24 fevereiro 2013

Sobre fatos recentes


Sabe quando você tenta novos rumos, novos caminhos e acaba gostando deles e continua a segui-los e deixa um pouco de lado aqueles velhos costumes que estava cansada de ter?! Eu sei como é, eu fiz isso. Quebrar um pouco a rotina que um dia se torna chata. Mas chega uma hora que pareci estar perdida. Meio vazia, meio superficial, meio sem saber se aquilo novo que estava fazendo era realmente o que queria fazer. Foi assim com o blog, com as parcerias maravilhosas que fiz, com os novos temas de posts que elaborei; mas cá estou eu, voltando à essência dele (que seria meu diário virtual) de volta a rotina de postar textos subjetivos mas sinceros e que expressam o que penso, sinto ou vivo agora. E não é ruim; na verdade me sinto mais verdadeira assim. Não que eu tenha sido superficial ano passado, onde mudei totalmente a abordagem que o blog fazia, mas voltar a escrever mais textos pessoais e mesmo sem estar muito presente em outros blogs receber atenção e comentários sinceros por isso, me deixa mais satisfeita do que nunca.

E novas rotinas vieram até a mim, fora do blog, me fazendo deixar ele um pouco (muito) de lado e junto à ele, também minhas leituras tão presentes ano passado, e o vício por séries e filmes também. Enfim, o foco da minha vida neste momento é outro e o blog reflete isso, por que ele é parte de mim. Estou prestes á começar a estudar numa Universidade Federal, fazendo o curso que me apaixonei por causa do blog e de influências de alguns amigos (Tiêgo Alencar que o diga) e estou ansiosa por isso e claro, muito feliz por essa conquista. E olha só, o curso que escolhi pra ser como minha profissão futura foi por causa do blog, pela ‘descoberta’ da minha paixão por livros e por influência e apoio de amigos blogueiros; o Meu outro lado é mais do que importante pra mim, só eu sei disso.

Mas enfim, ainda continuo com minhas paixões, minhas leituras, o vício por filmes e séries, a vontade de descobrir novos artistas e bandas que vão ser trilha sonora de meus dias, o prazer de visitar blogs, ler textos que me identificarei e comentar sinceramente o quanto foi boa a leitura e o quanto gostei das palavras. Só farei tudo isso com menos freqüência, pela rotina de estudos, pela internet nada boa e por estar mais vinculada ao real do que ao virtual. Mas nunca quero abandonar esse espaço aqui, tão meu, tão importante.
Estou voltando à minha essência, mas preservando o ‘novo’ que já se tornou ‘velho’.

Todo esse texto foi pra explicar a minha ‘ausência’ aqui no blog e nos blogs alheios, e também para esclarecer sobre as parcerias com editoras; algumas não foram renovadas, outras eu cancelei por não estar conciliando o blog e as leituras com todo o resto e como me cobro muito pelas minhas obrigações, preferi continuar meu vício por livros só com o compromisso comigo mesma. Ainda irei postar na tag Lado Extra, sobre filmes, séries, música, outros blogs, mas não será como ano passado, que estava mais presente aqui. Meus textos que vão estar sempre por aqui. São mudanças e espero que boas.

20 fevereiro 2013

I'm different?


Eu não ouço Chico Buarque, não li vários livros de Shakespeare nem conheço a obra de Caio Fernando de Abreu. Não uso Instagran, não uso óculos 'gatinho' e nem tenho a Marlyn Monroe como uma das pessoas que me inspiram na vida. Não assisto séries ditas inteligentes e filmes franceses antigos. Não amo tanto assim cupcakes e tenho mais vontade de visitar Paris ou Nova Iorque do que Inglaterra. Não leio desde pequena vários livros, minha família nunca deu tanta atenção assim pra isso. Quando pequena sempre gostei da Barbie e de brincar de massinha e sim, também brincava de escritório e fingia ser a minha própria professora. Nuca tive ideias mirabolantes para livros que queria escrever, na verdade, nunca fui muito criativa nesse quesito. Nunca pintei meu cabelo de uma cor chamativa e não penso em fazer uma tatuagem futuramente. Não curto usar saias ou vestidos ou sapatilhas, estilo vintage pra mim só na arquitetura. Não digo que sou feminista, nem ateu (atéia?!) ou socialista. Não sabia muito sobre Che Guevara até ano passado. Assisto mais canais de filmes e de música do que canais com documentários. Não me interesso tanto por livros de autores não muito famosos e não compro em sebos. Não vou ao cinema comunitário assistir filmes desconhecidos nem aos clássicos. Nunca (ainda) fui voluntária em algum projeto social. Não tenho Beatles como banda favorita. Não tenho uma grande história traumática de infância ou de alguns anos atrás. Não tenho as melhores notas. Não uso óculos. Nem algum sapato da 'moda'.

E por que dizer tudo isso?! Parece que cada dia aparece alguém tentando, querendo e se esforçando para ser 'diferente' da maioria e é tanta gente tentando ser diferente, se mostrar diferente, que parece que a minoria tornou-se maioria e o diferente tornou-se igual ou repetitivo, pelo menos. 

14 fevereiro 2013

Resenha - O começo do adeus

Nome: O começo do adeus
Original: The Start of Goodbye
Autor(a): Anne Tyler
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Saraiva - 
Sinopse: Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado. Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz. Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.

O começo do adeus foi uma grande surpresa pra mim, mas não foi tão boa assim, confesso. Pensei que poderia ser um romance com uma pitada de mistério, mas não, o livro foi totalmente diferente do que imaginei dele. E me decepcionei na leitura, não vou negar.

Aaron é um deficiente físico, já de meia-idade ele acaba perdendo sua mulher, Dorothy, estranhamente independente e que não o mimava tanto quanto sua irmã. Uma árvore cai em uma parte de sua casa e Dorothy morre. Aaron começa a se sentir vazio, estranho, pensando e relembrando sobre seu casamento, sobre ele mesmo, sobre Dorothy.

O começo nos mostra já uma aparição da esposa de Aaron. Depois somos levados ao momento em que tudo muda e no final, voltamos ao presente, eu acho. Digo eu acho, por que achei um pouco confuso o tempo na narrativa do livro, de um certo ponto do livro não sabia se estávamos no presente ou ainda no passado de Aaron. A narrativa é em primeira pessoa então vemos a estória do ponto de vista dele, um ponto de vista estranhamente diferente.

Aaron não gosta de ser paparicado, não gosta de chamar atenção por causa da deficiência na perna e no braço direito, ele não gosta da atenção exagerada que tem depois da morte de Dorothy e odeia a super proteção da sua irmã. Isso me irritou profundamente, a aversão dele por algumas coisas é estranha e mal fundada, na minha visão; mas respeitei a personalidade de Aaron. 

Dorothy não era bonita, não se cuidava, não sabia se vestir bem, vivia trabalhando e o casamento dela com Aaron foi bem modesto, simples e arrisco a dizer, monótono. As aparições mudam um pouco a vida de Aaron e há um aprendizado por trás disso tudo. 

O começo do adeus foi um tanto bizarro pra mim, a descrição realista da autora nas características deles me fizeram criar a imagem de cada um muito bem e essa imagem não é tão bonita assim. O enredo me parece mais um relato de uma superação, de um momento difícil da vida de Aaron, não tem nada muito surpreendente e não sei se fui eu que não capitei bem a estória, mas não gostei muito dela e não me surpreendi muito. Ri em algumas partes e a leitura só foi rápida por que o livro só tem mesmo 208 páginas. 

Esse livro foi uma leitura diferente, mas não de uma forma boa. O começo do adeus traz simplesmente uma mensagem sobre perda e seguir em frente e os personagens estranhos que encontramos. E não achei que a capa teve muito a ver com o enredo. Mas enfim, essa foi a minha opinião, claro que podem ter outras diferentes, então quem ficou curioso com a estória, leia.

10 fevereiro 2013

03 fevereiro 2013

Resenha - o lado bom da vida

Nome: O lado bom da vida
Original: The Silver Linings Playbook
Autor(a): Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

De primeira esse livro não tinha me interessado muito, aliás, não tinha me interessado. Eu li a sinopse e por se tratar de uma estória diferente das que costumo ler, achei que não iria gostar. Mas confesso que fui levada à pedir de cortesia para editora depois de ler algumas resenhas positivas dele por aí. E não me arrependo.

Pat é um ex-professor que está saindo do 'lugar ruim' onde foi internado depois de um grave acontecimento no seu passado que fez sua mente se debilitar. Sua mãe consegue que ele tenha alta e ele sai invicto de querer reconquistar sua ex-mulher Nikki; ele está tentando 'ser gentil ao invés de ter razão', e agora faz tudo que não fazia antes para agradar sua ex-mulher e ter uma chance de salvar seu casamento.

Não falarei muito do enredo em si por que a sinopse diz bastante. O que preciso enfocar nessa resenha é o quando esse livro mexeu comigo, de uma forma boa e ruim. Como? Em algumas partes da leitura eu tinha raiva de Pat e de toda essa admiração por sua ex-mulher, que percebemos logo de início que não está presente mais na vida dele e por tudo que ele faz ser pensando nela, em como agradá-la; isso me irrita e muito. Além de sua ingenuidade, que pode e deve ser considerada bonita, mas me irritou algumas vezes enquanto lia algumas cenas.

Mas o caso é que Pat é aquele tipo de personagem que me interessa mesmo me enraivecendo por suas atitudes, no final não consegui deixar de gostar dele e sempre torcer para que ele tivesse seu final de feliz no filme que ele acredita estar vivendo. Não só Pat, mas Tiffany, sua amiga também mentalmente debilititada que se interessa por ele, também me cativou, de uma forma diferente, já que ela é uma personagem nada convencional. Aliás, Pat também não é nada convencional, o mocinho que nutre uma ingenuidade de criança, mas por vezes tem atitudes e pensamentos brutos de um adulto.

Os personagens me pareceram tão bem estruturados que cada um me tirou uma reação pessoal ao longo do livro. Como o pai de Pat, que com certeza merece meu desgosto por ser da forma que ele é (Leiam e entenderão). Enfim, foi um livro que me conquistou e estou ansiosa para vê-lo na telona do cinema, ao contrário de muitas pessoas, gosto, às vezes, de ver filmes baseados em livros, sempre dou uma chance para que não seja decepcionante e quase sempre me satisfaço, mas claro, sempre preferindo o livro ao filme no final das contas.

Os defeitos que existem nesse livro são dois: Muitas cenas e comentários sobre futebol americano. Eu já odeio futebol em si e acho que consegui odiar mais ainda depois desse livro, já que me senti perdida em algumas cenas com tanta citação de jogadores e partidas do futebol americano que Pat tanto gosta. E o outro são vários spoilers de livros clássicos da literatura americana presentes nele, mas estranhamente isso me fez querer ler os livros citados urgentemente para saber como é a estória toda. Fora esses dois defeitos, o livro não me decepcionou.

Por fim, O lado bom da vida é super recomendado por mim. Além de ser cativante, vai mexer com você, com certeza, de uma forma boa ou/e ruim, não sei. Mas Pat te ensina a tentar enxergar o lado bom das coisas e que sempre é melhor ser gentil do que ter razão.
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