31 julho 2013

[TAG] Alfabeto Literário

Hey! Há quanto tempo não posto uma tag que me indicaram; uma pena a falta de tempo pra responder as que me indicaram com calma e indicar também os blogs. Mas hoje tive tempo e vou responder á tag que a Isi, do blog de Dai para Isie , me indicou ><

- Regras

1) Você deve escolher cinco letras do alfabeto (no máximo, para o post não ficar muito grande), podendo ser aleatórias ou seguidas, e mandar para cada blog que você escolher, uma sequência.

2) O blog que receber a tag deverá escolher cinco livros que comecem com as letras que foram indicadas. Artigos não contam. Ex: " O mundo acabou". O artigo "O" não conta como letra "O", ou seja, o que vale são as letras da palavra secundária, nesse caso, a letra "M".

3) O número de blogs e letras depende de cada um. Na ausência de TODAS AS LETRAS, o leitor poderá fazer sua listinha de livros. Para participar da tag, você deve ter sido tagueado, O.K.?

I - Iniciação, A. Círculo Secreto.



Primeiro volume da série de L. J. Smith ♥ Amo a autora, amo sua narrativa, e por mais que esse livro seja mais introdutório, já me apaixonei pela saga, acredito que os outros volumes sejam melhores e mais densos. Uma pena terem cancelado a série de TV (Fiquei INDIGNADA), mas enfim. Recomendo aos fãs de romance sobrenatural com alta qualidade na descrição de todo esse mundo fantástico.


L - Lado bom da vida, O.

Esse é um livro que li e que amei! É, diferente do que eu li sobre esse livro em alguns blogs literários, eu realmente gostei desse livro, de Patch, de como os personagens são loucos, de como eles me enlouqueceram e me deixaram com raiva algumas vezes. Enfim, é um livro que mexeu comigo. E recomendo muito. 

M - Menina que roubava livros, A.

E o que falar sobre esse livro?! Demorei alguns anos para voltar à leitura dele, por que quando o peguei para ler era muito nova e não tinha me interessado pela estória, mas depois de tanto ler sobre ele por aqui, tive que dar uma chance ao livro e o comprei. Já não era sem tempo! Que leitura maravilhosa eu tive, por mais triste que possa ter sido ><

O - Orgulho e Preconceito

Meu primeiro livro de Jane Austen ♥ O livro tão famoso dela, Mr. Darcy tão irritantemente apaixonante! rs É meio clichê recomendar Jane Austen, recomendar Orgulho e Preconceito e escrever sobre o quão bom esse livro é, então, leiam ><

R - Resposta Certa

Foi o segundo livro de David Nicholls, depois de Um dia, eu precisava ler mais do autor e Resposta Certa me cativou. Não tanto quanto Um dia, mas me cativou ainda assim. Amo romances com nerds desastrados e sarcásticos ♥ 


Como estou meio que desatualizada um pouco dos blogs que acompanho, quem quiser fazer a tag em seu blog, me avise por comentário e eu indico as letras >< 

Imagens: Google Imagens.

25 julho 2013

Resenha - A Vez da Minha Vida




Nome: A Vez da Minha Vida;
Nome original: The Time of My Life;
Autor(a): Cecelia Ahern;
Editora: Novo Conceito;
Onde comprarConfira preços;
SinopseCerto dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, há um envelope de ouro no tapete. E um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família. Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez — e histórias que contou — também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente — a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy Silchester tem um compromisso com sua vida — e ela terá de cumpri-lo.

       “Cê vai ler esse livro?” Minha amiga me perguntou pelo Messenger, mandando, logo em seguida, a página de A Vez da Minha Vida no Skoob.
É bom?” Perguntei, monossilábico, clicando e lendo a sinopse.
É, ué. É da Cecelia Ahern.
Ok.” Eu estava mesmo monossilábico. Não era o meu melhor dia.
Você não sabe quem ela é, né?
Pois é.
Ela é bem famosa. Escreveu P.S. Eu te Amo”.
Ahh...

Meu coração amoleceu. Reli a sinopse com outros olhos após descobrir que era uma criação da mesma autora daquele lindo e emocionante livro que virou filme, e foi estrelado pela mulher que parece a Jeniffer Garner, mas que não é a Jeniffer Garner. Marquei orgulhosamente aquele livro com aquela sinopse inspiradora como Vou ler; um dia depois, no entanto, desmarquei, cheio de pena. “Não tenho dinheiro pra comprar esse negócio”, admiti de uma vez enquanto excluía A Vez da Minha Vida da minha estante online. Eu tinha mais uns trocentos livros na fila de espera para ler; não queria me sentir tentado a furá-la. Aquele livro poderia ficar pra depois. Tipo três anos depois.

Mas, outra vez, graças à intervenção bibliófila divina da Jeniffer Yara, eu peguei o livro dois meses depois desse episódio com minha amiga, no Messenger. E, honestamente, que bom.

A história fala de Lucy Silchester – uma mulher que, perdida no próprio caminho e afogada nas mentiras e traumas que criou e sofreu, encontra-se com sua própria vida: um homem de aparência repugnante, rude e desgostoso (com o constrangedor nome Cosmo) que não faz nada mais além de virar de cabeça para baixo sua rotina, relações e realidade, tudo para alcançar um objetivo que, para muitos de nós, parece ser simples: fazê-la enxergá-lo. Fazê-la enxergar e viver sua vida. Independente do quão árduo fosse chegar até lá.

A Vez da Minha Vida, para mim, foi, primeiramente, um suspiro de alívio: após sucessivas leituras densas e dramáticas, este livro leve e descontraído deu um ar de calmaria para minha vida de leitor. Só, por favor, não se engane com essa afirmação: ainda que leve, o livro de Cecelia Ahern é repleto de questões e linguagem metafóricas, o que faz dele um livro rico: rico em sua simplicidade. Tem uma escrita tão, mas tão saborosa que flui sem parar: é o perfeito tipo de livro para se acabar em uma semana (ou bem menos que isso), apesar de suas boas 384 páginas.

Com inteligentes jogadas de enredo, tem uma ironia divertida, descontraída e marota que persiste capítulo após capítulo, sendo impossível, de vez em quando, segurar um sorrisinho de lado – além de que possui uma coisa interessantíssima que percebi como um traço do estilo da autora: o inesgotável jogar, conversar com o leitor. De acordo com o passar da história, narrada de forma tão, mas tão leve (quantas vezes eu já repeti “leve” nessa resenha?), muitas vezes até mesmo divagadora e desinteressada, o texto cria tamanha intimidade com o leitor que parece ser uma bem-estruturada fofoca – contada pela sua melhor amiga de forma dinâmica e inteligente e protagonizada por uma destrambelhada tal de Lucy, que, de tão atolada nas próprias desventuras e decepções, precisa de alguém dizendo ser sua vida para perceber tê-la ignorado. E perdido.

Só mais um crucial comentário, já que essa resenha já está por demais grande: pode parecer meio bobo, mas o livro todo tem o perfeito enredo para uma linda e inteligente comédia romântica de cinema. Todas as situações, conversas, desfechos – tudo é meio cinematográfico, como se houvesse sido escrito para ser adaptado para as telonas. Tenho até quem seriam meus atores prediletos* numa adaptação! É um dos pontos mais fortes do livro, a meu ver: a bobice cômica e não-convencional que o torna tão real e identificável para nós, atores da vida real.

Sem dúvidas, emocionante: recomendo A Vez da Minha Vida para todos aqueles que curtem ler sem compromisso; que curtem, de vez em quando, ler para relaxar, rir e se ver retratado num caricato literário. Não há como não se apaixonar por este livro. Ainda mais se, em algum momento da sua vida, você já nela se perdeu.


*O elenco que montei:
- Natalie Perfeita Portman (Lucy Silchester);
- Keanu Reeves (Cosmo/Vida);
- Channing Tatum (Don);
- Ryan Reynolds (Blake).

Para os que já leram: objeções? Imaginou alguém mais como protagonista? Escreve no comentário!

20 julho 2013

[Filme] O cavaleiro solitário

Nome: O cavaleiro solitário
Original: The Lone Ranger
Direção: Gore Verbinski
Atores: Johnny Depp, Armie Hammer, Helena Bonham Carter, Ruth Wilson.
Gênero: Ação, Aventura, Faroeste.

Trailer 
Mais informações




Um filme para extasiar

Na trama, o homem-da-lei John Reid (Armie Hammer), deixado para morrer numa emboscada com cinco outros Texas Rangers, é tratado pelo índio Tonto (Johnny Depp). Ele então passa a usar a máscara do Cavaleiro Solitário para vingar o assassinato de seus camaradas e levar justiça aos malfeitores.


Sou suspeita para escrever sobre um filme com Johnny Depp, quem me conhece sabe o quão apaixonada sou por esse ator, suas obras e seus personagens. Cavaleiro Solitário foi um filme que eu não sabia muito bem o que esperar pois não li muito sobre ele antes de assisti-lo, e que bom! Pelas críticas que li pela internet, o filme é tido como um Piratas do Caribe sem navio, Tonto (Personagem de Johnny) é tido como um Jack Sparrow em forma de índio, e isso é mais do que um absurdo; para mim, é claro.


O filme é estilo faroeste, com perseguições, explosões, mocinha em perigo. E para quem conhece e já assistiu muitos filmes nesse estilo, pode falar sobre os clichês que ele contém do gênero. Mas eu, que não sou fã de filmes assim, posso dizer que a obra me surpreendeu por me agradar tanto, mesmo sendo de um gênero cinematográfico que não me interesso muito.

Tonto é o índio que conta-nos a antiga estória dele e do 'homem da lei' que encontra o índio por acaso quando este está preso junto ao criminoso mais procurado da região. O homem da lei é tido como inocente, por achar que armas não são necessárias e que tudo pode ser resolvido com leis aplicáveis. Ele logo verá que nessa região não é bem assim que funciona a justiça.

Mas não vou me prender à estória em si. Preciso falar do filme no geral. A obra tem ação, tem aventura, tem faroeste e seus caubóis maldosos e sujos, mas também tem comédia, a cargo de Johnny e seu personagem Tonto, o índio meio maluco e sábio. E também com Armie, o cavaleiro solitário destinado à cumprir a vingança ao seu irmão morto e à justiça que aquela região merece, a parceria deu certo.


Como sempre digo em meus posts sobre filmes, não sou nenhuma crítica de cinema especializada no assunto, sempre escrevo minha humilde opinião do filme. E com certeza Cavaleiro Solitário não é um Piratas do Caribe sem navio. Temos a ação e a trilha sonora impactante e perfeita às cenas assim como em Piratas, mas não lembrei desse filme enquanto assistia ao The Lone Ranger. Talvez as pessoas que só assistiram Johnny como Jack Sparrow venham à associar demais Tonto e Jack, mas eu não. 


Johnny, pra quem não sabe, tem origem indígena e com certeza representá-los foi e tá sendo algo importante em sua carreira profissional. O filme não só nos mostra cenas de ação e perseguição junto com sacadas humorísticas, mas também sobre a história dos índios, não só os Comanches, mas os de outras nações que são sufocados e impregnados pelas novas tecnologias e são tidos como os 'selvagens' da sociedade. Johnny no Pósfácio do livro The Lone Ranger (Não sei se lançado no Brasil) fala sobre a reeducação que esse filme pode nos trazer sobre os índios e suas histórias que não são contadas pelo 'homem branco' da forma verdadeira.

Enfim, como disse, sou muito suspeita em falar sobre Johnny e suas obras. Mesmo ele não sendo o protagonista em Cavaleiro Solitário, com certeza roubou a cena com Tonto e suas frases marcantes: "Ìndio fazer troca". 


A paisagem que o filme nos traz, a trilha sonora, a fotografia, os personagens, também devem ser citados como algo que nos chama atenção e que faz o filme ser tão bom.

Eu ri, me assustei, me extasiei e até me emocionei em O cavaleio solitário. Recomendo á todos os curiosos sobre o filme, aos fãs de Johnny, aos fãs do faroeste clássico, aos fãs de filmes longos recheados de aventura e ação.

16 julho 2013

A arte de Kelly Smith.


Ilustradora Australiana, Kelly Smith tem como clientes marcas gigantescas como a Vogue, a Elle, Dolce & Gabbana, e não é à toa...

Seus trabalhos são focados mais em retratos e ilustrações de moda, mistura fotografia e texturas em algumas de suas ilustrações, ela usa principalmente tons pastéis e bem femininos, o que deixa sua arte com um ar glamoroso. Formou-se m 2006 pela escola de artes Bachelor of Fine Arts.

Espero que tenham gostado tanto quanto eu, as ilustrações da Kelly Smith me pareceram extremamente elegantes e sofisticadas, Lindas, não?! Para encontrar mais algumas de suas obras é só acessar o blog da moça: Aqui!


11 julho 2013

Resenha - Bruxos e Bruxas



 Nome: Bruxos e Bruxas;
 Nome original: Witch & Wizard;
 Autor(a): James Patterson e Gabrielle Charbonnet;
 Editora: Novo Conceito;
 Onde comprarConfira preços;
SinopseNo meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.


Eu não posso negar que fiquei absurdamente interessado nesse livro quando o vi na página de lançamentos da Novo Conceito. Pessoalmente, sou um fã retardado de literatura fantástica: desde os primórdios, desde que a tia Jô* me inundou com seu universo maravilhoso de bruxos, criaturas, feitiços e magia, eu me declarei fã profundo deste tipo de literatura, e, é claro, passei a ler muitos livros sobre o assunto desde então. Dos mais simples aos mais pesados: enredos que envolvem fantasia me fascinam. E foi isso que aconteceu com Bruxos e Bruxas – até porque, convenhamos, não tem como não se apaixonar por aquela sinopse e toda aquela divulgação que foi feita sobre o livro.

Além disso, ainda teve o lance do autor. James Patterson! (Aqui a galera vibra e faz uma ôla) O cara ganhou como Autor do Ano pela Forbes – por voto popular – em 2010, e de muitas bocas eu havia ouvido que ele era um dos melhores escritores de ficção da atualidade. Isso tudo sem nem falar da capa do livro, né, que, sinceramente, é uma das mais bem trabalhadas que já vi.

Ou seja: cerveja. Eu precisava do livro. Ele chegou numa caixa estonteante de tão fofa, junto a uma cadernetinha e uma baqueta (que logo descobrimos que se trata de uma varinha – mas que é, sim, uma baqueta). Ah, e um marca-páginas personalizados muito dos fofos também.

Mas eu descobri que uma campanha de marketing gigante, um nome de escritor renomado na capa e brindes gentis não fazem um livro ser bom. A verdade é que Bruxos e Bruxas foi meio decepcionante para mim, como admirador de literatura fantástica e distopias.

Bruxos e Bruxas fala de dois irmãos – Whit e Wisty – que vivem um caos em suas vidas após acordarem no meio da noite e descobrirem que os governantes do mundo onde vivem estão caçando qualquer um que possa ter ligação com magia e bruxaria (principalmente as crianças e os adolescentes, as principais “ameaças” para A Ordem: o governo ditatorial e repressor, que é contra qualquer forma de expressão e visão de mundo que não seja a que consideram correta). Para a extrema má sorte destes irmãos, eles não apenas fazem parte do principal grupo alvo como também são bruxos. Após terem a casa invadida e serem levados para longe de tudo que lhes era comum e normal, uma jornada eletrizante de fuga, autodescoberta e luta contra toda uma estrutura opressora social, política e ideológica começa, obrigando-os a escolher lados, fazer decisões e amadurecer – tanto como pessoas quanto como bruxos. Já que encabeçam a revolução que pode salvar as pessoas que amam e aqueles a quem são semelhantes.

O grande fato sobre esse livro é simples: ele tem um enredo que não coube na escrita. Pessoalmente – e deixando claro que é para mim, já que sei que existem pessoas que discordam (e isso é perfeitamente natural) –, minha grande crítica contra este livro é que poderia ser muito mais bem explorado no mistério, no desenrolar geral do enredo, na percepção sobre a estrutura política distópica proposta e até mesmo na profundidade dos personagens – tanto os protagonistas e os antagonistas quanto os secundários – se houvesse sido escrito em terceira pessoa. Absolutamente nada, nada contra livros em primeira pessoa. Alguns dos meus livros do coração e que eu nunca deixaria sair da minha estante foram escritos desta forma, e cada um foi brilhante em seu modo de expressão – mas justamente porque o enredo pediu e, principalmente, permitiu que existissem desta forma. Não é qualquer enredo que serve para ser escrito em primeira pessoa, principalmente aqueles que possuem ideias gigantescas propostas para serem desenroladas e darem veracidade e vida à história – e este é o tipo de livro que Bruxos e Bruxas é. Um livro com coisa demais para serem deliciosamente bem explicadas, mas que foi castrado por estar sempre no campo de visão de dois adolescentes meio mimados e eufóricos perante seus caminhos.

Aliás, isso foi outra coisa que me incomodou um pouco: a euforia. A rapidez desnecessária. Não sei se é por eu estar acostumado com livros de capítulos gigantescos e bastante detalhados e profundos (talvez não, já que já li muitos outros livros bem mais simples e nem assim os desgostei), mas eu, sinceramente, achei a história rápida demais. Corrida demais. Nenhum capítulo tem mais que três páginas. Isso talvez seja algo muito legal para quem curte histórias com ritmos hiper-ultra-mega-dinâmicos; para quem gosta de ter a sensação de que o livro está passando rápido. Mas eu, sinceramente, gosto de degustar um bom universo literário de um livro. E Bruxos e Bruxas, com sua linguagem comercial adolescente pseudoacidulante e sua superficialidade, não me satisfez nesse ponto.

O que não quer dizer que o livro não contenha, também, coisas boas. A ideia, por exemplo, de que crianças e jovens estão, por serem considerados subversivos marginais sem motivo algum pelas autoridades, se tornando mais maduros do que o comum pela necessidade de sobrevivência e solidariedade é muito interessante e bem colocada. O ideário de valorização do jovem e a ideia de transformá-lo no elemento inteligente e heroico, em detrimento dos cegos e ofensivos adultos, também é um ponto de releitura maravilhoso (o melhor do livro, na verdade, já que nem a releitura de bruxos para mim foi lá tudo isso). Além de que a química entre os protagonistas, os irmãos Allgood, é perfeita – coisa que é imprescindível numa história que visa sucesso.

Resenha é uma opinião pessoal; uma análise feita através das próprias preferências e bagagem de mundo. Portanto, não deixe passar Bruxos e Bruxas sem antes lê-lo e tirar suas próprias conclusões. As minhas, como nota-se, não foram tão positivas assim; de um a dez, eu daria ao livro de James Patterson e Gabrielle Charbonnet nota quatro e meio. Espero que os próximos livros não sejam tão comerciais como este, e que o autor, por favor, tenha caído em si e percebido que seu rico enredo merece ser melhor destrinchado. Isso faria todos nós bem mais felizes – afinal: um pouco mais de história e conteúdo nunca fez mal a ninguém.




* Tia Jô: J. K. Rowling (intimidade que Potterheads tiram com sua escritora diva; ignorem).

08 julho 2013

Resenha - Sem deixar rastros

Nome: Sem deixar rastros
Original: Fade Away
Autor(a): Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou das quadras para sempre. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo e detetive particular com passagem pelo FBI está de volta ao jogo - não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério. 
O ídolo dos Dragons de Nova Jersey, Greg Downing, maior adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, com a ajuda de seus dois fiéis escudeiros, Win e Esperanza, Myron trabalhará infiltrado entre os jogadores para tentar obter informações capazes de levar ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher.

Sem deixar rastros faz parte da série de Myron Bolitar, mais um livro sobre Myron e seus casos, porém esse parece ir para uma perspectiva diferente dos demais que já li, um ponto muito bom que Harlan trouxe ao personagem tão querido por mim.

Myron continua trabalhando como agente esportivo, com sua namorada Jessica e seus fiéis amigos Win e Experanza. Porém, o sumiço de um antigo rival das quadras ocasiona a retomada de Myron à investigação criminal; ele não aceita o caso apenas por dinheiro ou consideração à quem lhe pediu para investigar, mas também como uma dívida que acha ter com o antigo colega. Mas para a investigação Myron precisa voltar às quadras de basquete, onde já não havia estado há muitos anos depois de sua contusão no joelho, fazendo Myron experimentar a nostalgia dos tempos da faculdade, reacendendo o desejo de voltar às quadras e ocasionando reflexões sobre seu passado que parece não ter superado.

Essa é a diferença em Sem deixar rastros. A retomada de Myron nas quadras faz o pensar em seu passado, refletir sobre ele, descobrir novos fatos e sensações que lembranças antigas ainda lhe traz. Não temos aqui só o caso  misterioso do desaparecimento de Greg e Myron, Win e Esperanza na resolução dos inúmeros problemas e questionamentos que o caso traz. Também temos a parte mais 'subjetiva' de Myron, de seus amigos e relacionamentos. 

Harlan é com certeza um dos melhores autores de romance policial que conheço, mesmo não conhecendo muitos posso dizer isso não só pela minha opinião baseada no que já li dele mas também de outras opiniões confiáveis que li pela blogosfera literária. E ele não nos decepciona nesse livro. Pode parecer difícil acreditar que os mesmos personagens na mesma base de romance policial possa nos surpreender, confesso que no começo estava achando a leitura um pouco tediosa. Mas Harlan sabe nos conduzir na estória, nos problemas novos que aparecem e por mais que tentamos desvendar o mistério antes (eu tentei inúmeras vezes) ele surpreende muito bem no desfecho da trama.

Enfim, me conterei nos elogios em Harlan, em sua narrativa e em Myron. A diagramação da Arqueiro está  impecável, como sempre. Não lembro de ter encontrados erros ortográficos. 
Recomendo à todos que ainda não conhecem a narrativa de Harlan (Não é preciso ler os outros livros da série para ler qualquer volume) e à quem já conhece e ainda não leu Sem deixar rastros, não deixe de apreciar mais uma obra muito bem feita de Harlan com seu excêntrico Myron Bolitar que tanto aprecio.


1- Quebra de Confiança
2- Jogada Mortal
3- Sem deixar rastros
4- Back Spin
5- One False Move
6- The Final Detail
7- Darkest Fear
8- Promise Me
9- Quando Ela Se Foi
10- Alta Tensão

04 julho 2013

A arte de Tom Whalen.

Uma das coisas que tenho em comum com a Jen é essa paixão pela arte, ilustrações por exemplo, me encantam muitíssimo. Ela me deu carta branca pra postar sobre esse tema aqui.

As ilustrações são do Tom Whalen, ele tem uma pegada da Pop-art com referências por outros campos como a música, animações e cinema. Faz uma mistura linda com esses elementos. Seus trabalhos tem aspecto de cartazes de filmes antigos e dá muita vontade de ter um na parede do quarto! Tom estudou na Universidade Kutztown, Pensilvânia onde atualmente reside. Segue aqui seu Deviantart e um pouco da sua arte:  Deviantart.









Espero que tenham gostado. Um abração e até a próxima!

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