31 janeiro 2013

Dos últimos que vi


Pra quem gosta de aleatoriedades, como eu, poderá gostar dessa nova forma de post que pensei em fazer no blog. Consiste basicamente em pequenos comentários relevantes sobre os últimos filmes que vi, tanto no cinema, como em casa mesmo. Isso por que nem sempre um filme mexe tanto comigo a ponto d'eu querer dedicar um só post à ele, tem que ser importante pra conseguir isso '-' rs
Então, querendo comentar sobre os últimos filmes que vi, pensei em abrir essa nova 'seção' de posts aqui!  Nome super criativo né?! (Não) Talvez faça isso com livros também, já que não resenho todos que leio. Mas isso verei futuramente. Então vamos à eles (Cliquem no nome para ir à pagina do Filmow e saber mais):

Estava numa expectativa enorme com esse filme, confesso, pelo Tom Hanks no elenco. Vi o trailer e me pareceu tão interessante. Mas acho que não prestei atenção direito à ele, por que imaginei uma estória totalmente diferente do que vi no cinema! É sobre vidas passadas (e futuras?) que se entrelaçam e tem uma parte meio 'filosófica' no filme, que comparo a um tipo de 'carpe diem'. Mas precisarei assistir de novo para elaborar uma opinião completa e entender o que foi esse filme. A viagem é confuso e longo! O último filme tão longo que vi no cinema foi Avatar, então pra quem ainda não viu A viagem, mas já assistiu Avatar, comparem. Mas estranhamente gostei de alguns personagens, e não o do Tom Hanks, como imaginei que gostaria, mas enfim, pra quem ficou curioso, assista, é um filme que te faz indagar sobre ele mesmo.

Esse sim foi um filme que me interessou e não me decepcionou mesmo eu não esperando muito dele, por imaginar ser um drama ambientado em uma cultura diferente da americana e que talvez não me agradasse muito; mas pelo contrário do que pensei, o filme foi perfeitamente LINDO. Me cativou do começo ao fim, foi engraçado, algumas vezes me deixou apreensiva e outras me emocionou, e muito. As cenas com paisagens belíssimas em 3D precisam ser comentadas sempre quando falo desse filme. E o final, quando eu pensei que seria algo mais ou menos, me surpreendeu. Super recomendo ♥

Ok que não faz pouco tempo que assisti a esse filme, ainda consegui ver no cinema, mas PRECISAVA comentar sobre ele. Por que né, eu dou minha cara a tapa e digo mesmo que gosto da saga, que acho o Robert Pattinson LINDO e gosto da Kristen e não vejo ela com uma cara sem graça e uma atuação sem sal. E eu chorei assistindo. E é, por ser o ultimo filme da saga, por algumas cenas impactantes, de ver alguns personagens sendo mortos (COMO ASSIM né?!) e aquele final lindo com o flashback da Bella, por favor. A luta que não deveria ter eu já esperava, dã, já li a saga. E o filme não me decepcionou. (Contei vários spoilers, mas é raro algum fã ainda não ter visto esse filme. Eu acho)

Quando eu e meus amigos fomos ao cinema assistir A viagem, só tinha sessão tarde, então optamos por ver esse filme, afinal, tem Tom Cruise, não deve ser tão ruim assim. E bah, não foi. Mas foi o típico filme de ação que não nos surpreende. Até um certo ponto a estória tava interessante, eu até ri pacas no cinema em algumas cenas e comentários dos amigos zoando, mas de uma cena de luta totalmente esperada até o final o filme decepciona e ainda nos deixa confusos sobre o desfecho, onde não houve maiores explicações sobre quase nada '-' Tom Cruise já está em uma idade avançadinha, já pode se aposentar sendo o eterno protagonista de Missão Impossível, que é um filme legal. Mas o filme não é de todo ruim, pra quem gosta de típicos filmes de ação, ainda é uma boa.
***
Enfim, ainda tinha mais filmes para comentar, mas não quero deixar o post muito longo. Me digam se gostaram da nova seção, se já assistiram algum desses filmes e compartilham da mesma ou de uma opinião diferente. E querem que eu faça essa mesma sobre livros?! >< Aguardo as respostas nos comentários! 

P.S: São comentários totalmente baseados na minha opinião, não sou nenhuma crítica de cinema experiente.

27 janeiro 2013

Pensamentos de uma mente paranoica

Artista desconhecido

Não sei se é só eu, mas existe uma rotina de confusão dentro da minha mente quando coisas novas acontecem. É inevitável. Por um longo tempo quero alguma ou algumas coisas novas em minha vida, e quando acontecem, aparece um medo, um medo não, um temor, um receio, uma paranoia do que pode ou não acontecer ou do que deveria acontecer em relação ao novo, que não me deixa em paz. Confuso? É, eu sei. Não tente imaginar entender, nem eu entendo. Mas espero que isso não seja só comigo. Se não, talvez me sinta meio louca, prestes à ter que tomar calmante daqui em diante. 
Pensamentos neuróticos:
"E se isso não dar certo? O que eu vou fazer?"
"Mas se aquilo dar certo, vou ter que fazer isso e isso depois"
"E se esse tipo de pensamento não for o certo? Devo pensar de outra forma?"
Ou seja, até da forma de pensar em algo a pessoa questiona! Que um psicólogo não leia esse meu texto. Tenho medo do que ele me diria sobre minha situação. 
Sabe o que resolve um pouco? Ou pelo menos disfarça a paranoia do futuro e presente incerto?! Talvez um copo de chocolate quente, algumas doses de conversas sinceras e confiar naquilo que se acredita, sempre.

OK, não estou podendo responder a todos os comentários, minha internet tá mais do que péssima e a paciência tá zero. Me desculpem! E a criatividade nos posts também não está lá essas coisas, perceberam né?! Mas prefiro ser sincera neles do que me forçar a escrever algo. E me digam, como anda o começo de ano de vocês?! Meio paranoico como o meu?! rs

21 janeiro 2013

Resenha - Eu, o desaparecido e a morta

Nome: Eu, o desaparecido e a morta
Original: Finding Violet Park
Autor(a): Jenny Valentine
Editora: iD
Onde comprar: Compare Preços
Sinopse: Ter um pai 'desaparecido' já é uma situação perturbadora, mas a vida de Lucas se complica de verdade quando ele encontra Violet Park - ou melhor, a 'morta' - em uma decadente agência de táxis durante a madrugada. Aquele com certeza não era lugar para uma senhora falecida, e ao buscar um final menos deprimente para os restos mortais dela, Lucas vai descobrir muitas coisas sobre si mesmo.

Eu, o desaparecido e a morta foi um livro que me despertou interesse depois d’eu ter lido uma resenha no blog Sobre mim e meu mundo. Li a resenha e achei diferente a proposta do livro e pedi de cortesia á editora iD. Ele é realmente diferente, nem tão bom nem tão ruim, só, diferente(usei bastante a palavra ‘diferente’).
Lucas Swain tem 16 anos e num dia qualquer, ás cinco da manhã e cansado para caminhar, foi até uma agência de táxis e é lá que encontra Violet Park. A avista, pelo menos. Ela já estava em cinzas, numa urna. E Lucas se fascinou por essa urna, por Violet Park e por algo que ela queria lhe dizer, pelo menos é o que ele achava.

O desaparecido é seu pai, que desapareceu á cinco anos atrás e deixou sua família sem dizer o porquê e continuou assim, um certo mistério sobre sua ida sem volta; só Lucas parece se importar mesmo com esse desaparecimento, ele venera a figura de seu pai e idealiza sempre sua volta; até se veste como ele para não perdê-lo fácil da memória.

E não, essa não é uma estória sobrenatural. Tem uma morta sim, e um garoto bem estranho por sinal, mas esse livro aborda um assunto mais real, mais significativo, de uma forma diferente e até estranha.
Gostei da estória, gostei de Lucas e de seus avós, e a leitura fluiu bem, foi rápida até. Lucas e a veneração com seu pai desaparecido me irritou um pouco. Seu pai se foi e ele não percebe o quanto o resto de sua família (irmã, irmão e mãe) também sofre com isso, é o típico adolescente que pensa que seus problemas são os mais importantes e os piores que existe. Violet Park é também interessante, Lucas descobre mais sobre ela ao longo da estória, o ponto alto da trama.

Enfim, a diagramação me agradou, a numeração dos capítulos é com caveirinhas e as páginas trazem um ‘fundo’ ambientado na idéia do livro. Não encontrei erros gramaticais e a leitura foi rápida. O final foi o que eu esperava, mas não decepcionou muito. Recomendo àqueles que desejam ler sobre gostos estranhos e tramas diferentes.

17 janeiro 2013

Resenha - P.S: Eu te amo

Nome: P.S: Eu te amo
Original: P.S: I love you
Autor(a): Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Saraiva - Lojas Americanas
Sinopse: Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.

P.S: Eu te amo foi um livro que não me emocionou como o filme mas me surpreendeu por ser diferente do que eu pensei que poderia ser o livro, na verdade, pensei que o livro seria se não igual, muito parecido com o filme e não foi bem assim.

Acredito que a maioria saiba sobre o enredo de P.S: Eu te amo, Holly perde o grande amor da sua vida, Gerry, mas diferente do que vemos no filme, ele morre de câncer. Holly anda inconsolável, sem ao menos sair de casa, ela vive enfurnada em seu quarto, tentando sobreviver a mais um dia sem Gerry. Até que finalmente descobre sobre um pacote de cartas que Gerry escreveu em seus últimos dias vivo para ela, a cada mês ele tem uma nova função para ela realizar.

Esse livro não trata muito de romance, pode até haver em relação a Holly e Gerry, duas almas gêmeas que infelizmente agora se encontram separados; acredito que esse livro trata mais sobre superação, sobre perdas e sobre como lidar com tudo isso. Não só sobre a perda que Holly tem em relação a Gerry, mas a perda dela mesma. Holly vivia para Gerry, ela só sabia ser a esposa dele e não tinha grandes problemas em relação a isso. Mas Gerry se foi e com a ajuda das cartas que ele as escreveu, ela vai se descobrindo novamente, mesmo com saudades, mesmo sofrendo pela perda e confusa em relação a tudo. 

A leitura de P.S: Eu te amo foi bem divertida, as atrapalhadas de Holly e suas amigas foram o ponto alto da narração, além da mensagem geral que ele traz. Mas a leitura se arrastou um pouco por causa de Holly, ela me irritou e muito com seu luto; eu não sou casada e nem sei o que é viver com uma pessoa que nem é da sua família e que você ama completamente e acaba perdendo-a, e por isso relevei mais as atitudes dela, mas não consegui deixar de me irritar. 

Mas no geral, a leitura foi boa; não espere um grande romance que irá te emocionar e fazer com que deseje ardentemente por ter alguém assim, na verdade, assim como o filme, o livro P.S: Eu te amo traz uma ótima narrativa sobre perdas e superação fazendo uma junção com cenas divertidíssimas, então recomendo e muito.

13 janeiro 2013

Resenha - Razão e sensibilidade

Nome: Razão e sensibilidade
Original: Sense and sensibility
Autor(a): Jane Austen
Editora: Martin Claret
Onde comprar: Submarino - Lojas Americanas - Saraiva
Sinopse: Adaptação em português do clássico da literatura inglesa, com linguagem acessível para o público jovem. Na Inglaterra, no século XIX, as irmãs Dashwood ficam desamparadas com a morte do pai, que deixara suas propriedades em Norland ao filho do primeiro casamento. Mudam-se para um chalé em Devonshire, oferecido por um primo da viúva. A autora não faz concessões à sociedade da época, traçando um painel mordaz de tipos interesseiros, cujo objetivo de vida consiste em obter meios de enriquecer e projetar-se socialmente, seja herdando fortunas, seja casando-se por conveniência.

Segundo livro de Jane Austen que li, o pedi de cortesia para a Martin Claret por ter gostado muito de Orgulho e  preconceito e por querer conhecer mais obras dessa autora tão bem elogiada.

Razão e sensibilidade conta a estória da família Dashwood, as irmãs Elinor e Marianne são completamente diferentes uma da outra, enquanto Elinor é comedida, mais racional, Marianne é extremamente sensível e intensa. A família muda-se para um chalé em Devonshire, fazendo Elinor ficar longe de Edward, o irmão da esposa do seu meio-irmão, por quem nutre um grande carinho. Marianne conhece Willoughby, igualmente apaixonado pela vida e intensamente expressivo como Marianne, assim, ele a fascina, deixando-a com esperanças de um possível noivado, o que não acaba acontecendo.

Razão e sensibilidade traz duas personagens centrais opostas, chego a me irritar com os atos impulsivos de Marianne, toda a ingenuidade e intensidade que ela não deixa de lado nem por um instante na maioria da trama, mas Elinor também é comedida demais, 'fechada' demais e só quase no final do livro temos certeza que ela realmente gosta de Edward Ferrars, que aliás é uma incógnita na maior parte da narrativa também.

O que vemos nas estórias de Jane Austen não são só romances supérfluos, além do romance em si, vemos críticas indiretas a sociedade da época, que pode ser muito bem colocada atualmente, com algumas diferenças, claro. São livros atemporais, que além de nos envolver com a descrição tanto física quanto pessoal de vários personagens, nos faz ver de perto alguns vícios sociais, o que alguns atos ou pensamentos mal elaborados podem acarretar.

Confesso que torci ao longo da trama para alguns desfechos finais, como o coronel Brandon, que se mostra tão prestativo mas muito discreto, tive raiva de Marianne algumas vezes como já disse antes, e ficava angustiada quando via Elinor ou Edward não demonstrar logo seus sentimentos e adiarem um desfecho feliz. Já tinha visto o filme com Emma Thompson e visualizei os personagens como no filme, Edward como Hugh Grant, coronel Brandon como Alan Rickman e não deixou a estória menos interessante, pelo contrário!

O trabalho da Martin mais uma vez está de parabéns, a versão do livro que recebi foi três em um: Razão e sensibilidade, Orgulho e preconceito e Persuasão, no início de cada livro contém ilustração de cada estória o que me fez amar ainda mais, recomendo para os amantes de clássicos romancistas mas com pitadas de críticas sociais e brilhantismo na narração que só Jane Austen possui.

11 janeiro 2013

O satélite e seu planeta


Seus pensamentos se voltavam à ele, quase sempre. Inevitável, ela pensou. Com um sorriso bobo no rosto lembrou-se do toque leve e macio de suas mãos nas dela, e em sua nuca, nos braços e o doce beijo que fazia as borboletas no estômago agitarem-se. O toque, a voz, as palavras doces ditas, pensadas, sentidas, a saudade instantânea e os sonhos já faziam parte de sua rotina.
Não era ilusão, não era mais nenhum sonho bobo e sem nexo. Aquela lembrança era real e só ela sabia o quanto era bom relembrá-la e revivê-la. 
E todos os clichês de livros românticos ela vivia agora. E não reclamou de quando percebeu que estava nesse estado estupidamente apaixonado. Ela só queria que durasse. Durasse por um bom tempo. E sabia que não haveria perfeição, não haveria cenas perfeitamente bonitas acontecendo ali, não haveria problemas e logo depois soluções mirabolantes que fariam ter um final feliz; e era tão bom saber disso. Significava não estar cheia de ilusões, não é?! Significava menos decepções. Menos tropeços por aí. 
Seu coração satélite parece ter encontrado seu planeta principal.


I'm a satellite heart, lost in the dark
I'm spun out so far, you stop, I start
But I'll be true to you
Eu sou um coração satélite/ perdido no escuro
Girei para muito longe/ você para, eu começo
Mas eu serei fiel à você
Satellite Heart - Anya Marina
Heeeey, cá estou de novo, de volta, pelo menos nos posts, por que pelos comentários ainda estou super ultra mega atrasada, tô com internet em casa, mas é tão lenta que nem dá pra fazer tudo o que quero aqui, então, não sei se poderei responder todos os comentários ou grande parte deles :X
Mas como não quero deixar o blog em hiatus, de novo, então vou continuar a publicar posts novos, espero que entendam.
Sobre os vestibulares que fiz, passei na UFPA *______* E pra quem se interessa em saber, passei pra Letras - Português. rs Tô MUITO feliz, óbvio, os sacrifícios que fiz valeram à pena esse ano! Então, espero que o texto meloso aí de cima não enjoe vocês ;} Até mais!

09 janeiro 2013

Resenha - Lola e o garoto da casa ao lado

Nome: Lola e o garoto da casa ao lado
Original: Lola and the boy next door
Autor (a): Stephenie Perkins
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Compare preços
Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

Lola e o garoto da casa ao lado prometia ser um livro divertido e que me agradaria muito, e não foi diferente. Amo ter certas expectativas em relação a algo e não me decepcionar no final.

Lola se veste como um personagem todo dia, ela gosta de cores, roupas diferentes e perucas, sim, uma peruca para cada ‘personagem’ do dia. Têm dois pais e um namorado rockeiro, vocalista de uma banda, e que não é muito bem aceito pelos seus pais. E Lola tem na casa ao lado lembranças não muito boas sobre quem morava lá. E essas lembranças vêm à tona novamente quando os tais irmãos Bell voltam para a casa ao lado da sua. Os gêmeos inseparáveis, os que a magoaram no passado e que ela desejaria nunca mais os ter visto.

Esse livro é mais do que divertido, tem aquele romance fofo, com alguns clichês, mas os personagens diferentes é o que chama atenção e tira um pouco a estória dos padrões de livros juvenis à La comédia romântica hollywoodiana.

Lola é divertida, espalhafatosa nas suas roupas e até meio fútil por isso, ela dá muita atenção ao que veste e ao que os outros vestem, algumas vezes, mas isso não me incomodou tanto. Seu namorado, Max, é mais velho e por isso não muito aceito pelos pais de Lola, ele é irresistivelmente atraente pelo seu estilo punk rock maduro. Mas Cricket, um dos gêmeos Bell, o qual Lola mais não queria ver, é o mais irresistível pra mim. Cricket não recebe tanta atenção pela carreira da sua irmã, Calliope, ser o centro das atenções. Ele é estranhamente interessante e retorna para a vida de Lola fazendo-a relembrar o passado e confundi-la ainda mais.

Lola e o garoto da casa ao lado é tão cativante que o li em um dia, não queria largar a leitura e os personagens de lado. A estória tem um quê de comédia romântica, mas não é tão superficial. E a narrativa flui muito bem, Stephenie é também autora de outro livro que quero muito ler: Anna e o beijo francês, e não me decepcionou quanto aos elogios que ouvi sobre ela, ela realmente cativa na escrita.
Enfim, a diagramação é simples com alguns detalhes nos capítulos e no título que gostei, a capa tem tudo a ver com a estória, e não encontrei erros ortográficos, a Novo Conceito mais uma vez não decepcionou quanto á isso. Recomendo muito.

03 janeiro 2013

Resenha - Floresta dos corvos

Nome: Floresta dos corvos
Original: Ravenwood
Autor(a): Andrew Peters
Editora: Intrínseca
Sinopse: Ark vive no alto das últimas árvores que restam no mundo. E, já que mesmo em um país suspenso como Arborium alguém precisa desentupir os canos, ele tem uma profissão: aprendiz de encanador. É enquanto está ocupado com o vaso sanitário de um político poderoso que o garoto se torna testemunha de algo que vai mudar sua vida. Sem querer, Ark entreouve a conversa de conspiradores que pretendem destruir seu país.
Uma perversa enviada de Maw, o império inimigo, feito de vidro e metal, planeja tomar as ricas árvores de Arborium e transformá-las em matéria-prima, fazendo de seu povo, os pacíficos dendrianos, nada mais que escravos de seu plano maligno.
Flagrado, Ark precisa fugir para não ser morto, e terá de percorrer o gigantesco arvoredo e chegar à sombria Floresta dos Corvos, onde talvez esteja sua única chance de proteger seus amigos e seu lar.

Primeira resenha do ano e uma resenha de um livro que me surpreendeu de uma forma muito boa. Floresta dos corvos me interessou pela sinopse de uma estória diferente e que prometia ser muito interessantemente boa, e não decepcionou.

Arborium é um país, rico em madeira, na verdade, tudo nesse país tem a ver com madeira, por ser um país das árvores e lá vive Ark, um dendriano, que trabalha como aprendiz de encanador e num desses trabalhos, na casa de um importante político de Arborium, Ark ouve um plano que irá mudar não só sua vida como a vida de todos os dendrianos e mudar para pior. É aí que começa a perseguição ao aprendiz de encanador que estava na hora errada e no lugar errado.

Floresta dos corvos traz uma estória engraçada e ao mesmo tempo com toques de críticas sérias e algumas cenas emocionantes. Nesse livro temos aventura e muito humor, um humor meio bobo e irônico, mas que te arranca sorrisinhos ao longo da leitura. Os personagens são cativantes, Ark é um garoto corajoso e altruísta, além de ser o foco da narrativa que traz algumas surpresas em relação à ele, Mucum, seu amigo que depois tornaria-se fiel à ele, é a princípio alguém não muito corajoso, mas que ao longo do tempo também vai mudando e é ele que traz mais humor ainda em certo ponto da narrativa. Não poderia deixar de falar de Petrônio, o ‘vilão’ da trama junto com seu pai e Fenestra, a vilã nem chega aos pés do menino Petrônio quando falo de arrogância.

Andrew traz uma narrativa simples, mas ao mesmo tempo um pouco complicada, precisamos de criatividade para imaginar o mundo ou ‘os mundos’ que ele criou e ligar aos termos desse mundo diferente e estranho, algumas vezes. Floresta dos corvos não é mais um livro sobre aventura ficcional, ele traz uma leitura divertida e nada boba, pois também traz na estória pontos que podemos nos identificar e refletir até. Por fim, a diagramação também merece um destaque, toda ambientada em relação à estória, a tal floresta dos corvos, e as letras, não muito grandes nem muito pequenas também me agradaram e muito. Enfim, recomendo e muito para quem deseja uma leitura suave, divertida, mágica e nada superficial.

P.S: Fazia algum tempo que não escrevia uma resenha, espero não estar enferrujada. Ainda estou sem internet em casa, os comentários aos poucos vão ser respondidos.
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