é inevitável. Ainda temos o romance entre Sherry e Joshua, que a salva de um ataque de zumbis enquanto procurava com o pai comida. Joshua é um personagem interessante pelo sentimento de coragem e vingança que traz consigo. 

Os personagens secundários são igualmente interessantes e a trama não termina em apenas perseguições e cenas de ação e terror, há descobertas ao longo do caminho, há romance, há tragédia, claro, e drama mas ao mesmo tempo há passagens que podemos ver o 'antes' desse caos ter acontecido, o que traz nostalgia ao livro.

Enfim, poderia citar vários pontos fortes que me agradaram no livro, o li em pouquíssimo tempo por não conseguir largá-lo de mão e devorei a estória, não queria que terminasse pois sendo uma série, temos continuação da estória e agora estou muito curiosa para lê-la. Aguardo ansiosa o lançamento do segundo livro e recomendo à todos que gostam de leituras distópicas com zumbis, suspense e ação com pitadas de romance. 

21 setembro 2013

A arte de Mariana Cagnin.



Mariana Cagnin é formada em Artes Visuais pela Unesp, é ilustradora e também quadrinista. Eu conheci seu blog há algum tempo, porque ela disponibiliza para leitura online uma fanzine chamada Vidas Imperfeitas, a qual a mesma desenha e produz o roteiro, diga-se de passagem, com uma estória  muito boa!

Vidas Imperfeitas é uma obra sobre a bendita fase da adolescência, aquela em que todo mundo dá uma surtada, experimenta e aprende a beça (né!?). A Fanzine é focada na protagonista Juno Omura, uma garota temperamental, e que algumas vezes é confundida com um menino (justamente por seu jeito durão), conhecemos sua vida, seus sentimentos os seus amores e suas paixões.

18 setembro 2013

Resenha - Emma

Título: Emma; 
Original: Emma;
Autor(a): Jane Austen;
Editora: Martin Claret;
Revisão: Michele Paiva e Silvia Mourão;
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Ao comentar sobre Emma Woodhouse, Jane Austen brincou com seus leitores dizendo que Emma é o tipo de "heroína que ninguém, além dela própria, iria gostar muito". Entretanto, ela é irresistível, dona de uma personalidade singular e capaz de despertar no leitor o amor e ódio ao mesmo tempo. Emma é profunda, talvez por isso seja a única personagem dos seis livros publicados de Austen cujo próprio nome é também o título da obra. O livro é um ótimo exemplo de sagacidade e ironia, típicas da escrita de Jane Austen, e é considerado por muitos seus romance mais elaborado. A habilidade que a escritora teve em demonstrar os diversos aspectos da natureza humana, de forma bastante realista e afetuosa, eleva esta obra a uma sátira brilhante.


Meu caso com Jane Austen começou de uma forma tão sutil que eu nem mesmo percebi quando ela começou a se entranhar literariamente em mim tão profundamente como hoje o é. Começou quando, como bom rato de internet que sou, comecei mais um dos meus momentos eufóricos em que pesquiso sobre algo e vou clicando em todo tipo de link que possa aparecer na minha frente referente ao assunto de meu interesse. O assunto da vez? Um mais repetido do que qualquer outro, porém nem por isso menos interessante e inspirador: Feminismo. Como feminista que sou, pesquisar sobre grandes personalidades femininas e feministas do mundo e de sua história é algo pelo qual tenho grande paixão. Foi nessas andanças que descobri pessoas nas quais me inspiro profundamente hoje em dia: Coco Chanel, Amelia Earhart, Rainha Vitória – e, felizmente, num golpe de sorte num artigo sobre grandes personalidades femininas da literatura, vi o nome que de cara me encantou: Jane Austen.

“Considerada a primeira romancista do período moderno da literatura inglesa”: foi algo assim que li, eu acho. E o poder que essa frase causou sobre mim foi astronômico por alguns pequenos motivos:

a) “Romancista”: tenho enorme paixão por romances e prosa – a escritora que me chutou pro mundo da Literatura é a maior escritora de romances fantásticos do século (J. K. Rowling);
b) “Período Moderno”: é um período essencialmente rico em inovações literárias. Citá-las aqui não é necessário, mas é, sem dúvidas, o período mais revelador e revolucionário da escrita mundial;
c) “Inglesa”. Dispensa comentários.

Não precisava ter qualquer outra definição. Se houvessem apenas dito que “Jane Austen é uma grande escritora inglesa”, por mim, tudo bem. Pois sou tão deslumbrado, apaixonado e inspirado – além de um profundo estudioso sobre a história, valores e vida deste povo – por tudo que é britânico que basta apenas esta menção para me fazer ficar com cara de idiota para quem quer que cite este nome ou para onde quer que eu o leia/veja.

Consumou-se minha paixão por Jane Austen após descobrir o quão poderosa, forte e inspiradora – além de a frente de seu tempo e estonteantemente inteligente – é esta mulher. Através de artigos, monografias e outros textos acadêmicos e não-acadêmicos, estudei sobre seu estilo, sobre suas obras, sobre sua vida e seu pensamento, e me debrucei sobre sua história com paixão e dedicação. Após conhecê-la imensamente por estes pontos, faltava-me apenas entende-la da forma que deveria ser: lendo suas obras. O mínimo que qualquer fã – coisa que eu já me dizia desta escritora – deveria fazer.

Foi quando estava passeando – justo com a Jeniffer Yara (estudamos juntos, na mesma sala) – pela livraria lá da faculdade e dei de cara com livros que eram tão... Lindos, que eu não tive reação quando os vi. Apenas peguei, meio ofegante, um exemplar e o namorei.

Tinha uma capa linda. Com flores douradas reluzentes charmosamente desenhadas sobre um fundo verde-claro, o título “Emma” numa letra floreada e lindíssima debaixo do nome da escritora – que nem prestei atenção, já que estava abrindo o livro e ficando mais do que bobo com a sua parte de dentro: impecável na linda diagramação. Uma letra maravilhosa e legível, do tamanho certo; as páginas de verso antes dos inícios dos capítulos com belas flores desenhadas, como na capa; e os capítulos começando com uma letra caligráfica nas primeiras frases. Uma caligrafia que eu reconheci de cara, já que estava dentre os muitos documentos que li sobre certa escritora...

Foi quando imediatamente virei pra capa e arregalei os olhos.

Chamei a Jeniffer Yara. E nós dois entramos em crise eufórica por causa daquele livro.

Livro que descobrimos haver mais parecidos, já que a Martin Claret publicou uma nova edição especial dos livros de Jane Austen. Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Mansfield Park, Emma, A Abadia de Northanger e Persuasão: todos numa edição esteticamente divina que enlouquece qualquer colecionador e apaixonado por esta britânica de Steventon.

São seis livros. Havia várias opções para escolher o primeiro livro de Jane Austen que eu leria. Depois de um longo tempo de indecisão, no dia posterior (com a Jeniffer Yara desesperada para que eu me decidisse logo e voltássemos para a sala de aula), levei na sacola o livro que, de cara, foi o que me enfeitiçou. O livro que conta a história de uma... Complexa (pois esta é a palavra que encontro para resumir a grandiosidade desta estupenda protagonista), porém comum, entretanto nem tão comum assim (o que reforça o caráter complexo da srta. Woodhouse), mulher que, nascida numa sociedade aristocrata rural do início do século XIX, vive todas as desventuras e aventuras que eram permitidas a uma mulher situada num período social como o do fim do século XVIII. Uma grande mulher, através da qual conseguimos enxergar a vivência social de homens e mulheres na antiga Inglaterra e as consequências que as vivências destes seres podem acarretar a seus mundos e relações. Uma grande obra que leva o nome de sua grande heroína – e não por menos: Emma.

Não há como começar sem dar foco à personagem a qual toda a obra gira em torno: Emma Woodhouse. Realmente, como a sinopse promete, não conseguimos amá-la, e muito menos totalmente odiá-la. Emma é uma complexíssima protagonista – sem dúvidas a mais complexa que já vi/li (e por isso mais perto da perfeição descritiva) –, cheia de inteligência, astúcia, imaginação, intenções, orgulho, poder social e grandiosidades: características que a tornam apaixonante; mas, ao mesmo tempo, entretanto, tão mesquinha, irredutível, egoísta, um tanto inescrupulosa e até mesmo hipócrita que mal conseguimos deixar de revirar os olhos e se irritar internamente com sua performance durante alguns momentos da leitura. E é exatamente isso que a faz uma brilhante criação: Emma é como um ser humano é – imperfeito. Com seus calos, porém com sua maciez; com seus espinhos, entretanto com toda a beleza e perfume da singularidade que apenas ela consegue ter e trazer aos olhos e imaginação do leitor.

A escrita de Emma é brilhante: a capacidade de Austen de dar tamanha profundidade a um enredo situado em lugares e situações aparentemente corriqueiras de uma realidade por muitos taxada como “sem graça” é deslumbrante. Apenas alguém com profunda sensibilidade e humanidade pode fazer isso com tamanha maestria, e sem precisar de um quê exageradamente erudito, monótono e prolixo que muitos livros clássicos trazem: sua linguagem é simples, porém requintada; é dita de forma clara, mas requer atenção ao contexto e aos traços ínfimos trazidos de diversos pontos do enredo para que tudo faça sentido.

Tem diálogos compridos, eloquentes e com aquela forma de expressão formal e culta que amadores da verbalização britânica aristocrata irão se apaixonar; seus personagens são profundos, complexos e com grande caráter criativo, todos debruçados numa narrativa calma, que corre num ritmo tranquilíssimo, com os quais você ganha tamanha intimidade que se vê muitas vezes adivinhando suas ações e comportamentos através do conhecimento explicitado por Austen de seus arquétipos. A obviedade íntima nunca caiu tão bem nos personagens de outra obra quanto em Emma, livro o qual, ao mesmo tempo que é transparente com os personagens, é obscuro e misterioso no enredo. Dificilmente consegui imaginar os fatos decorrentes pela capacidade bárbara de dramatização que este livro possui. Jane Austen faz de uma sociedade rural simples um poço de inovações, suspense e emocionantes surpresas, o qual nos conquista e nos deixa ainda mais apaixonados do que imaginaríamos ficar com um simples livro de capa bonita e diagramação legal.

Um grande livro, com uma grande heróina, rodeada por grandes personagens que, situados num grande enredo, são criações de uma gigantesca escritora: Emma, de Jane Austen – uma brilhante obra que realmente merece ter sido eternizada como um grande clássico da literatura inglesa. Tornou-se uma das minhas obras favoritas (sem dúvidas o meu livro de literatura clássica predileto) e teve grande papel em marcar Jane Austen como uma das minhas escritoras favoritas.


Você, sinceramente, leitor, deveria ler este livro. Afinal: o que há demais em se perder em um pouco de boa literatura britânica antiga? Ainda mais se escrita pela pena da brilhante e eterna Jane Austen?


P.S.: Apenas um pequeno detalhe que esqueci de mencionar quanto à edição por causa da euforia em descrever sobre o enredo e a obra de Jane: a revisão. É, infelizmente, uma das revisões mais dispersas que já vi. É esquisita a forma com que o começo é lindamente organizado nesse sentido, com todas as vírgulas e tudo no lugar, mas, a partir do meio do livro, como a coisa desanda e coisas absurdas são vistas, até. Como a quebra de parágrafo antes de terminar o conteúdo do parágrafo, palavras escritas erradas e esse tipo de coisa. Foi realmente uma decepção nesse sentido - mas apenas nesse. É como eu sempre digo: não deixe de ler tão linda obra em tão magnífica edição especial por causa deste mero detalhe. Se você leva revisão como um detalhe, lógico (como eu me esforço pra fazer).

15 setembro 2013

Resenha - Paperboy

Título: Paperboy 
Original: The Paperboy
Autor(a): Pete Dexter
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.
As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.

Paperboy me surpreendeu. De uma forma boa ou não, eu ainda não sei conceituar, confesso. Não foi uma leitura ruim, mas também não foi uma leitura maravilhosa. Quando o terminei, fiquei sem saber como defini-lo como experiência literária. Acredito que esse seja um dos livros em que ficará a incógnita.

Hillary Van Wetter é condenado à cadeira elétrica pela morte de um xerife conhecido e admirado na região onde vive, Charlotte Bless, a 'caça-prisioneiros' que por uma estranha fixação com condenados à morte o conhece através de uma notícia num jornal, se interessa por Hillary indo atrás de dois jornalistas conceituados para investigar sobre o caso e inocentá-lo. Os jornalistas são Yadley Acheman, o jornalista literário e Ward James, irmão de Jack James, o narrador da estória.

É, o narrador da estória na verdade não é um dos jornalistas ou Hillary, que poderia ser nosso protagonista, é o coadjuvante, Jack. E isso não é ruim.  A trama começa com estórias passadas sobre Hillary, sua família e o xerife assassinado. O espaço em que acontece é uma pequena cidade do interior com pessoas em seus costumes e ambientes 'estranhos'.

Vemos a relação família entre Ward e Jack, dois irmãos diferentes, criados em um ambiente jornalístico, onde Jack renuncia essa 'ordem' de crescer e ser um jornalista de sucesso, diferente de seu irmão que vai para a cidade e torna-se o orgulho de seu pai, outro personagem interessante. Yadley é o que mais irrita da figura prepotente e arrogante que ele é, com sua escrita maravilhosa mais superficial ao jornalismo, ele pode ser tido como um personagem que faz a trama engraçada, algumas vezes, e também irritante. Hillary e Charlotte são personagens não muito bem definidos, Hillary é enigmático em certos pontos, é intrigante.

Na leitura de Paperboy percebemos que não se trata somente de um thriller em si, mas um livro com gêneros diferentes. Há a investigação que aguça nossa curiosidade, a narrativa de Jack que tem sua visão panorâmica de quase tudo também é um ponto forte e as cenas reais e cruas idem. Porém, li muitas cenas que achei desnecessária e ainda não sei para quê contribuíram à estória.

Nem Hillary, nem Ward, nem Jack são protagonistas em Paperboy, não sei se posso definir um protagonista nessa estória. E não achei isso ruim. Paperboy é um romance gótico, com suas estórias cruas e impactantes, onde a narrativa te leva à querer mais e mais. Não sei ainda se o desfecho do livro me agradou, como disse antes, estou sem saber como definir a leitura dele, mas podem ter certeza que a obra mexeu comigo. De uma forma boa ou não, ainda não sei.

Recomendo à todos os curiosos sobre o livro, que se tornou o filme com Zac Efron e Nicole Kidman (Preciso assisti-lo), e à todos que se agradam de um romance gótico, estranho, recheado de suspense e incógnitas.

12 setembro 2013

[Filme] A Datilógrafa.

 Nome: A Datilógrafa.
 Nome Original: Populaire.
 Direção: Régis Roinsard.
 Produção: França/ 2012.





     Trailer


Na calada da noite Rose Pamphyle (Déborah François), ainda sem muito jeito, datilografa seu nome numa máquina de escrever que está à venda no armazém de seu pai. Resolve assim, abandonar Santo Frembo no interior da França para tentar realizar o sonho de ser uma secretária e  fugir do casamento arranjado pelo seu pai com o filho do mecânico.


Chegando lá em meio à concorrência de moças que também anseiam pelo cargo (naquela década ser secretária era glamoroso e estava na moda) a insistente Rose destaca-se por datilografar rapidamente, mesmo que utilizando apenas um dedo de cada mão, e assim conquista seu tão sonhado emprego e as graças de seu chefe Louis Échard (Romain Duris) que fica pasmo com a habilidade e beleza da moça.




Rose é um verdadeiro desastre como secretária, a ponto de Louis, um competidor por natureza, lhe impor que para que ela continue no emprego deve ganhar o campeonato regional de velocidade em datilografia. Rose sonhadora como só ela, topa participar e a relação dos dois passa a ser de treinador e pupila, além da de chefe e secretária. Rose passa a morar com Louis de modo que passam a treinar avidamente e finalmente chegar à final que será disputada em Nova York.  Aos poucos seus universos vão se encontrando o que propicia um clima de romance e descobertas, ainda como amigos e logo em seguida a paixão.
Rose vence todas as etapas, fica muito famosa (muito famosa mesmo) e viaja com Louis. No hotel Rose tem a sua primeira noite de amor, essa cena é linda! No entanto, logo no dia da final do campeonato eles se desentendem e bom, daí só assistindo mesmo pra saber!
O filme é doce e bem família. É a estreia de Régis como diretor e com toda a certeza ele conseguiu deixar o filme super interessante, apesar de ser clichê. O longa é uma homenagem aos filmes  de comédia romântica do final dos anos 60.

Bom, foi inevitável lembrar da Audrey Hepburn, principalmente pelo corte de cabelo da Rose. O filme é ótimo pra quem curte uma pegada Vintage, seja na moda ao estilo do filme propriamente dito, as passagens de cena são parecidas com as de filmes antiguinhos mesmo. Tem uma fotografia belíssima e está Recomendadíssimo!
Ah! importante lembrar que o filme obteve cinco indicações ao césar (semelhante à um Oscar)!


08 setembro 2013

Resenha - O Poder da Espada

Nome: O Poder da Espada;
Nome original: The Blade Itself;
Autor(a): Joe Abercrombie;
Editora: Arqueiro;
Revisão: Milena Vargas e Natalia Klussmann;
Onde comprar: Compare preços;
Sinopse: Sand Dan Glokta é um carrasco implacável a serviço da Inqiuisição de Sua Majestade. Nas mãos dele, os supostos traidores da Coroa admitem crimes, apontam comparsas e assinam confissões - sejam eles culpados ou não. Por ironia, Glokta é um ex-prisioneiro de guerra que passou dois anos sob tortura.
Mas isso nunca teria acontecido se dependesse de Logen Nove Dedos. Ele jamais deixaria um inimigo viver tanto tempo. Só que isso foi antes. Agora ele está decidido a mudar. Não quer ser lembrado apenas por seus feitos cruéis e pelos muitos inimigos que se alegrarão com sua morte.
Já a felicidade do jovem e mulherengo Jezal dan Luthar seria alcançar fama e glória vencendo o Campeonato de Esgrima, para depois ser recompensado com um alto cargo no governo que lhe permitisse jamais ter um dia de trabalho pesado na vida. Mas há uma guerra iminente e ele pode ser convocado a qualquer momento. Luthar sabe que, nos campos do Norte gelado, o embate segue regras muito menos civilizadas que as do esporte.
Enquanto a União mobiliza seus exércitos para combater os inimigos externos, internamente se formam conspirações sanguinárias e um homem se apresenta como o lendário Bayaz, o Primeiro dos Magos, retornando do exílio depois de séculos. Quem quer que ele seja, sua presença tornará as vidas de Glokta, Jezal e Logen muito mais difíceis. Agora a linha que separa o herói do vilão pode ficar tênue demais.
Sucesso entre os leitores de George R. R. Martin, a trilogia A Primeira Lei teve os direitos vedidos para 24 países. Os próximos títulos da série são Antes da Forca e O Duelo dos Reis.


É uma coisa meio estranha de admitir, cinco anos depois, mas, sim, é preciso: Christopher Paolini agora divide o pódio de meu autor favorito de fantasia épica.

Pois quem senta ao seu lado, no trono de ouro, é Joe Abercrombie.

Eu, honestamente, não imaginava o quão estupendo poderia ser O Poder da Espada, nova aposta de fantasia da editora Arqueiro. Recebi esse livro em mãos quando estava lendo um com uma vibe totalmente diferente da que este repassa; quando finalmente o segurei para ler, até dei um suspiro. Eu já havia tido experiências não muito agradáveis antes com fantasia épica, desilusões que eu realmente não esperava ter por serem com obras consagradas e praticamente tombadas como patrimônio criativo épico-fantástico mundial. Arriscar-me de novo nesse chão, onde eu só havia tido sucesso com uma saga – O Ciclo da Herança, de Paolini –, não me parecia muito sensato. Mas eu precisava lê-lo. Não só pela esperança de desmistificar minhas sensações ruins quanto a livros deste cunho, mas também porque era um lançamento de uma de minhas editoras favoritas, e ela esperava retorno.

Então abri o livro, me concentrei na primeira página.

E, de verdade: quase não larguei mais até acabar.

O Poder da Espada, narrado no estilo POVs (Points of Views), conta as histórias de vários protagonistas em torno de uma grande trama. Enquanto o torturador Sand dan Glokta vive uma vida amarga tendo o poder de confissões de grandes homens de uma Coroa poluída e a confiança de poderosos homens interessados em seus ganhos, o sangrento Logen Nove Dedos, que acabou de perder tudo – sua família, seu bando e sua força de vontade de continuar vivendo sob uma fama de terror, assassinato e sangue –, é clamado pelo misterioso e lendário Bayaz, o Primeiro dos Magos, para juntar-se ao mesmo em uma jornada mais repleta de magia, descobertas e perigos do que um homem Nomeado e de novo coração pode imaginar viver. Jornada que pode acabar interferindo até mesmo na vida do bon vivant Jezal dan Luthar, o qual, à beira de um campeonato que pode mudar sua vida com respeito, glória e reconhecimento, redescobre lados de si mesmo que nunca ousou imaginar possuir e se prepara para uma guerra que há tempos muitos homens não haviam ouvido falar e lutado. Uma guerra iminente de uma nação poderosa, cheia de conflitos políticos, pessoais, personagens históricos ressurgentes e magia contra inimigos longínquos, governados pelo sanguinário, impiedoso e misterioso poder de um poderoso inimigo. Uma guerra que mudará o rumo de tudo e todos em suas histórias.

Falando sobre o livro, algo muito importante em livros que propõem prólogos é que estes consigam tanto animar o leitor quanto instiga-lo a continuar com a leitura do livro. O prólogo de O Poder da Espada é ótimo: finalmente cumpriu esta função – já que alguns que peguei recentemente eram simplesmente coisas quase totalmente nada a ver com o enredo do livro. Fiquei realmente instigadíssimo.

É um livro de um mistério e suspense maravilhosamente montados, que sabe segurar e ansiar o leitor para que este continue a devorar as deliciosas páginas escritas por Abercrombie. Escrita, aliás, que é de uma riqueza comedida e agradável em descrições, além de dotada de um ritmo gradativo que só cresce, desenvolve e enriquece o enredo. Neste livro, nunca a leitura se torna atravancada ou é desmotivadora. É engraçado em alguns pontos, repleto de cinismo e sarcasmo, além de trabalhar com interesses políticos e disputas que envolvem pessoas inescrupulosas, cruéis e maquiavélicas – um prato cheio para quem é fã e para aqueles que querem começar a ler literatura fantástica épica.

É um livro que surpreende com mínimos detalhes e o caráter brusco que sua sociedade sedenta pelo poder, medieval e deliciosamente fantástica traz. As cenas de luta são impecavelmente bem descritas e emocionantes: mais do que eu esperava, até (quem tem estômago mole deve ter um pouco de cuidado: o escritor é sincero com o que imaginou nas cenas mais violentas). Não me senti com vontade de pular algum narrador específico, também, coisa que é muito comum quando lemos coisas em estilo POVs. O comportamento completo dos personagens, que são fieis às suas personalidades, é interessante e incrivelmente cativante. Esta linearidade empática de todos os personagens é estonteante. Você simplesmente ama todos os personagens de O Poder da Espada. Se assusta com um ou com outro aqui e acolá, discorda do ideal de alguns (o que é completamente normal), mas não pode negar que gosta de lê-los e acompanha-los. Coisa que pra mim, além de difícil de ser feita, é fantástica quando acontece.

O Poder da Espada: um livro inteligente, composto por personagens maravilhosos e escrito por um homem de talento surpreendente e possuidor de uma destreza literária inegavelmente brilhante. Eu realmente não havia ficado tão animado, instigado e apaixonado por uma literatura fantástica épica desde Christopher Paolini e sua fantástica criação, O Ciclo da Herança. (Eragon) Eu quero e preciso ler a trilogia A Primeira Lei, de Joe Abercrombie. É uma necessidade literária real e incontestável.

Por favor, leia O Poder da Espada. Seja você conhecedor de literatura fantástica épica ou não. Acredite: vale a pena se inebriar nestas 480 páginas.


P.S.: Quase esqueci de comentar, puxa. Só há duas coisas que eu criticaria neste livro:

1) A editora realmente poderia ter caprichado um pouquinho mais na diagramação, né? Ter colocado fontes mais elaboradas nos títulos dos capítulos, ter feito algo mais impactante e bonito de se ver (tanto na organização quanto no design das páginas);

2) Por ser um livro de literatura fantástica épica, senti MUITO a falta de elementos que normalmente existem neste tipo de livro. Um mapa para mostrar a geografia do mundo onde se situa a história (principalmente); um apêndice com explicações que poderiam enriquecer não só o enredo, mas também o fluxo criativo do leitor e o entendimento do mesmo perante vários aspectos; uma página de ensino de pronúncia de nomes também seria divertido, e outras coisas que poderiam ser somadas ao livro e deixa-lo, em questão de conteúdo, mais completo do que já é.

Mas nada que prejudique o livro, é claro. Nada mesmo. Pode ler à vontade, entregue e sem medo. Acredite.

06 setembro 2013

[Filme] Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos

Nome: Os instrumentos mortais - Cidade dos Ossos
Original: The Mortal Instruments - City of Bones
Direção: Harald Zwart
Atores: Lily Collins, Jamie Campbell Bower, Jonathan Rhys Meyers,Kevin Zegers, Robert Sheehan, Jared Harris.

Trailer
Mais informações



Quando sua mãe é atacada e levada de casa em New York por alguma criatura, uma aparentemente adolescente comum, Clary Fray descobre coisas sobre seu passado e linhagem durante sua busca para salvá-la. E isso muda toda sua vida.

Mais uma saga sendo adaptada para os cinemas e não, não vamos cometer a grande gafe e calúnia em dizer que será 'O novo Crepúsculo'. Por mais que eu goste de Crepúsculo, odeio comparações. Ainda mais com sagas tão diferentes. Eu vi isso na divulgação de Dezesseis Luas e achei péssimo, por que quando assisti ao filme, não vi quase nada em comum com os filmes e consequentemente com os livros. E até pode ser que eles se refiram à 'um novo Crepúsculo' em relação à fama que irão ter, mas ainda acho gafe falar isso com Cidade dos Ossos. 


Por que Cidade dos Ossos é totalmente diferente, de qualquer saga que já li ou já ouvi falar. Ele tem alguns elementos que podemos ver em outros livros e sagas, mas achei tão interessante toda a estória, ambientada nos dias atuais, Clary como a mocinha não tão indefesa. O melhor amigo mundano tomando para si a coragem de Clary, junto à ela. Jace, o anti-herói(?) tão apaixonante. Alec, seu melhor amigo que nutre mais sentimentos por Jace do que ele gostaria. Enfim, não posso me estender muito pois só li o primeiro livro da saga e faz um bom tempo. O que posso dizer do filme em si?! Uma boa, se não ótima, adaptação.


Gostei das escolhas dos atores, amo o ator Jamie Campbell, que interpreta Jace, confesso que tenho uma queda por seu porte físico e por isso gostei dele no filme. Porém, ele não me convenceu muito como Jace, pelo que lembro do personagem, ele é mais enigmático quanto à Clary, e no filme, me pareceu sensível demais. Mas Clary foi uma ótima escolha, assisti a atriz Lily Collins em Espelho, Espelho meu e não consigo perceber semelhanças entre aquela garota naquele filme de comédia infanto-juvenil e com a garota que fez Clary, tão desesperada em encontrar sua mãe, tão determinada a superar seus medos, ela incorporou sua personagem. Robert Sheehan foi uma grande e linda surpresa pra mim ao vê-lo no filme como Simon! Eu não tinha me informado muito sobre o filme antes de assisti-lo, por isso a supresa. Robert é um ótimo ator e fez muito bem Simon, claro.


Falando do filme no geral, achei boa e quase ótima adaptação pelas cenas escolhidas, tais cenas que achei principais no livro. Não sei quem leu o livro recentemente, mas assistindo ao filme, consegui lembrar das cenas no livro perfeitamente. Os efeitos especiais são um quê a mais, que fazem a diferença em um filme com seres sobrenaturais e tanta fantasia. A trilha sonora perfeita também, senti falta de Florence and The Machine, essa banda é perfeita para cenas de ação ou até cenas românticas, em Dezesseis Luas a música de Florence caiu perfeitamente, me lembro dos arrepios que tive quando ouvi a música no cinema, mas o que tive em Cidade dos Ossos foi Demi Lovato, e olha, não decepcionou tanto (risos).


O filme ainda traz pitadas de humor em várias cenas, não sei se intencionalmente, mas em algumas cenas fiquei em dúvida se o humor estava ali no filme mesmo ou se o público achou a cena (séria) engraçada. Aliás, a única coisa que estragou a sessão no cinema com Cidade dos Ossos foi o público que estava ali, adolescentes querendo chamar atenção comentando coisas que achavam ser engraçadas durante o filme me tira a paciência que não tenho. 

Enfim, não posso me estender mais sem contar spoilers do livro aos que não leram. E também do filmes, aos que ainda não viram. Mas nessa época, cheia de adaptações de livros para o cinema (que eu espero não me cansar ou enlouquecer querendo comprar e ler todos os livros adaptados), Cidade dos Ossos é uma boa adaptação para assistir no cinema. Pra quem leu a saga ou para quem está curioso com o filme (leia o livro, por favor), é um bom filme sobre fantasia, ação, seres sobrenaturais, traição, segredos de família e ainda com pitadas de humor. Acredito que o filme não decepciona os fãs da saga e isso é o que mais importou, pra mim, é claro.

02 setembro 2013

Resenha - Lua das Fadas

Nome: Lua das Fadas;
Autor(a): Eddie Van Feu;
Editora: Escala;
Ilustrações: Carolina Mylius;
Revisão: Josephine Samuelle;
Onde comprar: bancas de revista;
Sinopse: Depois que a melhor amiga Analice desaparece misteriosamente, Bianca recebe estranhas pistas de que ela possa estar no Mundo das Fadas. Buscando ajuda pelo anjo encarregado do reino dos elementais do Ar, Rafael, Bianca acaba conseguindo como guia o anjo Zacariel, que não parece muito confortável nesta missão.
Antes de tudo, eles precisam conseguir o Elixir de Tir Nan Og com a Rainha Paralda, sem o qual Bianca virará pó quando (e se) voltar para seu próprio mundo. Em seu caminho, eles encontram fadas, ninfas, sereias, sátiros, elfos e cidades de humanos desaparecidos, sempre tentando evitar a temida Corte Unseelil, o terror do Reino das Fadas. Mesmo discutindo quase o tempo todo, Bianca e Zacariel precisam unir suas forças para sobreviver e encontrar Analice, enquanto tentam compreender seus próprios sentimentos e descobrir quem afinal está guiando quem e para onde.



Todo mundo que me conhece sabe o quanto sou perdidamente alucinado por fadas e o quanto pesquiso, estudo e escrevo sobre elas. A coisa ficou séria mesmo, após anos de devoção à Sininho e sua franquia (com outro nome, Tinker Bell) no Disney Fadas, quando li O Inverno das Fadas, da escritora da qual sou muito fã Carolina Munhóz. Foi a partir daí, ao conhecer o quanto que estas criaturas podem ser interessantes e muito menos convencionais do que podemos imaginar, que comecei a pirar nas feéricas e me esforçar para me tornar um profundo conhecedor sobre as mesmas e os mitos que as envolvem.

Foi nessa pesquisa que descobri este livro. Lua das Fadas, eu logo viria a descobrir, seria um livro de banca, e que me custaria um irrisório valor de quinze reais para obtê-lo. Mas foi só após compra-lo que tive a mais linda das surpresas: a escritora – a inteligentíssima Eddie Van Feu – era brasileira! E ainda mais: ela é a escritora da famosa e interessante revista Wicca, uma das minhas leituras favoritas dos tempos de Ensino Médio.

Foi como reencontrar uma velha amiga que sempre tem boas histórias pra contar. E Eddie, minha velha amiga, me deu o prazer de me contar mais uma de suas deliciosas histórias com Lua das Fadas – desta vez sobre Bianca. Uma garota que, após ter a melhor amiga levada para outra dimensão durante o uso do mal falado tabuleiro de oui-ja, vive inúmeras aventuras na busca por Analice no suntuoso, encantado e misterioso Reino das Fadas. Isto com a ajuda de um misterioso anjo: Zacariel (ou simplesmente Zac), que poderá lhe causar mais sensações e sentimentos que poderia esperar de sua jornada.

Como estudioso sobre fadas e suas peripécias, me apaixonei logo de cara pela consistência história e mitológica das aventuras de Bianca e Zac com seres mágicos – que não são apenas, como acusa o título, fadas. No mundo de elfos, goblins, fadas, gnomos e dragões de Eddie Van Feu, há muita verdade nas formas com que a mesma retrata as personagens mágicas. Tomei um lindo susto quando me deparei com uma Banshee e uma Leanan Sidhe nas páginas do livro, por exemplo – tipos de fadas que quase nunca são trabalhadas em histórias fantásticas, oriundas da deslumbrante mitologia celta-irlandesa. Mas é o que se espera de uma estudiosa, escritora e praticante de magia como Van Feu.

De um ritmo dinâmico e escrita divertida, inteligente e jovem, Lua das Fadas é um daqueles tipos de literatura infanto-juvenil que não são de ocos de conteúdo e sem qualidade criativa. É um livro espirituoso, cômico e por vezes até um tanto cruel, comedido no que se propôs a apresentar: comedido no romance, na aventura, na comicidade; na fantasia; na narração; nos mistérios: é um livro que segura o leitor e o deixa curioso até o fim – e, sim, o surpreende com um final criativo, leve e digno de filme de Hollywood.

E além de tudo isso, é o livro mais interativo de literatura fantástica que já li! No meio dele, existem imagens de algumas criaturas mágicas que aparecem no decorrer da história e, no fim, ainda tem vários desenhos lindos de pessoas e cenas do livro – e, de quebra, uma gentil e honesta carta ao leitor que fala um pouco sobre o processo criativo do livro e que ainda nos dá acesso a um blog para que nós, leitores, fiquemos sabendo como foi para Eddie Van Feu escrever o livro que diz “FIM”, mas que não realmente termina. Já que a escritora ainda fez questão de colocar pra gente um conto de quinze folhas sobre a história do personagem mais misterioso e cativante da história, o que deu ao livro um complemento maior e só enriquece nossa imaginação.

Tem algo mais legal que isso? Um escritor interessado, carinhoso ao ponto de fazer todo o possível para incrementar nossa leitura e fluxo criativo? O livro só teve um probleminha: sua revisão não é tão bem feita. Há alguns erros de revisão gritantes que, sinceramente, me incomodaram um pouco. Mas nada que destitua a brilhante história de Lua das Fadas. Me diverti muito e quero mais e mais de Eddie Van Feu! E, realmente, como descobri depois desta resenha já estar pronta (esta linha é uma adição posterior à produção), a continuação de Lua das Fadas foi lançada: O Trono Sem Rei já está disponível para compra, e tenha certeza de que muito em breve aqui, no Meu Outro Lado, você conferirá a resenha deste livro de Eddie Van Feu.

“Um bater de asas pra você, iluminadas, doces e com cheiro de maçã!”

Você entenderá o porquê de eu ter dito isso.

Mas só se ler o livro. Haha!

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