31 maio 2013

Pra dormir bem


Hoje eu queria dormir contigo. Mas não me leve à mal. Eu queria dormir contigo pra ficar um pouco mais com aquela sensação de segurança que tenho quando te abraço e com aquela sensação de conforto que só você me proporciona. "Dormir" contigo pra ficarmos, quem sabe, a noite toda conversando sobre tudo o que ainda não conversamos, pode nem ser uma conversa tão séria assim, eu só quero passar algumas horas te ouvindo e podendo te olhar sempre nos olhos e ver de perto a verdade neles. 
Queria dormir contigo pra sentir por bem mais tempo aquele seu cheiro único, que me tranquiliza e me faz lembrar sempre de você. Nem que seja só para ficar ali, deitada ao seu lado, sem falar alguma coisa importante, eu queria estar assim. Pra dormir com a sua imagem 'fresquinha' na cabeça. Dormir e saber que você está exatamente ali, por inteiro, pra mim; assim como eu estaria também pra você, por inteiro. 
Queria sua companhia na minha cama, depois de um dia cansativo e estressante, pra me aconchegar em seus braços e esquecer tudo aquilo que me aborreceu nas horas passadas e só conseguir pensar em nós juntos, aninhados um ao outro, dispersando o frio de um dia invernoso. 
Queria sua voz, sussurrando em meus ouvidos, perguntas e respostas sinceras que só com você eu posso confessar. Um café morno a gente poderia tomar antes de dormir, pra prolongar um pouco a conversa e nos despertarmos do sono voraz que vêm tão cedo. Mas não precisaria ficar muito tempo acordado, poderia dormir antes de mim, se quisesses. 
Só preciso da tua presença, bem pertinho, pela madrugada adentro, me desvendando no sono, nos sonhos de hoje.

Perceberam que o layout aqui mudou um pouco né?! haha Eu coloquei sem querer a nova versão do Difluir que tinha aqui (Maoe) e resolvi mudar logo tudo de uma vez, já que o incidente ocorreu. Espero que gostem ♥ E ah, lembrando que tem novos colaboradores por aqui, o Breno e o Renato, então, tomem atenção ao comentar os posts deles, muitas pessoas se remetem à mim (Jeniffer) quando na verdade é outra pessoa que escreveu o post. rs Então é isso, um texto meloso meu só pra refletir meu estado emocional atual *mimimi*

27 maio 2013

Resenha - Koko be Good: não é fácil ser boazinha.

Nome: KoKo be good_não é fácil ser boazinha.
Nome original: Koko be good.
Autora: Jen Wang.
Editora: Barba Negra.
Ano de lançamento: 2011









Jonathon Wilgur (Jon) leva uma vida pacata e certinha e está prestes a mudar para Ayacucho no Peru com sua namorada Emily, no entanto, como qualquer jovem, tem dúvidas sobre seu futuro e sobre o que realmente quer fazer com sua vida. É em uma festa que se depara com o furacão ambulante Koko, que, digamos, leva uma vida um tanto alternativa pulando de emprego e emprego (roubando em todos), morando de favor e causando problemas (sua especialidade) é a partir desse encontro que tudo começa a acontecer, conhecemos melhor os personagens (e o quanto encantadores eles podem ser), cada um através do outro e um pouco do mundo que os rodeia.



Engana-se quem pensa que Koko Be good resume-se no encontro de dois personagens com personalidade opostas e que acabam modificando suas vidas, essa Graphic Novel é mais, muito mais do que pode parecer.




Com um traço delicado e muito divertido, Koko be good traz umas questões e diálogos incríveis e persistentes, não dá pra ler sem se identificar ou ficar minimamente inquieto. Jen Wang estreia com primazia essa historia delicada e deliciosa de ler com emoções e descobertas do inicio ao fim.

O detalhe é a coloração toda em sépia que lembra muito uma técnica de pintura com café e a divisão por capítulos sempre traz um dos ursinhos de pelúcia fofos da Koko. =3 Na verdade, é uma imensa bobagem me referir a detalhes, a obra é inteiramente linda e vale muito a pena ser conferida, apesar de a editora Barba Negra não estar mais na ativa, exemplares de Koko be good são, ainda, facilmente encontrados em lojas online.



“A Beleza pode ser definida simplesmente por ‘aquilo que agrada’. Mas há um outro aspecto na arte que é o sublime. Como a nuvem em forma de cogumelo de uma bomba atômica, ou a imensidão do espaço mostrada a nós por um satélite. A grandeza da experiência vai além do seu julgamento ético ou estético, libertando-o do seu ego que o amarra em si mesmo.Com a diminuição do seu ego quanto menos houver de você mais você verá o Sublime.”  


 ___Koko be good (pág:198-199)

23 maio 2013

Resenha - O Inverno das Fadas

Nome: O Inverno das Fadas  
Original: O Inverno das Fadas  
Autor(a): Carolina Munhóz  
Editora: Fantasy - Casa da Palavra  
Onde comprar: Compare preços   
Sinopse: EXISTEM PESSOAS NORMAIS em nosso planeta. Homens e mulheres simples que nascem e morrem sem deixar uma marca muito grande ou mesmo significativa na humanidade. Mas existem outros que possuem talentos inexplicáveis. Um brilho próprio capaz de tocar gerações. Como eles conseguem ter esses dons? De onde vem a inspiração para criar trabalho maravilhosos? São cantores com vozes de anjos, artistas com mãos de criadores e escritores imortais. Existe uma explicação para isso. Sophia é uma Leanan Sídhe, uma fada-amante, considerada musa para humanos talentosos. Ela é capaz de seduzir e inspirar um homem a escrever um best-seller ou criar uma canção para se tornar um hit mundial. A fada dá o poder para que a pessoa se torne uma estrela, um verdadeiro ícone, ao mesmo tempo em que se aproveita da energia do escolhido para alimentar-se. 
Causando loucura. 
E MORTE.

Quando minha amiga Mayara chegou com este livro nas mãos, de cheiro delicioso (porque, sim – todos nós sabemos –, isso é tão viciante que poderia ser considerado narcótico) e de tão belamente misteriosa capa, me encantei de cara. Precisei – como todo bom bibliófilo – pegar. Pegar, sentir, abrir, passar o olho pelos parágrafos enquanto, impressionado, absorvia a realidade daquilo: um livro sobre uma fada. Eu estava prestes a ter meu primeiro contato com as obras sobre estas incríveis personagens nórdicas, pelas quais muito em breve após aquele momento eu me apaixonaria (ao ponto de ser chamado na faculdade de coisas como “fada” e “o rei das fadas”) e as considerariam os mais belos seres fantásticos existentes.

Mas mal eu sabia que também me encantaria pelo quão fada a escritora parece (e, como viria a descobrir, é) e – sim – que tal obra não é nem britânica, nem italiana, nem americana, nem francesa, como costumamos atribuir a bons feitos literários.

É brasileira.

O Inverno das Fadas, da paulista Carolina Munhóz (que venceu como melhor escritora jovem no Prêmio Jovem Brasileiro 2011), é um livro que, respeitando uma hierarquia pessoal básica, seria por mim categorizado como bom. A história gira em torno da jovem fada Sophia Coldheart, a qual, exaurida de sua sina de Leanan Sidhe –uma espécie de fada que seduz e inspira grandes e talentosos seres humanos em troca de força vital e sanidade –, luta contra a própria natureza, o tempo e a lógica para, ao lado de William, um jovem escritor que de sua mais recente e excitante vítima tornou-se seu maior e mais puro amor, viver. Viver um amor não-natural e tão impossível que pode ser fatal.

É um livro sensato: de uma escrita acessível e coesa; não possui muito rebuscamento ou encheção sinonímica e/ou mirabolante de linguiça. É claro e objetivo quando quer ser; é criativo, misterioso e surpreendente quando precisa ser. É dono de uma dinâmica leve e relaxante, às vezes até mesmo descompromissada – sem nunca se perder do foco principal do enredo, é claro –, com um ritmo bom, divertido e extremamente sensual (palavra que, aliás, aparece impregnada metaforicamente em quase todas as páginas onde a “fada musa” aparece). Além disso, é um livro corajoso (os que não curtem ou não aceitam homoafetividades que tenham cuidado), com interessantes releituras de realidades e, é claro, um ótimo toque adocicado (e muitas vezes bem apimentado) de romance. Um romance bonito e emocionante, onde há algo que, pessoalmente, como resenhista e escrevedor, considero brilhante: o gradativo crescimento dos protagonistas como casal no decorrer do enredo, ainda que no meio de uma realidade conflituosa e de suspense.

Algo que também me encantou é que a história, finalmente, aborda uma criatura mágica que é pouco ainda vista em livros de sucesso: as fadas – as quais, nesta obra (o que a torna ainda mais interessante) diferenciam-se grandemente da imagem popularizada e Tinker Belliana que temos. Traduzindo: as fadas de O Inverno das Fadas definitivamente não são milimétricas, nem soltam purpurina dourada (sem desmerecer aqui o Disney Fadas, por favor). As fadas de Carolina são as fadas folclóricas, mais precisamente as misteriosas fadas irlandesas, o que nos permite, além de conhecer uma inovadora e apaixonante história, também conhecer, ainda que só um pouco, da encantadora mitologia celta.

Apesar de ter um enredo que possibilitaria muito mais criação se fosse mais explorado do que foi, O Inverno das Fadas conseguiu ser mais do que satisfatório. Um ótimo livro de uma promissora escritora – uma mágica opção para encantar e abrir os horizontes de ficção daqueles apaixonados por fantasia (e, é claro, por uma linda história de amor “impossível”).

21 maio 2013

Novos outros lados


Hey guys! Como todos (ou não) já sabem, a Juliana, teve que sair do posto de colaboradora do Meu outro lado, e eu assim, fiquei, de novo, administrando ele sozinha. Mas incrivelmente por pouquíssimo tempo! 
Pra quem não sabe, estudo Letras na Federal da minha cidade e claro que me encontrei num curso cheio de pessoas apaixonadas por livros e palavras, como eu ♥ E duas dessas pessoas serão os novos colaboradores daqui do blog: Breno Torres e Renato Dias. Dois blogueiros e amigos lindos, em que me identifico muito e que após uma sugestão do Renato para pôr o Breno como meu colaborador, os dois acabaram aceitando a ideia e vou ter esses dois amigos por aqui, postando sobre o que os agradam (ou não) e trazendo mais conteúdo (bom) ao blog. Espero que gostem e que aceitem bem os novos outros lados  do blog!
***
Então, gente... Como vocês estão?!
Aqui quem vos fala é o Breno Torres – o que foi sugerido como colaborador da Jeniffer pelo Renato (que escreverá um pouco mais embaixo, aguardem só um tiquinho) e que, depois disso, estava pulando alegremente ao lado de ambos num banquinho de pedra sob uma linda árvore qualquer na universidade enquanto conversava, sorridente e ansioso, sobre a forma que funcionaríamos como blogueiros parceiros. Decidimos fazer esse post de apresentação só para vocês saberem quem nós somos. E por isso, sem mais enrolações, vou me apresentar como se deve.
Não se assustem com o que vou dizer agora – uma dica para isso: tirem todos os preconceitos que têm sobre fadas. Pois o marmanjo de um metro e oitenta e cinco aqui adora elas – e melhor: costuma dizer ser uma delas.
Sou uma fada ainda perdida entre os sonhos, banalidades, sorrisos e benevolências; entre chás de hortelã e chocolates meio amargo, canções de ninar e gritos de horror, luas e cifras, magia e inocência; luzes e penumbras, razão e sensibilidade. Amor e amor. Apaixonado por escrever, por livros e Literatura (enfoque especial e amoroso em Literatura fantástica, memórias, infanto-juvenil, romances e - com olhos reluzentes de paixão - contos de fadas), mitologia nórdica e celta; por Elizabeth Gilbert, J. K. Rowling, Jane Austen, Christopher Paolini, Clarice Lispector, Martha Medeiros e muitos outros deuses da arte de escrever, imaginar e sonhar. Amante também da arte do atuar – Anne Hathaway, Amy Adams, Keira Knightley, Natalie Portman, Emma Watson, Daniel Radcliffe & Jake Gyllenhaal estão em meu coração – e do cantar e ouvir música (Kelly Clarkson, Florence Welch, Winehouse, Kid Abelha; cantos gregorianos, música celta). Alucinado por viver e sonhar. Um eterno bardo. E falante (como já puderam perceber).
Não sei mais se é preciso dizer mais alguma coisa... Gente, tô lesinho de sono. Esse parágrafo aí de cima é a descriçãozinha minha do meu tumblr – pra vocês verem o estado criativo da pessoa às onze da noite. Sinto Morfeu me querendo... Mas ele está querendo a nós três – eu, Jeni e Nato. Nosso dia foi tenso. Pense nuns calouros que passaram fome e sol.
Enfim, antes terminar que falar mais bobagem. Espero realmente agradar a todos por aqui com minhas resenhas, meus textos e produções. Como amigo da Jeniffer, quero complementar o máximo possível para o Blog; quero entreter e satisfazer (sexualmente? Nhoc!) vocês. Espero que gostem de mim, meus lindos novos óculos e de minha escrita. Espero, honestamente, ajudar nas coisas por aqui.
Agora, hora do nosso lindo Pooh falar. Preparem-se para conhecer o cara mais fofo de todos os tempos: Renato Dias!
***
Oi gente, me chamo Renato Dias, mas vocês podem me chamar de Nato e também como meus lindos amigos de fome, sol e faculdade me denominam: Pooh. Então, a ideia da contribuição para o “lado B” do blog foi minha e espero que possamos fazer uma boa troca por aqui, com açúcar, com afeto e muitos livros. Então, vamos a um cafezinho comigo!? Chega mais!
Sou de Leão, tenho vinte anos, daqui a um tempinho vinte e poucos anos, gosto de tantas coisas que nem vou começar com a gracinha, mas não estou aqui por acaso, tenho paixão pelos livros, em especial de escritores nacionais e de línguas latinas, mas leio de tudo um pouco, eu acredito no amor e sim eu sou romântico, apesar dos pesares. Tenho vontade de conhecer tantos lugares, mas sempre que dá os visito quando sonho acordado, em aulas chatas por exemplo. Acredito que todo mundo trás um pouco do que viveu no olhar e comigo não é diferente, trago uma historia de amor, alegrias e tristezas e um cadinho de muitos outros sentimentos nos meus que são castanhos.
Como o Rei das Fadas (amo) já escreveu pra vocês, estamos todos entregues a Morfeu e prontos para uma linda noite em seu Reino. Espero que possamos agradá-los e depois desse momento “quero me entrosar com a galera” passo a bola para a linda da Jheni. Um beijo e um abração de urso para todos, até ^.^

Não são lindos?! Que os novos outros lados agradem e muito vocês o/

18 maio 2013

Sobre novos sacrifícios


Ouvindo a mesma melodia durante meu trajeto para minha rotina corrida, o pensamento percorre para as lembranças de um passado não muito distante que vivi. São dias de angústia, medo, desesperança mas permeado por amizades e alguns risos aqui e ali. Foram meses de dúvida, perguntando-me se tudo aquilo valia mesmo à pena. Se haveria uma compensação por todos os pequenos sacrifícios que estava fazendo. Sempre há esse questionamento, em vários momentos de nossas vidas. E sempre há o medo dessa compensação nunca vir. Por que 'merdas' acontecem, e muito frequentemente. Mesmo sabendo disso, vamos em frente, por que não dá pra ficar parado, em permanente estado de estática, por que nosso mundo anda numa alta velocidade, ou pelo menos é o que percebemos dele. E o que parece, nos dias em que estamos nos sacrificando e idealizando o tão desejado objetivo é que o tempo não passa, que o 'pote de ouro' está longe e que ainda irá demorar para tê-los em mãos. 
Mas agora, sentada num ônibus que me leva para o meu destino final de todo dia, o tempo parece que andou depressa, me levando pelas mãos sem ao menos avisar para que lado ele iria, sem ao menos me preparar para o que estava por vir. Apenas dando algumas paradas rápidas, me trazendo e levando pessoas que fariam ou não parte de minha vida. 
E agora? São outros sacrifícios, outras rotinas, outras pessoas ao lado das que já fazem parte da minha história; são outros momentos e outros dias, ainda com medo e algumas angústias, que todo mundo sente. Tudo num nível mais difícil, com obstáculos que nem sempre vêm com estrelinhas que te dão créditos, mas que no final te fazem mudar de fase. 
Continuo meu caminho cansativo e corrido, atenta àquilo que se tornou prioridade tentando não deixar de lado todo o resto. Por que nem tudo se resume à sacrifícios, horas de estudo e preocupações com o presente e o futuro. E pode ser que alguns pequenos prazeres não tenham mais tanto espaço em meus dias, mas tudo tem seu lado bom, e é melhor aproveitá-lo também.

Como vocês viram, a Juliana, por motivos maiores, teve que deixar de ser colaboradora do blog e por isso, o blog voltará a ter só posts meus. Como estou super ultra mega sem tempo pra muita coisa dias da semana, o blog vai ficar paradinho nesses dias e talvez, nos finais de semana eu poste algo e responda aos comentários. Não me abandonem, ainda amo esse blog e as visitas e comentários de vocês ♥ rs

16 maio 2013

É hora de dizer adeus!


É com um grande pesar que comunico para vocês que não posso mais ser colaboradora aqui no Meu Outro Lado. Infelizmente uma série de eventos desafortunados fez com que eu desse uma olhada nas coisas que eram prioridades para mim, devido aos vestibulares no final do ano, ao Enem e ao começo da luta para entrar na universidade, acabei decidindo que tanto o meu posto como colaboradora aqui, quanto ao Doses de Desapego seriam deixados de lado. 

Minhas leituras agora serão focadas apenas no vestibular e infelizmente muitas das coisas que amo vão ser deixadas de lado, porque de agora em diante preciso me dedicar ao meu futuro e só espero que as coisas saem conforme o planejado. Muito obrigada Jen, sua linda, pelos meses incríveis que passei aqui e muito obrigada vocês por aceitarem as minhas postagens. 

Um grande beijo!

10 maio 2013

[Filme] Apenas uma vez

Nome: Apenas uma vez
Original: Once
Lançamento: 2006
Direção: John Carney
Atores: Glen Hansard, Marketá Irglová.
Gênero: Drama, musical, romance.

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Um filme para cantar junto

Dublin, Irlanda. Um músico de rua (Glen Hansard) sente-se inseguro para apresentar suas próprias canções. Um dia ele encontra uma jovem mãe (Markéta Inglová), que tenta ainda se encontrar na cidade. Logo eles se aproximam e, ao reconhecer o talento um do outro, começam a ajudar-se mutuamente para que seus sonhos se tornem realidade.

Sabe aquele filme que desperta sua curiosidade desde a capa, o título, o enredo e tudo?! Então, o filme Once me despertou um interesse assim. Na verdade, havia baixado uma playlist em um blog e uma das músicas escolhidas pela blogueira faz parte da trilha sonora desse filme e o cartaz dele aparecia no arquivo da música. Nunca me interessei em ir atrás, só sabia que gostava daquela música. Até que um dia, fazendo compras (presentes para mim mesma ♥), reconheci o DVD com aquele cartaz que tinha visto na música e comprei. Sim, me arrisquei, pois sabia que o filme não é muito conhecido e poderia ser de má qualidade, mesmo com uma trilha sonora boa.

Mas não me decepcionei. Apenas uma vez tem um enredo bem simples, os personagens não contém nomes (!), isso mesmo, e só vim perceber tal fato quando assistia os extras do DVD (risos). O rapaz, músico de rua acaba sendo 'persuadido' por uma moça, vendedora de flores e a partir de um aspirador de pó(isso mesmo) os dois encontram-se mais vezes e a partir daí descobrem-se como apaixonados por músicas. Dois indivíduos com suas histórias de vida completamente diferentes mas que encontram-se a partir de uma única paixão e talento. 

Uma das músicas participantes da trilha sonora, Falling Slowly, levou o Oscar de Melhor Canção Original e não querendo me prender a quantas premiações um filme precisa obter para ser reconhecido como bom, tal premiação é merecida.

O filme é curto, é simples, em termos técnicos, os quais não entendo bem, mas como apreciadora de variados filmes, sei identificar quando a filmagem foi com grande orçamento ou não. Mas é essa simplicidade  que faz Apenas uma vez ser algo único e bonito, até. O ponto principal do filme é sua trilha sonora. É composto de várias músicas compostas por Glen Hansard, participante da banda The Frames e por Markéta Irglová, cantora, atriz e grande amiga de Glen, o que fez a atuação conjunta demonstrar-se natural e completa, no quesito de convencer o espectador, como casal.

O filme é irlandês e um dos poucos filmes estrangeiros que não são norte-americanos que pude apreciar. No romance ele não se demonstra completo, como romântica assídua sempre torço para um final agradável aos meus olhos, mas ainda assim o filme não decepciona. Apenas uma vez é altamente recomendável para apreciar uma trilha sonora original e um romance nada convencional, envolvente mais por suas letras musicais do que por suas falas mas ainda sim, cativante e apaixonante.
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