Destaques

13 julho 2020

5 canais para estudar com o YouTube


Continuando na vibe de posts sobre estudos (o tema já se tornou uma categoria aqui no blog), dessa vez, vou listar alguns canais em que eu também gosto muito de assistir, pois são vídeos rápidos e acessíveis pra passar o tempo ou mesmo pra conhecer sobre novos assuntos pela internet, agora no YouTube. Neste post em específico trago uma lista de canais que tratam sobre curiosidades e informações pertinentes, em algumas áreas do saber. Vamos lá?!

Tempero Drag

O canal da Rita von Hunty é mais do que maravilhoso. A Rita, além de ter um conhecimento vasto e muito bem embasado sobre História, Filosofia, Cultura, Política, entre outros saberes, tem uma linguagem super acessível e didática, além de darmos boas risadas com as tiradas que ela tem ao longo de suas falas. Um canal essencial em tempos de fascismo e fake news.


A BBC é uma grande rede jornalística, confiável, e muito comprometida com a veracidade dos fatos e das análises que traz em seus canais de comunicação. O canal BBC News possui vídeos curtos, mas de muita informação, sobre as atualidades do mundo e do Brasil. Além disso, a linguagem também é super acessível, e as novidades chegam fresquinhas ao telespectador.

O canal Ponto em Comum, criado por Davi Calazans, trata sobre diferentes assuntos científicos, entre curiosidades mais gerais e assuntos mais específicos, divididos em grandes tópicos, como Humanidades, Vida e Evolução e Sustentabilidade. O canal é comprometido em expor informações embasadas cientificamente e divulga conhecimento de maneira acessível e bem humorada também.

AD Junior

Um canal informativo e muito bem organizado pelo AD Junior, no qual são retratados assuntos relativos à negritude, racismo estrutural e demais curiosidades sobre questões também relativas à comunidade LGBTQI+. Os vídeos são curtos e super acessíveis. Recomendo fortemente.

Ciência Todo Dia

O canal Ciência Todo Dia, de Pedro Loos, trata especificamente sobre assuntos voltados para a área de Física, mas não é chato, eu garanto (para quem é de humanas, esse aviso é mais do que válido rs). Desde explicações sobre Espaço-Tempo à Física Quântica explicada (!), o canal aborda a ciência de maneira didática e pode ser muito proveitoso nos estudos durante o ensino médio/preparativos para vestibulares, ou mesmo para os curiosos da área.

Gostou? Sabe de algum canal nesse estilo que gostaria de me recomendar? Escreve aqui nos comentários!

08 julho 2020

Resenha - Corolário da Alma

Título: Coletânea Corolário da Alma
Autor | Org.: Vários autores
Editora: Porto de Lenha
Sinopse: Este livro reúne um pequeno centelho da vasta criação corrente de norte a sul do país. Você lerá trechos da contextura em prosa ou verso, dos sessenta e seis autores expressos nas páginas de Corolário da Alma.
Onde comprar: Site Porto de Lenha

Esta coletânea foi a primeira onde publiquei um texto meu. O pequeno conto se intitula "Aquela palavra com 4 letras", de teor romântico e também disponível aqui no blog: confere aqui

A coletânea reúne diferentes gêneros: poemas, contos, crônicas, relatos e minicontos, de diferentes autores pertencentes a várias regiões do país. Novamente, me deparar com as produções de autores independentes e nacionais, desconhecidos, traz boas surpresas e descobertas.

Entre as diferentes temáticas existentes neste livro; várias sobre o amor romântico, algumas sobre descobertas, decepções amorosas, outras sobre lembranças, família e até sobre seres sobrenaturais e contos de suspense (há um pequeno conto sobre vampiros), uma produção me chamou atenção, principalmente pela inspiração indicada no próprio texto, de Eneida de Moraes, escritora paraense (meu local de origem e moradia), do século XX.

[...] Dulce tinha no vento seu companheiro. Ele trazia-lhe cheiros, sabores, alegria, companhia. Seu caminho parecia ficar mais fácil quando o vento a acompanhava. 
E mais uma vez Dulce o vê. Chamava-lhe intimamente de camaleão. Aquele homem camuflava-se. Nada que pudesse ser percebido. Ela não sabia o que era: apenas não se sentia à vontade diante dele. Não sabia como, mas ele representava perigo. [...]

O conto é de Helena Girard e trata sobre Dulce e Arantes, em um episódio de estupro. O tema é, no mínimo, degradante e incômodo de se ler, mas a escrita de Helena e como ela conduz a história, é muito bem feita. O elemento vento, introduzido na narrativa de forma quase que personificada, casa muito bem, do início ao fim na trama, ele se relaciona com Dulce e sua trajetória drástica. A indicação de Eneida ao final me fez curiosa em ler a obra, já que ainda não tive a oportunidade de conhecer o trabalho da autora.

Voltando a tratar sobre o livro no geral, nele foram inseridas ilustrações em todo início de texto, além de ilustrações ao final de alguns deles, relacionados aos temas abordados. A revisão deixou um pouco a desejar, acredito que um trabalho feito por alguém da editora e em conjunto aos autores poderia ter alavancado a qualidade dos textos, mas nada que interfira significativamente na leitura.

01 julho 2020

Entrevista com a autora: Giuliana Murakami


E o blog tem novidades! O Meu Outro Lado fechou parceria com a autora Giuliana Murakami, escritora muito simpática e talentosa a qual vou poder conhecer sua obra muito em breve. Para iniciarmos os trabalhos, que tal conhecer um pouco sobre ela? 

Uma breve apresentação sobre quem é você, o que faz, sua formação, o que te inspira.
Sou paraense, nascida em Belém, neta de avós maternos japoneses (sansei) e pai português. Desde cedo recebi influência do folclore amazônico, do nipônico e adorava ouvir histórias do meu pai em Portugal. Foram essas tradições orais as minhas primeiras inspirações.
Aos poucos, fui desenvolvendo o hábito de leitura e, hoje em dia, sempre comento que minhas inspirações são “Harry Potter” (comecei a escrever, inclusive, por meio de fanfics da saga), independente de minhas opiniões pessoais ainda não totalmente formadas (por necessidade de estudo mesmo) sobre recentes condutas da criadora do universo; “Fronteiras do Universo”, fantasia escrita por Phillip Pullman; Haruki Murakami e seu realismo mágico; e como autores nacionais, Raphael Draccon ( “Dragões de Éter”), Eduardo Sphor (“A Batalha do Apocalipse”) e minha conterrânea, Roberta Spindler, fantasista de mão cheia por quem tenho grande admiração.
Gosto de dizer também que tudo ao meu redor me inspira. O que consumo, o que vejo, o que vivencio, minhas lembranças e sensações que perpassam meus sentidos ao longo da vida. Então, animes e desenhos animados entram na lista, os conflitos da rotina e também os introspectivos, meus estudos acadêmicos e de hobbie, a minha relação com as pessoas, a esquina da minha rua... Não que esses elementos estejam necessariamente presentes no que escrevo de forma latente, mas com certeza estarão implícitos em algum momento.
Sou formada em Direito e trabalho como advogada atuando em causas envolvendo direito tributário, o que me tira um pouco da fantasia e me coloca em situações que envolvem mais números e lógica. Equilíbrio é tudo. XD

Quando iniciou tua paixão pela Literatura?
A literatura como leitura iniciou cedo. Lia livros folclóricos aos quatro/cinco anos, comecei a consumir “Harry Potter”, “Crônicas de Nárnia” e “Alice no País das Maravilhas” talvez com uns oito anos, e vez ou outra fuçava a biblioteca da minha escola em busca de histórias novas.

O que te motiva a escrever?
Principalmente as personagens. Elas surgem em momentos aleatórios e rugem para que suas histórias sejam contadas. É uma motivação interna, de querer narrar.
Hoje em dia, com obra publicada, eu posso dizer que uma outra motivação recorrente é levar aos meus leitores alguma mensagem que considero importante. Não que eu me prenda a levar mensagens em todos os meus textos, mas com certeza ouvir meus leitores é um prazer enorme.
Sou fantasista primordialmente e quando criança escrevia para fugir da minha realidade; na adolescência, era como um acréscimo fantasioso aos meus próprios desejos de aventura; e atualmente, considero que escrever fantasia serve para expressar a realidade em vários prismas. É um escape fantasista, mas que discute a realidade nas entrelinhas de seu contexto imaginário. Isso também me motiva.
Sob o Sino é seu mais novo conto, está disponível na Amazon

Como ocorre teu processo de escrita?
Quando a ideia vem, seu núcleo principal costuma ser personagens e contextos específicos de conflito. A partir destes elementos, começo a criar o esboço da obra, confeccionando fichas das personagens com suas características psicológicas e físicas; estruturo o enredo (se for saga, normalmente já estruturo todos os livros que a compõe) e começo a escrever o primeiro rascunho.

Como ocorre a trajetória de publicação?
Hoje em dia temos vários caminhos. Os que conheço e experimentei são a publicação física por meio da contratação de serviços editoriais, seja uma editora mesmo ou uma empresa que presta esses serviços e, também, a possibilidade de publicar por meio de premiações, que foi como ocorreu a publicação do meu primeiro livro, “Guardiões do Império – O Selo do Sétimo”, que venceu a terceira edição do Prêmio Fox-Empíreo de Literatura.
Outra possibilidade acessível a vários autores é publicar em plataforma digital gratuita como Wattpad, por exemplo ou pela Amazon, na qual você deverá elaborar um ebook (livro digital) compatível com o site. Vários autores seguem por esse caminho hoje em dia.

O que você pensa sobre o mercado editorial brasileiro/paraense atual? É difícil ser autora/escritora no Pará?
O mercado tem sido favorável ao recebimento de autores nacionais nas editoras tradicionais. Atualmente, por conta das redes sociais, é impossível desvincular um autor do seu leitor, o que torna a proximidade entre eles um atrativo mercadológico.
O Norte ainda sente resistência de alguns pontuais focos de mercado no sul e sudeste, onde há maior número de leitores. Ainda assim, estamos cada vez mais sendo lidos, não só por conta da facilidade em divulgar materiais pelas mídias como também pelo pioneirismo de alguns autores de nossa terra em editoras tradicionais. Posso dar o exemplo da própria Roberta Spindler, que é uma autora publicada pela Cia das Letras. Casos como esse servem de inspiração para todos nós, autores paraenses e também nortistas.

Quais as suas paixões além da Literatura?
A arte sempre me instiga. Gosto de teatro, principalmente o regional (fã de carteirinha do Teatro de Apartamento), de cinema (embora não me considere cinéfila), de música (sou muito eclética, ouço desde reggeaton a Bethoveen), de desenho animado e animes (a propósito talvez uma das minhas fontes de inspirações mais frequentes depois da literatura).
Gosto também de museus e amo estudar sobre culturas e mitologias de países diferentes (outra fonte de inspiração). Ouvir pessoas também é algo que gosto muito, principalmente os mais velhos, que têm ótimas histórias sobre suas vidas e imaginários.
Por fim, posso dizer que gosto de caminhar também. Às vezes para observar paisagens, pessoas e animais, às vezes só para ter algo mecânico a se fazer enquanto fico viajando nas minhas ideias. XD

A imagem pode conter: desenho
Um das obras da Giuliana é Guardiões do Império, lançado pela Empíreo.

Tem dicas para uma boa escrita e para pessoas que pretendem escrever seu próprio livro?
Costumo dizer que não existe escrita perfeita. Todos temos um estilo, fruto de nossas vivências (ou escrevivências, termo muito bem colocado pela nossa escritora Conceição Evatisto), então não se cobre sobre ser bom ou ruim, seus leitores serão alcançados.
Isso não significa que devemos ser relapsos XD. Primeira dica que dou é: tenha calma. Sua história não fugirá, está coladinha com você, só é preciso lapidá-la para que seja compreensível, afinal, do que adianta escrever uma obra para publicação se não consegue comunicar o que está ocorrendo naquele livro? A não ser que escreva só para si mesmo, o cuidado com revisão é imprescindível, principalmente no que se refere à coesão e coerência; serviços de revisão gramatical podem, inclusive, ser terceirizados.
Segunda dica é: sejamos responsáveis socialmente. Vivemos em um mundo em que o acesso à informação alcança a quase todos e você ser um escritorx que lance uma obra incitando racismo, machismo, violência, LGBTQIA+fobia, sexismo, misoginia ou outros temas sensíveis sem qualquer propósito literário, você está sendo irresponsável. Não existe liberdade de expressão sem limites.
Terceira dica: não inicie sem saber o fim. Importante que você saiba conduzir ao menos o esqueleto da obra, pois sabemos que, às vezes, as personagens pedem uma modificação aqui ou acolá, mas tenha firmeza no que pretende escrever, não comece uma obra sem estruturá-la e quando falo de estrutura, não necessariamente digo para que saiba o que acontecerá em toooodos os capítulos. Saiba, ao menos, quais os elementos básicos inerentes ao seu gênero/tipo de texto. Você precisa conhecer suas personagens e traçá-las de uma forma que seja crível e lógica; você precisa conhecer os conflitos que vai trabalhar no livro; e, por fim, precisa saber como terminará a história. Pode até ser que mude o final no decorrer da narrativa, mas iniciá-la sem ter ideia de terminá-la pode te levar a um bloqueio criativo.
Quarta e última dica é para que você tenha seu próprio ritmo e seja gentil consigo mesmo. Não gosto de dizer que você precisa de uma rotina, de uma disciplina etc, não conheço sua vida, não sei quantas horas de trabalho externo você faz, ou se possui alguns desafios do cotidiano. Te dizer para ser assim ou assado pode só gerar uma crise de ansiedade em você. Se você acha que consegue escrever X palavras por dia, tudo bem, faça, é bom trabalhar com metas quando não se tem problemas com elas. Mas se você tiver uma personalidade ou uma vida agitada demais para elas, não se cobre.
Há vantagens e desvantagens sobre ter metas ou ser mais flexível. Vou dizer apenas que talvez ser disciplinado demais possa te engessar, tornar o texto sem alma (pode, mas não necessariamente isso ocorrerá) e a desvantagem de não ter disciplina é que você pode acabar perdendo o ritmo textual, então aconselho a sempre ler o capítulo anterior ou trechos anteriores para não tornar a experiência uma montanha-russa desenfreada em loops constantes.
Ao invés de dizer que você precisa escrever tantas palavras por dia em tantos dias da semana, o que vou lhe aconselhar é que tenha foco. Você precisa terminar aquela obra que se propôs a trazer ao mundo, não importa o tempo que precise. Você precisa ter foco de iniciar e começar uma história com estrutura e personagens bem caracterizados. É isso. Não se cobre, não se compare com outros autorxs a não ser que a comparação seja para somar e não cortar você. Faça você seu próprio ritmo, mas sempre visando aquele ponto final porque lhe garanto uma coisa: seu ponto final é apenas o ponto de partida para o leitor, e é uma sensação indescritível poder ouvi-los falar sobre sua obra.

Incrível! É um prazer conhecer um pouco mais sobre ela e suas obras. Acompanhe a autora em suas redes sociais: Facebook | Instagram | Twitter. Suas produções e mais informações podem ser encontradas no site oficial: https://giulianamurakami.com/

24 junho 2020

A arte de Bia Blare


O blog possui uma tag/categoria de post chamada 'Arte', destinada a apresentar e divulgar diferentes artistas, de diferentes técnicas, seja pintura, ilustração, entre outros. A tag foi publicada por um tempo por um dos colaboradores, à época, do Meu outro lado, Renato Dias, mas desde a sua saída, ela não é mais atualizada.
Atualmente, com mais tempo para me dedicar ao blog, e conhecendo muita gente nova pelas redes sociais, a ideia de retornar com a categoria surgiu, porém, enfocando em artistas paraenses, estado onde nasci e resido. Hoje vamos conhecer a arte de Beatriz Melo ou Bia Blare, como ela assina suas obras. Conheci a Bia através da sua irmã, Carolina Melo, também artista e colega de turma no curso de Língua Francesa (UFPA) e é simplesmente incrível o talento dessa família.

P.S.: A Carol é responsável pela nova identidade do blog, encomendei a ilustração do banner e ela, com seus traços delicados e afetuosos, exprimiu muito bem uma parte da minha personalidade.
O post foi elaborado entremeando algumas obras da Bia e perguntas feitas a ela, para a conhecermos um pouco mais.


Uma breve apresentação sobre quem é você, o que faz, sua formação, o que te inspira:
Meu nome é Beatriz Melo, mas assino as artes como Bia Blare. Sou graduanda em Geografia, pela Universidade do Estado do Pará, e paralelamente pintora e colagista. Não tenho nenhuma formação específica em artes, mas o interesse pelo desenho surgiu desde muito cedo e a técnica foi melhorando por insistência. Dentro da família, minha irmã mais velha foi quem abriu um caminho nessa direção. Talvez ver o caderno dela cheio de desenhos foi minha primeira referência artística, somei isso as ilustrações de livros e histórias em quadrinho e fui lentamente percebendo que construir imagens era um bom jeito de comunicar qualquer coisa.

16 junho 2020

3 séries para estudar com a Netflix

Não sei vocês, mas eu me divirto também "estudando". Sou viciada em conhecimento, em saber mais de algumas coisas, alguns temas, em conhecer novos, entrar em contato com outras perspectivas, enfim. E acredito que esse estudo é contínuo, sempre nos 'exigindo' mais e mais, e essa é a graça de gostar de estudar, sempre tem algo a mais a conhecer. Também creio que o estudo não precisa ser necessariamente pautado em sentar e ler/escrever e se concentrar ao máximo, daí porque gosto tanto de alguns recursos midiáticos para conhecer um pouco sobre determinados assuntos que eu não necessariamente pegaria um livro inteiro para ler. Então, decidi listar aqui alguns deles, talvez em alguns posts sobre diferentes suportes. Vamos lá?

Explicando
Conheci essa série coincidentemente. Estava procurando algo rápido pra assistir, pra passar o tempo mesmo, mas que não fosse um conteúdo muito superficial. A Netflix na época me recomendava a nova série da plataforma, e os assuntos vão desde K-Pop a criptomoedas. Não precisava assistir na ordem dos episódios, e assim fiz. Iniciei com os assuntos que mais me interessavam e acabei fechando as duas temporadas. Pra ficar mais interessante, eles também lançaram o Explicando - O sexo e Explicando - A mente, além do Explicando - O coronavírus, ou seja, é muito conteúdo bom pra consumir. As narrações são bem didáticas e os estudos são embasados cientificamente. Recomendo muito!

Guerras do Brasil
Quem fez ensino básico há alguns anos sabe que o ensino de História não era pautado em explicitar as diferentes perspectivas em grandes acontecimentos ocorridos no país (talvez até hoje não seja). A visão eurocêntrica e centrada nos ditos 'vencedores' provocava um 'breu' no conteúdo que poderia ser muito enriquecedor e esclarecedor quando estudamos a história do país. Guerras do Brasil é uma série documental que possui diversos estudiosos dos temas, e o primeiro episódio nada mais é do que sobre as guerras de conquista, o genocídio indígena ocorrido na época, em que saberemos mais sobre a "invenção do Brasil", pelas palavras de Ailton Krenak. A série perpassa por algumas das principais guerras chegando até (à época) a mais atual, a "guerra" contra as drogas. É um conteúdo essencial para entendermos como nosso país foi criado, construído discursivamente (e violentamente) e como hoje a sociedade se comporta em meio aos confrontos mais recentes.

História: direto ao assunto
A mais recente série documental na plataforma é o História: direto ao assunto. Assim como o Explicando, diferentes assuntos são tratados nos episódios, agora não mais sob uma perspectiva puramente atual/contemporânea, mas histórica, como o próprio nome da série alerta. Com 10 episódios nessa primeira temporada, os assuntos são diferentes do Explicando, ou seja, o leque de conteúdo fica mais abrangente. Os temas vão desde corrida espacial até genética, são episódios curtos e também embasados cientificamente/historicamente, claro. Dá pra assistir nos intervalos do home office ou ao final de um dia de trabalho.

E você? Já conhecia as séries? Tem alguma pra recomendar? Comenta aqui.

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